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Um ser humano simples com defeitos, virtudes e que a cada dia procura viver de uma forma mais coerente possível para ser feliz. Sou cadeirante desde 1977 devido a poliomielite (Paralisia infantil), blogueiro, ex Locutor do telemensagem Shalom,Palestrante, presidente da A.D.C.C.-ASSOCIAÇÃO DOS CADEIRANTES DE CARUARU, Ex bailarino,ex secretário e conselheiro do COMUD- Conselho municipal de defesa dos direitos das pessoas com deficiência, ESTUDANTE DE ECONOMIA NA UFPE CAA(Passei a emoção é inexplicável)! Primeiro cadeirante aprovado e sem cota em ampla concorrência. Membro do NACE-Núcleo de Acessibilidade da UFPE-CAA. Estudante em pesquisa de extensão em Direitos Humanos-UFPE CAA

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Estudante com Síndrome de Down é aprovado em vestibular de Direito em Sobral

Um estudante com síndrome de Down venceu vários obstáculos e conseguiu alcançar o sonho de passar no vestibular. Willian Vasconcelos vai cursar direito em sua cidade natal, Sobral.


As dificuldades enfrentadas por ele começaram logo cedo. Quando nasceu, a família não sabia que Willian tinha a síndrome. "A médica do posto de saúde disse para mim. Na época ela não usou 'síndrome de Down', e também não vou dizer qual nome ela usou. Me entregou meu filho, disse que ia ser difícil ele andar, falar", contou a mãe, Eridam Vasconcelos.

Segundo Eridam, no entanto, isso foi motivo de ainda mais amor para todos. "Eu passei a amar muito mais. A cuidar como se fosse um cristal", disse.

Willian cresceu e terminou o ensino médio no ano passado, mas enfrentou diversos desafios diante do preconceito das pessoas. A frustração foi grande ao se inscrever nos vestibulares das universidades públicas e no Enem. "Duvidaram da capacidade dele intelectual, cognitiva. Nos fizeram perguntas absurdas, se conhecia cores, se sabia segurar a caneta, se andava só", relatou a irmão, Klívia.

Apesar de uma boa pontuação, ele não foi aprovado. Chegou a pensar em desistir, mas renovou as esperanças quando surgiu a oportunidade em uma universidade particular. Sua professora Roberta Araújo foi um incentivo fundamental. "Sempre foi muito estudioso, muito empenhado, muito sociável, extremamente organizado e muito disciplinado", afirmou Roberta.


FONTE-http://tvdiario.verdesmares.com.br/noticias/regional/estudante-com-sindrome-de-down-e-aprovado-em-vestibular-de-direito-em-sobral-veja-historia-1.1774385



Mulher conta como enfrenta preconceito contra marido e filho cadeirantes: 'Amor supera'

"Ai, tadinho!". "Que judiação!". "Ele é tão bonitinho, pena que não anda". Thaís Araújo, de 25 anos, ainda se arrepia quando escuta frases como essas, disparadas a Miguel, seu filho, de 3 anos. Com uma malformação detectada ainda na gestação, a mielomeningocele, o pequeno já se acostumou a manejar a cadeira de rodas com que conviverá para o resto da vida. No último ano, sua evolução é notória: o menininho já sobe e desce do aparelho para a cama sozinho, por exemplo, empoderado pelo exemplo de Fernando Mendes, de 33 anos, a quem passou a chamar de pai. 


Foi amor à primeira vista. A mãe estava em Rio Claro, São Paulo, na loja em que Fernando trabalha como vendedor para a manutenção da cadeira de Miguel. O coração acelerou quando viu o homem e, três meses depois, ela decidiu se mudar de Brasília, onde vivia, para se juntar ao amado. 

Thaís se emocionou quando viu a postagem do EXTRA no Facebook, que contava a história de preconceito contra Thaís Carla e o marido, Israel Reis. O casal é apontado nas ruas por suas diferenças: ela é gorda e branca e ele, negro. "Eu sou casada com um cadeirante e tenho um filho cadeirante. Tenho olhos tortos pra cima de mim o tempo inteiro, aonde quer que eu vá, mas temos muito mais admiradores, graças a Deus! Eu amo meus meninos, do jeitinho que eles são, porque o que importa não é andar, e sim o amor que tem entre nós!", escreveu.

Em entrevista ao EXTRA, a dona de casa contou que se colocou no lugar do casal quando viu a história.

— Muita gente acha que um andante não pode amar um cadeirante, que a relação só pode ser de interesse. Mas, quando vi Fernando, não o enxerguei numa cadeira de rodas. Vi um homem. Até hoje esqueço e ele precisa me lembrar de guardar a cadeira no carro, por exemplo — conta Thaís, acostumada a olhares constrangedores e perguntas nas ruas :

- Pessoas que nunca vimos perguntam se o Miguel é filho dele, se é uma doença genética dos dois, ou se eu sou a única que não teve sequelas depois de um grave acidente envolvendo toda a família. Nós fazemos questão de responder a todos, porque é uma maneira de se acostumarem com o que é diferente — disse.

Apesar da naturalidade com relação ao assunto, a própria Thaís teve que vencer seus medos para estar num relacionamento com Fernando. Afinal, era a primeira vez que se envolvia com um cadeirante.


— É claro que pensei "Meu Deus, como vai ser?". Minhas amigas também ficaram surpresas quando disse que estava apaixonada por um cadeirante, mas a verdade é que não faz a menor diferença ele não poder andar. Fernando consegue deixar tudo fácil e natural com o bom humor dele e com a forma espontânea com que lida com a deficiência — revela.

Inspiração de pai para filho

A ligação de Miguel e Fernando é forte. "Ele já chama o Fernando de pai", conta. O menino, que antes não conhecia ninguém como ele, agora frequenta um universo em que ser cadeirante não invalida seus sonhos:

— Sofri vários preconceitos quando estava sozinha com Miguel, e sempre tive que dizer que não era um coitadinho. Numa situação, saí chorando muito, completamente constrangida. Agora, meu filho tem a chance de entender que pode fazer tudo como qualquer pessoa. O amor supera tudo — comemora.


sábado, 17 de junho de 2017

Autoestima x Deficiência

 (Por Patrícia Lorete)
É fato que muitos têm problema com a sua imagem. No entanto, quando falamos da pessoa com deficiência, a situação piora bastante. Ter um corpo fora do padrão instituído como belo e aceitável, não é nada fácil! Não fazer parte da “normalidade social” automaticamente te coloca à margem. Encarar olhares que dizem que somos diferentes da maioria costuma incomodar.
No entanto, ao escrever este texto me fiz uma pergunta: Será que esses olhares, que nos destacam, são sempre de reprovação? Será que nunca nos olham com admiração? E minha autorresposta foi ... Existem os dois tipos de olhares. Mas, infelizmente, o olhar preconceituoso ainda prevalece. Não adianta, conforme diz o ditado popular, "Tapar o sol com a peneira". Mas, diante desta realidade o que faremos? Trancamo-nos dentro de casa e nunca mais saímos? É isso? Acho que não!
O que precisamos fazer é filtrar as mensagens que recebemos e reter as positivas, as que acrescentam, as que não machucam, aquelas que não nos fazem sentir uns “ETs”. Jogar fora as mensagens que nos induzem a acreditar que tem algo errado com nosso corpo ou jeito de interagir com o meio.
O problema é que algumas pessoas com deficiência insistem em aceitar os olhares negativos a seu respeito e passam a enxergá-los como verdadeiros. Incorporando uma vida sem graça, solitária, desanimada, triste, sem sentido! Abrindo mão do seu espaço e direito. Abrindo mão de viver! E, não, não pode ser assim! Não é justo que seja assim!
Porém, as pessoas com deficiência precisam se empoderar! Mas não conseguirão realizar o empoderamento se não tiverem uma boa autoestima que, segundo Sedikides & Gregg (2003), é a avaliação subjetiva que uma pessoa faz de si mesma, como sendo intrinsecamente positiva ou negativa, em algum grau.
A autoestima, consequentemente, traz a autoaceitação, que é: a ação de aceitar a própria forma de ser, os próprios defeitos, as qualidades, etc. E, assim, consegue-se viver bem com os outros e, principalmente, conosco! Bem como escreveu a Cíntia Salvato: “A Autoestima é o que há de mais divino no ser humano. Pois, quando nada lhe resta, resta-lhe a si mesmo".
Já a baixa autoestima inibe nosso potencial e prejudica o convívio social. E, consequentemente, reforça a ideia de que ninguém gosta da gente, que ninguém quer ser nosso amigo, que somos feios, desinteressantes e...blá, blá, blá...! Esse tipo de pensamento acaba por criar um círculo vicioso. A pessoa com deficiência se comporta como a coitadinha, a injustiçada, a enclausurada. Em contrapartida, a sociedade nos torna cada vez mais incapazes e “invisíveis”.
Precisamos mudar a forma de nos ver e avaliar. Embora saibamos que tal mudança de avaliação esteja longe de ser simples e fácil. E vou te contar, hein, às vezes, dói pra caramba! Mas é preciso passar por este processo. Não tem jeito! E cada um no seu tempo. Derrubar "nossos muros" pode levar anos. No entanto, o importante é não desistir, não se entregar. Em algum momento “o muro cai”. E o resultado final é recompensador.

Portanto, para ser visto pelo que se é (E isto vale para pessoas com e sem deficiência), na essência, e não somente por ter um corpo diferente ou fora da simetria tão cultuada nos dias atuais, ACEITE – SE! Goste (ou aprenda a gostar) das suas pernas, do seu nariz, do cabelo, do pé, enfim... goste-se do jeitinho que você é! E, por favor, esqueça esta bobagem de normalidade social. Acredite, a normalidade é um fantasma, ela não existe!

sexta-feira, 16 de junho de 2017

UPE abre inscrições para concurso com 388 vagas em diversos níveis

O governo do estado publicou no Diário Oficial desta quinta-feira (15) o edital de abertura de um concurso público para a Universidade de Pernambuco (UPE). São 388 vagas para nível médio e superior, com salários de R$ 1.157,98 a R$ 7.514,74. As inscrições começam nesta quinta, pelo site da organizadora.

São 157 vagas para o cargo de analista técnico em gestão universitária, 222 para assistente técnico em gestão universitária e nove para médico, incluindo plantonista. As inscrições vão até o dia 16 de julho e a taxa é de R$ 100 para os cargos de analista técnico em gestão universitária e médico e de R$ 70 para o cargo de assistente técnico em gestão universitária.


As oportunidades para analista são para administrador, analista de sistemas (infraestrutura, banco de dados, engenharia de software, web design, desenvolvimento de web, análise de processos, segurança da informação), assistente social, bibliotecário, biólogo, biomédico, contador, dentista, enfermeiro, engenheiro, farmacêutico, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, nutricionista, pedagogo, psicólogo, secretária executiva, terapeuta ocupacional, tradutor, téncio em radiologia.

Para o cargo de assistente técnico, são vagas para as funções de atendente de clínica odontológica, assistente administrativo, além de técnicos em administração, contabilidade, edificações, enfermagem, informática, laboratório/analises clínicas, laboratório (eletrônica, mecânica), secretariado, segurança do trabalho.

Para médicos, há vaga na função de cardiologista pediátrico, cirurgião oncológico adulto, ginecologista e obstetra, intensivista adulto e oncologista pediátrico.


As vagas são para o complexo hospitalar da universidade no Recife e nos campi de Arcoverde, Caruaru, Petrolina, Salgueiro, Serra Talhada, Garanhuns, Mata Norte, Mata Sul e Grande Recife.


O concurso tem duração de dois anos, prorrogáveis por mais dois anos. A seleção conta com uma prova escrita, prevista para o dia 27 de agosto, e prova de títulos. O resultado final está previsto para o dia 26 de setembro.

FONTE-G1

quarta-feira, 14 de junho de 2017

TRADUTOR PORTÁTIL DO MIT CRIA TEXTOS EM BRAILLE EM TEMPO REAL

Um grupo formado por seis estudantes de engenharia do Massachusetts Institute of Technology (MIT) criou um dispositivo portátil que funciona como um tradutor em tempo real para Braille. Conhecido como Tactile, o gadget foi imaginado inicialmente durante uma hackathon ocorrida no início de 2016 e passou por diversas etapas de desenvolvimento desde então.

Embora os estudantes já tenham conseguido criar uma versão funcional doaparelho, um novo modelo mais completo já está sendo desenvolvido por eles. Uma das vantagens do dispositivo é o fato de que ele poderá custar somente US$ 200, enquanto soluções do tipo já existentes chegam a ser vendidas por mais de US$ 2 mil.

“Atualmente a câmera só tira uma foto de seu campo de visão”, explica Chandani Doshi, um dos membros responsáveis pelo aparelho. “Queremos tornar o dispositivo semelhante a um scanner portátil que permite ao usuário registrar uma página inteira em uma única vez”, explicou.

Para tornar o gadget mais completo, a equipe conta com US$ 10 mil obtidos através dos prêmios Lemelson-MIT Student Prizes de 2017. A previsão é que a versão comercial do Tactile chegue às lojas em um espaço de dois anos, permitindo que qualquer livro se torne acessível a pessoas que dependem do Braille para obter informações e estudar.

Fonte: Tec Mundo

domingo, 4 de junho de 2017