Quem sou eu

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Um ser humano simples com defeitos, virtudes e que a cada dia procura viver de uma forma mais coerente possível para ser feliz. Sou cadeirante desde 1977 devido a poliomielite (Paralisia infantil), blogueiro, ex Locutor do telemensagem Shalom, presidente da A.D.C.C.-ASSOCIAÇÃO DOS CADEIRANTES DE CARUARU, Ex bailarino,ex secretário e conselheiro do COMUD- Conselho municipal de defesa dos direitos das pessoas com deficiência,e AGORA ESTUDANTE DE ECONOMIA NA UFPE(Passei a emoção é inexplicável)! Primeiro cadeirante aprovado e sem cota em ampla concorrência. Integro a comissão de Acessibilidade UFPE

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Mãe cria espaço de festas adaptado para receber crianças autistas

Tudo que a mãe Raquel Noriega queria era ver era sua fila Ava, se divertindo em sua festa de aniversário de 2 anos de idade. O que ela não sabia era como um desafio seria encontrar um local que acolhesse as necessidades específicas de uma criança que está no espectro autista, já que muitos lugares têm mais de uma festa acontecendo ao mesmo tempo, com música alta, várias luzes e inúmeros estímulos.
Foi difícil encontrar, mas ela conheceu o Pixie Dust, em Nova York.  Raquel então decidiu comprá-lo e transformou o salão em um local especialmente adaptado para esse tipo de comemoração. "Nossas festas são customizadas de acordo com as necessidades e gostos de cada criança. Todos os detalhes são conversados com os pais durante o planejamento para evitar problemas", conta.


Créditos: The Mighty
O Pixie Dust funciona em Nova York e atende às necessidades das crianças.
O Pixie Dust também permite que os pais personalizem o cardápio da festa  para atender às necessidades alimentares de seus filhos. "A maioria dos salões de festa oferecem pizza, por exemplo. Como muitas crianças dentro do espectro autista têm restrições com a textura, os menus também são customizados”, disse ela. Para a alegia da garota, o espaço oferece um espaço com brincadeiras sensoriais.

Fonte- https://catraquinha.catracalivre.com.br/geral/cuidar/indicacao/mae-cria-espaco-de-festas-adaptado-para-receber-criancas-autistas/#.V5h5FnfboNk.facebook

terça-feira, 26 de julho de 2016

Catarinense com deficiência auditiva protesta contra filmes dublados e viraliza


Precisamos lutar por direitos iguais a todos. Assistir uma animação dublada é ótima, mas uma pessoa com deficiência auditiva – sem dúvidas – não terá a mesma experiência na sala de cinema. Este é o caso da catarinense Danielle Kraus Machado, que neste domingo (24) fez um post que viralizou no Facebook: ela fez um desabafo mostrando seu protesto em um cinema de São José (SC), dizendo que pediu sessões legendadas de “Procurando Dory” e “A Era do Gelo: O Big Bang” e não foi atendida.
Em apenas 24 horas, a publicação registra mais de 22,5 mil compartilhamentos; veja:
Fonte-Gazeta do Povo
 http://www.gazetadopovo.com.br/blogs/bad-bad-server/catarinense-com-deficiencia-auditiva-protesta-contra-filmes-dublados-e-viraliza/?utm_source=facebook&utm_medium=midia-social&utm_campaign=badbadserver

5 coisas para nunca se dizer e fazer a um cadeirante

Sabemos que mesmo  os cadeirantes  saindo mais para as ruas e participando mais da vida em sociedade, ainda é natural que algumas pessoas fiquem desconfortáveis por estar perto de uma pessoa que usa uma cadeira de rodas. Por não saber como agir diante dela, acabam cometendo algumas gafes, que às vezes nem "se ligam"  que estejam fazendo.
   Para você que não é cadeirante, aí vai algumas dicas para  evitar de cometer erros diante de um usuário de cadeira de rodas, afinal, assim como existem as boas maneiras para se tratar uma pessoa com educação, também podem existir "boas maneiras" de como se tratar um cadeirante.

1) Vá devagar, você pode receber uma multa.
   Podemos estar sobre quatro rodas, mas por favor, não nos compare com outros veículos de quatro rodas (como um carro).
   Muitos cadeirantes já usam a cadeira de rodas há muito tempo e  certamente já ouviram essa piadinha mais de 100 vezes! Tudo bem que bom-humor é sempre bem vindo, mas sejam mais criativos, essa piada já está mais do que ultrapassada!

2) O que aconteceu com você?
   Percebo que quando um cadeirante pergunta para o outro cadeirante, essa pergunta não incomoda tanto, mas quando aquelas pessoas curiosas, que nem te conhecem, param no meio da rua pra perguntar "Oque aconteceu com você?"... daí irrita mesmo.
   Há inúmeras maneiras educadas de perguntar isso, mas você realmente não deve perguntar antes de conhecê-los um pouco melhor. Realmente não é da sua conta, assim como a forma como você não gostaria que seus problemas pessoais fossem abertos para discussão com estranhos.

3) Como você tem um ROSTO bonito!
   Muitos cadeirantes já devem ter escutado isso, eu mesma já ouvi umas mil vezes...
   No começo eu realmente ficava incomodada com este comentário, pois é a mesma coisa que a pessoa falar "você tem um rosto bonito, mas o seu corpo não". Fala sério gente, muito desnecessário isso! Se achar um cadeirante com um rosto bonito, fale pra ele(a) "como você é bonito(a)", ok?

4) Coitadinhoooo(a)...
   Levante da cadeira, o cadeirante que nunca ouviu isso! Eu duvido que existe algum(a) cadeirante que não foi chamado de coitado(a). Se você nunca foi chamado(a), espere por que seu dia também vai chegar!
   Concordo que existem pessoas em situações bem difíceis, mas sem dúvidas, ser chamado de "coitadinho(a)" só piora as coisas.
   A maioria dos cadeirantes que eu conheço, não tem como chamá-los de coitados; todos têm uma vida um pouco diferente comparado com a vida de um andante, mas todos arrumam maneiras de fazerem tudo o que querem .
   A questão é; as pessoas nem conhecem o cadeirante e já pensam que por depender de uma cadeira de rodas são coitadinhos. Por isso, peço para você procurar conhecer melhor a pessoa que anda em uma cadeira de rodas, antes de tirar alguma conclusão. Desta forma, ao invés de desanimar o cadeirante chamando-o de coitadinho, fala palavras confortantes e animadoras.

5) Não dê esmola para o cadeirante, a não ser, que ele esteja pedindo
   Eu não sei qual a associação que as pessoas fazem, para terem a ideia de que cadeirante necessita de esmola. É claro que existem muitos cadeirantes em situações financeiras bem ruíns, mas já ouvi casos em que cadeirantes que estavam apenas passeando no shopping ou cinema e foram parados por pessoas que lhes deram  moedinhas.
   Eu também quando criança, estava na porta do restaurante esperando minha mãe comprar o almoço, quando ela voltou disse que me viu com um sorrisão enorme, segurando umas moedinhas. Claro que peguei, ninguém mandou o cara me oferecer, então guardei pra comprar um "chiclé" háháhá.
   Mas, a maioria dos cadeirantes ficam numa situação desconfortável quando isso acontece. Por isso, só dê esmola para aqueles que estiverem realmente pedindo.

Carol Constantino
Fonte-Cantinho dos  cadeirantes

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Cadeiras de rodas "esperam donos"

Cadeiras de rodas "esperam donos"
Vergonhoso! Cadeiras de rodas e de banho se acumulam na quadra poliesportiva, em Natal, Rio Grande do Norte.
Acesse aqui e saiba tudo..
 http://www.tribunadonorte.com.br/noticia/cadeiras-de-rodas-a-esperama-donos/352958

Lei obriga autoescolas do DF a terem intérprete de Libras em aulas teóricas

 Carros de autoescolas estacionados em frente ao Nilson Nelson, em Brasília (Foto: Lucas Salomão/G1)

A partir desta sexta-feira (22), autoescolas do Distrito Federal podem ser multadas em R$ 5 mil se não oferecerem intérpretes de Língua Brasileira de Sinais (Libras) para alunos com deficiência auditiva. A lei sancionada pelo governador Rodrigo Rollemberg tem efeito imediato e altera um texto de 2008 que já previa a obrigatoriedade, mas não estabelecia multa.


A lei determina que os intérpretes de Libras atuem durante as aulas teóricas. Autor do projeto, o deputado distrital Robério Negreiros (PSDB) afirma que a regra era descumprida no DF porque as escolas não tinham qualquer tipo de punição.
“Infelizmente no nosso país, lei só se cumpre com penalidade ou pecúnia [multa]”, afirmou o distrital. “Como um deficiente auditivo vai participar de uma aula teórica sendo que não vão compreender nada do conteúdo?”, questionou.
Presidente do Sindicato das Autoescolas do DF, Francisco Joaquim Loyola afirmou ao G1 que aguarda uma instrução para saber se estabelecimentos concorrentes poderão compartilhar o mesmo intérprete. A entidade também estuda o uso de tecnologias alternativas, como um tradutor simultâneo digital.
Mesmo sem estimar o valor, o sindicato prevê aumento de gastos com a medida. “A lei não é inválida, mas não sei se nosso setor tem condições de bancar esse custo. Em 25 anos de profissão, nunca atendi um deficiente auditivo na minha empresa. Os deputados têm que pensar na dificuldade do mercado antes de elaborar lei", disse.

 Publicação no Diário Oficial nesta sexta-feira (22) anunciando lei que obriga autoescola a ter intérprete de Libras (Foto: Reprodução)
Simuladores

Em setembro, o sindicato aguarda a chegada de 30 simuladores de trânsito. Outros 30 devem chegar entre outubro e novembro. Os aparelhos serão licenciados pelas empresas para as autoescolas, sendo pagas por cada aula.

Elas devem custar para o aluno em torno de R$ 70 – contando com o aluguel do aparelho e seguro. Ao todo, existem cerca de 180 autoescolas no DF, que recebem em média 2 mil alunos por mês.
Pelas normas do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), os candidatos à obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou aqueles motoristas que irão mudar de categoria serão obrigados a fazer no mínimo 5 horas/aula de simulação, sendo uma com conteúdo noturno.

Ao todo, são necessárias 25 horas ao volante para tirar a carteira de motorista na categoria B (carros de passeio). A carga horária aumentou em 5 horas no ano passado, também por determinação do Contran.

Fonte-G1

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Agências do Trabalho oferecem 210 vagas de emprego em Pernambuco

A Secretaria de Micro e Pequena Empresa, Trabalho, Qualificação e Empreendedorismo de Pernambuco tem 210 vagas de emprego disponíveis no estado, nesta sexta-feira (22). Desse total, 171 estão sendo oferecidas no Recife, 35 em Petrolina e quatro em Salgueiro, essas duas últimas cidades no Sertão. Há, ainda, 78 só para pessoas com deficiência. Todas elas foram publicadas no site da secretaria.

Na capital, a área que mais precisa de profissionais é a de técnico em enfermagem. São 50 vagas voltadas para pessoas com deficiência, e o candidato não precisa ter experiência. Há também mais 30 vagas para motorista de carro forte, 18 para vendedor interno e 15 para operador de caixa. Não foram informados os pré-requisitos.

 Também estão abertas cinco vagas para consultor de vendas com seis meses de experiência. Há, ainda, três para churrasqueiro, três para manicure e mais três para mecânico de refrigeração. O candidato deve ter pelo menos seis meses de experiência. E tem mais duas para pizzaiolo. A exigência não foi informada.

Além disso, há oportunidades para arte-finalista, auxiliar administrativo, auxiliar de manutenção predial, auxiliar mecânico de refrigeração, açougueiro, borracheiro, costureira de máquinas industriais, cozinheiro de restaurante, cozinheiro geral, mecânico eletricista de veículos automotores e outras áreas.

No interior, também há oportunidades. Em Petrolina, foram abertas 20 vagas para trabalhador da cultura de uva, que não precisa ter experiência na área, e cinco para vendedor pracista, com experiência mínima de seis meses. Já em Salgueiro, as quatro vagas são para estoquista, impressor de máquina offset, mecânico e vendedor pracista. A vaga de estoquista é exclusiva para pessoas com deficiência.

A Agência do Trabalho do Recife fica no Sistema Público de Emprego, na Avenida Rio Branco, número 155, no Bairro do Recife, Centro da cidade. Candidatos também podem procurar a sede da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, Trabalho e Qualificação, na Rua da Aurora, número 425, no bairro da Boa Vista, também no Centro.

Já o endereço da agência de Petrolina é a Avenida Nilo Coelho, 2012, no bairro de Gercino Coelho. E a de Salgueiro está localizada na Rua João Veras Siqueira, 126-288.

Fonte-G1 PE

Belo Horizonte cria o selo de acessibilidade para o comércio

Nessa terça-feira (05) foi publicado no Diário Oficial do Município (DOM) de Belo Horizonte o Decreto 16.363 de 2016, que institui o "Selo de Acessibilidade" para o comércio na capital mineira.

Já sabemos que acessibilidade é lei, sendo matéria indiscutível e já regulamentada pela vasta legislação brasileira. A ideia dessa nova norma municipal é incentivar que as edificações, sobretudo os estabelecimentos comerciais, assegurem na prática os elementos e condições de acessibilidade já previstos.

A princípio, a ideia é boa e se bem executada pode ajudar a promover a acessibilidade e consequentemente a inclusão, pois esta não existe sem aquela.

O Decreto 16.363/2016 traz consigo aspecto positivos como condicionar a concessão do selo ao cumprimento dos diversos diplomas legais de acessibilidade existentes no Brasil, a começar pelo tão descumprido Decreto Federal nº 5.296, de 02 de dezembro de 2004, tendo como referências básicas as normas técnicas de acessibilidade da ABNT, a legislação específica e as regras que nele estão contidas.

A norma prevê que o "Selo de Acessibilidade para o Comércio" será concedido por iniciativa da Secretaria Municipal de Políticas Sociais e/ou Comissão Permanente de Acessibilidade – CPA - ou ainda por solicitação do proprietário ou possuidor de edificação.

Contudo vale registrar aqui algumas críticas que me fazem questionar se tal medida será mesmo produtiva. 

A primeira crítica é que nessa Comissão Permanente de Acessibilidade, não há cadeira reservada para nenhum membro do CREA por exemplo, ou por pessoas com alguma deficiência, ainda que dentro dos órgãos ali listados.

Vejo como essencial para esse tipo de iniciativa a opinião técnica, mais refinada, assim como a opinião prática de quem conheça a realidade da falta de acessibilidade na cidade.

Outro ponto baixo é que a norma não contempla de forma expressa a questão da acessibilidade atitudinal, que é das mais importantes e complexas de se aferir para que se possa afirmar que determinado estabelecimento é de fato acessível.

Ademais, o modelo do selo em nada se difere do consagrado e batido símbolo internacional da acessibilidade, que pode ser comprado em qualquer banca de revista por aí. Se a finalidade dessa medida é mesmo incentivar, perdeu-se a chance de criar um selo mais atraente e que trouxesse algo diferente para a sociedade.

Por fim, continuamos com o gargalo da falta de fiscalização em aberto. As medidas de incentivo são sempre bem-vindas, mas enquanto o Poder Público não tomar medidas combativas em relação á falta de acessibilidade, estaremos distantes do patamar ideal de inclusão.

Thiago Helton
http://thiagohelton.blogspot.com.br/2016/07/belo-horizonte-cria-o-selo-de.html