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Um ser humano simples com defeitos, virtudes e que a cada dia procura viver de uma forma mais coerente possível para ser feliz. Sou cadeirante desde 1977 devido a poliomielite (Paralisia infantil), blogueiro, ex Locutor do telemensagem Shalom, presidente da A.D.C.C.-ASSOCIAÇÃO DOS CADEIRANTES DE CARUARU, Ex bailarino,ex secretário e conselheiro do COMUD- Conselho municipal de defesa dos direitos das pessoas com deficiência,e AGORA ESTUDANTE DE ECONOMIA NA UFPE(Passei a emoção é inexplicável)! Primeiro cadeirante aprovado e sem cota em ampla concorrência. Membro do NACE-Núcleo de Acessibilidade da UFPE-CAA

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Estudante supera paralisia cerebral e faz mestrado em psicologia.

Superar os limites sempre foi a vida da estudante Gabriela Garcia Ceron. Ela, que hoje tem 32 anos, foi diagnosticada ainda na infância com paralisia cerebral. O prognóstico dos médicos não era dos melhores, não teria vida escolar, social, como conta a mãe. Mas com o tempo, Gabriela mostrou uma força de vontade incomum e se prepara agora para fazer mestrado.

A jovem é psicóloga formada e agora vai fazer mestrado na Famerp, a Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (SP), uma das mais concorridas do país, contrariando o destino e os diagnósticos médicos que ela recebeu logo depois de nascer.

Gabriela depende sempre de alguém para fazer as coisas mais simples do dia a dia e mesmo assim está sempre alegre. “Ela nunca teve medo de se mostrar, de buscar o que quer, ela sempre se aceitou e procurou fazer da melhor maneira possível as coisas dela”, afirma a mãe, Ana Maria Ceron.

Gabriela nasceu em 1984 e aparentemente perfeita. Mas por conta de complicações no parto, alguns meses depois foi constatado que a menina tinha paralisia cerebral. O diagnóstico foi um golpe duro para toda família.

Na época os médicos não foram nada animadores. “Falaram que o prognóstico era reservado, o que significa que chance de vida escolar, ter uma vida social, seria muito remota”, relembra a mãe.


Mas Ana e o pai de Gabriela, Hélio Rubens, se recusaram a aceitar. Unidos, decidiram a partir daquele momento que todos os limites que lhe estavam sendo impostos seriam superados. “Esse é o primeiro pensamento, vencer a angústia do diagnóstico e começar a preparar o caminho para o futuro, pensando na maior normalidade possível. O amor faz com que a criança possa se desenvolver”, diz a mãe.


É claro que Gabriela também ajudou nesse processo. Ela adora estudar, desde pequena, passa horas no computador e também gosta de ler e ouvir música. “Ela é dedicada no estudo, tanto é que almoçava e já ia estudar novamente a tarde toda, para chegar onde chegou”, afirma.

Mesmo com todas as dificuldades, Gabriela conseguiu concluir os ensinos fundamental e médio e entrar na faculdade. Embora tenha feito a prova, a mãe teve que brigar para que a jovem fosse aceita na faculdade. “Quando terminou o vestibular, saiu a classificação e contava o nome dela como desclassificada. Averiguando vimos que tinham zerado ela em redação. Fomos atrás para corrigir a prova de redação, tinham zerado sem ler, foi corrigida, ela passou no vestibular e começou a cursar”, afirma. "Ela nunca teve medo de se mostrar, de buscar o que quer, ela sempre se aceitou"


Agora aos 32 anos, além de formada em psicologia, Gabriela também fez especialização em educação especial inclusiva. “Eu amo compreender o ser humano”, diz Gabriela.

Para Gabriela nada é impossível, não existe obstáculo que ela não consiga ultrapassar. A psicóloga fez agora a matrícula no curso de pós-graduação do curso de psicologia na Faculdade de Medicina de Rio Preto, uma das mais concorridas do país.

Ela se inscreveu no mestrado, fez a prova e foi aprovada. Nos próximos dois anos vai ser na Famerp que ela vai estudar. A prova foi em inglês e Gabriela surpreendeu os organizadores. “Ela foi bem na prova, obteve média acima da média estabelecida”, afirma Adília Maria Pires Sciarra, professora da Famerp.

Esta é a primeira vez que a Famerp recebe uma aluna de mestrado com essa deficiência. A faculdade também está tendo que se adaptar. “Tivemos o acesso a um dispositivo tecnológico chamado Reader Speaker, onde tem a disponibilidade da verbalização via web. Ela fará os textos, vai armazenar no dispositivo e ele fará a leitura na oralidade”, afirma a professora.

As aulas começam em março. Fizeram a prova 34 candidatos para concorrer a 28 vagas. O tempo de prova foi de 3 horas, mas, de acordo com a lei brasileira, Gabriela teve uma hora e meia a mais para a realização.

Fontes- G1 E CANTINHO DOS CADEIRANTES

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Saiba mais sobre Marinalva, nova participante do BBB17

Ela já foi casada duas vezes e agora tem um namorado. Está feliz com a aparência, mas confessa que colocaria “um pouquinho de silicone”. Sobre as escolhas que fez na vida, Marinalva Almeida, a paratleta do BBB17, garante: “Não teria feito nada diferente”. Em relação ao jogo, a paranaense, moradora de São Paulo, conta como pretende encarar o confinamento: “Mocinha com certeza não vou ser, mas também não acho que serei vilã”.






quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Enem 2016: resultado com as notas individuais é liberado

As notas com os resultados individuais do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2016 foram divulgadas nesta quarta-feira (18). Para ter acesso, o estudante precisa digitar CPF e senha no site  http://enem.inep.gov.br/participante.

Os candidatos podem conferir as notas de cada uma das quatro provas – ciências humanas, ciências da natureza, linguagens e matemática – e da redação. Para fazer a consulta, o participante deve fazer login no site do Enem com dados pessoais e senha. Quem perdeu o código pode resgatá-lo no botão 'esqueci minha senha.'

Fonte- G1

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

CADASTRO ÚNICO PARA PESSOA COM DEFICIÊNCIA entra em vigor.

O presidente Michel Temer assinou ontem o decreto 8.954, que já deve entrar em vigor, que institui o Comitê do Cadastro Nacional de Inclusão da Pessoa com Deficiência. O novo organismo público, vinculado ao Ministério da Justiça e Cidadania, tem por finalidade criar instrumentos para a avaliação biopsicossocial da deficiência e também unificar bases de dados em um registro público eletrônico da pessoa com deficiência. 

A medida tem por objetivo fortalecer a rede de direitos e prerrogativas para as pessoas com deficiência em todo o Brasil. O cadatros único vai resolver um antigo entrave burocrático sofrido por pessoas com algum tipo de deficiência: comprovar a condição e, assim, usufruir os benefícios que lhes são assegurados.


Apesar de sancionado, ainda há um pazo definido para que nova medida passe a funcionar. Vai ficar a critério do Ministério da Justiça e Cidadania o planejamento do cadastro nacional.

De acordo com José Odon Abdon, da Associação dos Deficientes Físicos do Rio Grande do Norte, a criação do cadastro nacional da pessoa com deficiência, de alcance nacional, vai resultar em critérios unificados de identificação dos portadores de condições especiais. “Hoje, por exemplo, o deficiente fisico precisa ter até cinco documentos que comprovem a sua deficiência. É uma carteira para gratuidade no transporte público, outra para a meia entrada em espetáculos, ou seja, diversos documentos que podem ser unificados em apenas um cadastro”, analisa.

A medida é importante, pois, segundo informações do IBGE, quase 24% da população brasileira têm condições especiais, necessitando de auxílio de acesso à educação, transporte, saúde, habitação, emprego e aos registros públicos, entre outras. 

O decreto assinado pelo presidente Michel Temer decorre de um projeto de lei do ex-senador Pedro Taques. A medida aponta o exercício da cidadania para o público com deficiência será possível sem a necessidade da apresentação de quaisquer outras provas, além daquelas que sejam exigidas para a inscrição no cadastro.

A proposição foi um dos últimos projetos que o ex-senador apresentou à Casa, em novembro do ano passado. Taques renunciou ao mandato para assumir, em 1º de janeiro deste ano, o cargo de governador de Mato Grosso. 

O autor observa que, desde a vigência da atual Constituição, em 1988, o país reconhece os direitos das minorias e diversas leis buscam assegurar prerrogativas e direitos. Contudo, o autor salienta, ainda falta a previsão de uma sistemática unificada para demonstrar a condição de pessoa com deficiência.


“De fato, tem-se tornado uma tarefa difícil e ingrata para as pessoas com deficiência o acesso àqueles direitos, na medida em que são variados os critérios adotados por diferentes órgãos, de diferentes esferas da vida pública e privada, para a evidenciação de sua qualidade de titular de direitos especiais”, afirma Taques.


Além da variação de critérios e procedimentos para comprovar a condição de pessoa com deficiência, conforme adverte o autor, frequentemente essas pessoas ainda precisam submeter-se a repetidos exames clínicos para comprovar deficiências duradouras ou permanentes.


Citando as dificuldades do sistema público de saúde no Brasil, Pedro Taques observa também que a pessoa com deficiência por vezes se vê obrigada a recorrer à rede privada para obter laudos e exames para comprovar a condição, gastando recursos financeiros que deveriam ser usados para suprir outras necessidades.
Saiba mais em http://www.pessoacomdeficiencia.gov.br/app/ 




DUPLA SERTANEJA APOSTA EM ACESSIBILIDADE E FAZ SUCESSO

Assim como outros artistas, os cantores querem levar sua música a cada vez mais pessoas e estão colocando todas as suas músicas também disponíveis em Libras.

Imagine o seu cantor favorito. Agora, imagine que você não consegue entender o que ele fala e você não consegue mais aproveitar nenhum dos shows ou músicas dele. A música é a forma de arte mais popular do mundo, mas mesmo assim, ainda é inacessível para muitas pessoas. Pois existe gente que quer fazer de tudo para mudar essa realidade.

É o caso da dupla mineira Cezzar e Rodolfo Site externo. Assim como outros artistas, os cantores querem levar sua música a cada vez mais pessoas e, por isso, começaram um trabalho de formiguinha, mas que já está movendo montanhas: estão colocando todas as suas músicas também disponíveis em Libras.
A pioneira foi a música de autoria da dupla, Anjos, que contou com a tradução de Delmir Alves, especialista em Libras e acessibilidade cultural. O vídeo rende diariamente dezenas de mensagens a dupla, tanto de surdos e famílias de surdos, quanto de estudantes de Libras e pessoas que se identificam com a causa. Os elogios não são à toa – hoje, no Brasil, são pouquíssimos os shows que contam com acessibilidade em Libras ou audiodescrição (para cegos) e são iniciativas como essas que fazem a cultura mais acessível a todos.

De acordo com Delmir, intérprete responsável pela traduções da dupla, é fundamental que os artistas pensem na importância da acessibilidade, pois ninguém pode ser excluído. “O trabalho que estamos realizando não se restringe apenas à interpretação em Libras, pois já começamos a descrever as fotos para que as pessoas cegas também tenham acesso à informação. Além disso, já estamos realizando o trabalho para colocar a audiodescrição nos videoclipes”, afirma Delmir.

A dupla tem como meta para 2017 continuar o trabalho, levando a música a diferentes públicos, bem como a realização de mais shows, a gravação de um CD, de um DVD e a participação em programas televisivos, tudo sempre disponível em Libras.

http://www.fernandazago.com.br/2017/01/dupla-sertaneja-aposta-em.html

5 deficientes contam como lidam com a hostilidade do mercado de trabalho.

A Lei de Cotas foi criada em 1991 e prevê que toda empresa, com no mínimo 100 funcionários, deve destinar de 2% a 5% dos postos de trabalho a pessoas com algum tipo de deficiência. No entanto, isso não garante que os profissionais terão o caminho livre para traçar uma carreira, há muitos outros desafios a serem superados. A seguir, cinco portadores de deficiências contam as suas histórias.



                                      Djeison Possamai, 34, auxiliar de web



“Passei por entrevistas em empresas multinacionais e bancos, porém, quando falava que precisaria de ajuda para comer, era excluído do processo seletivo. Tive paralisia cerebral por um problema no parto, que me deixou sem oxigenação no cérebro. Isso afetou a minha coordenação motora e também um pouco da fala, que ficou mais lenta. No dia a dia, conto com a ajuda dos colegas para tomar café ou água. Cheguei a ser contratado por uma rede de hospitais que me deixou três meses em casa, recebendo um salário mínimo. Depois desse tempo, eles me chamaram só para me demitir. Ficou claro que só precisavam de mim para cumprir a cota de pessoas com deficiência. Estou há sete anos no meu atual emprego. Entrei pela Lei de Cotas e, em menos de um ano, fui registrado como funcionário. Sou auxiliar de web com grandes chances de me tornar desenvolvedor 'front-end' [responsável por projetar as interfaces de um website]. Atualmente, meu foco é implementar recursos para tornar os sites da universidade para a qual trabalho acessíveis a portadores de todos os tipos de deficiência. Quero me especializar em acessibilidade na web. Tenho muitas dificuldades para enfrentar ainda, como a minha fala, que precisa melhorar para que as pessoas me entendam quando eu quiser dar palestras ou cursos, mas não pretendo desistir.” 


Francisca Glaucia Carvalho Pontes Lima, 52, procuradora do município de Fortaleza

“Com um ano, tive poliomielite nos quatro membros. Fiquei muito fragilizada, mas ainda consegui andar, só não posso subir degraus ou correr. Quando ingressei no mercado de trabalho, aos 21 anos, tinha de subir e descer escadas com o auxílio de outros colegas, porque os dirigentes da empresa não tiveram a sensibilidade de me colocar nos andares inferiores. Meu irmão me levava de carro todos os dias, porque a cidade era totalmente inacessível. Ficou mais fácil quando me tornei procuradora do município de Fortaleza, 24 anos atrás. O prédio era acessível, com rampa e elevadores. Como o meu cargo é de chefia, precisei de uma campainha para chamar os funcionários de apoio. Também conto com uma cadeira mais confortável, para passar o dia todo sentada. São desafios possíveis de contornar. Difícil mesmo são os relacionamentos, porque muitas pessoas ainda me tratam como coitadinha.”

Welton da Silva Reis, 24, gerente de banco

“Quando comecei a procurar emprego, ouvi muitas negativas. O banco em que trabalho hoje foi a primeira empresa a abrir as portas para mim. No início, precisei superar a desconfiança de colegas e clientes, foi necessário provar meu valor. A estrutura da empresa é acessível, mas depender da ajuda dos colegas é inevitável, porque não consigo alcançar objetos altos, devido à minha baixa estatura. O preconceito --felizmente-- veio de uma minoria e sempre tento não dar atenção a isso. Atualmente, tenho um plano de carreira dentro da empresa: entrei como caixa, virei gerente e pretendo chegar ao cargo de diretor. Farei pós-graduação, MBA e curso de idiomas para conseguir tudo isso. Tenho grandes ambições, quero ser referência para a minha equipe e para o meu banco.” 



Ramosile Lelpo da Silva, 42, contador

“Comecei a trabalhar aos 14 anos como office-boy. Eram tempos difíceis e precisava ajudar em casa. Tenho uma diferença de tamanho de uma perna para a outra e uso uma compensação no pé, que não me deixa correr, mas consigo caminhar normalmente. Só que no trabalho comecei a andar muito para entregar envelopes em diferentes locais. Então, o médico me aconselhou a diminuir o ritmo. Dentro do escritório, em algumas empresas, tinha de ficar procurando serviço, porque todos achavam que estava ali apenas para cumprir a cota. Já recusei um emprego em uma grande empresa de software porque percebi, no processo seletivo, que ali eu não conseguiria me desenvolver. Sou a favor da Lei de Cotas, desde que haja um plano de carreira para quem entra. Porque quando você não se sente útil, acaba ficando para baixo. Aos 36 anos, comprei parte de um escritório de contabilidade e hoje faço o que gosto, da forma que quero. Na minha empresa, todos são iguais: contrato quem merece, seja idoso, jovem ou deficiente.” 


Maria Cecília Beloto, 61, assistente social

“Contraí poliomielite quando tinha quase dois anos, havia começado a andar um ano antes, aos nove meses de idade. Demorei muito tempo para melhorar. Naquela época, pouco se sabia sobre a doença, muito menos sobre o tratamento. Atualmente, caminho com o auxílio de aparelhos ortopédicos e muletas. No início da minha carreira, a falta de acessibilidade foi um problema. A prefeitura em que trabalhava só tinha escadas na entrada, não havia rampas. Quando chovia, precisava pedir para alguém me acompanhar, porque tinha medo de escorregar. O Departamento de Assistência Social também não tinha carros para fazer visitas, tinha de caminhar para fazer os atendimentos. Com o tempo, consegui comprar um triciclo elétrico e hoje tenho um carro adaptado. A falta de acessibilidade ainda é um desafio para as empresas, somente nos meus dois últimos locais de trabalho, foram feitas adaptações físicas. E olha que já tenho 35 anos de carreira.”

Fontes-Cantinho dos Cadeirantes e  UOL

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

GOVERNO FACILITA ACESSO AO BENEFÍCIO DE PRESTAÇÃO CONTINUADA

Na última quarta-feira, 4, o Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário (MDSA) e o Instituto Nacional do SeguroSocial (INSS) publicaram a alteração das regras do Benefício de Prestação Continuada (BPC).

A principal mudança instituída pela portaria é a ampliação da rede de atendimento para o requerimento do benefício, que agora poderá ser feito nos estados e municípios, e não somente numa agência da Previdência Social. A adesão das prefeituras e governos é voluntária e deve ser feita por meio de termo de cooperação.

De acordo com as normas vigentes, a pessoa com deficiência precisa ir duas vezes a uma agência do INSS para requerer o benefício: a primeira para fazer o pedido do BPC e a segunda para a perícia médica. Com as novas regras, o beneficiário deverá ir apenas ao INSS para realizar a perícia. Para o idoso, que não precisa de perícia, o benefício poderá ser concedido após o requerimento feito no município.

A portaria também trata da inclusão de beneficiários no Cadastro Único, condição obrigatória estabelecida pelo Decreto 8.805, publicado em julho do ano passado. Os novos requerimentos já serão automaticamente registrados, o que agiliza ainda mais o acesso ao benefício.