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Um ser humano simples com defeitos, virtudes e que a cada dia procura viver de uma forma mais coerente possível para ser feliz. Sou cadeirante desde 1977 devido a poliomielite (Paralisia infantil), blogueiro, estudante, estou novamente como presidente da A.D.C.C.-ASSOCIAÇÃO DOS CADEIRANTES DE CARUARU,bailarino e agora,secretário e conselheiro do COMUD- Conselheiro municipal de defesa dos direitos da pessoa com deficiência, pai de um belo filho, marido de uma linda mulher .

terça-feira, 29 de julho de 2014

Seguro de carros adaptados


Que os deficientes físicos têm direito a comprar carros adaptados com desconto todos já sabem, mas e na hora de contratar um seguro para este tipo de veículo? Será que o desconto persiste? O que muda? Tire suas dúvidas sobre o assunto e proteja seu carro.
A seguradora Phoenix foi a responsável pelo lançamento do primeiro seguro de carro para deficientes físicos no Brasil, em março de 2002. Foi desde então que as demais seguradoras viram a importância deste serviço para este público e começaram a investir em coberturas especiais e diferenciais para o segmento.
Porém, por não ser um assunto muito divulgado, sempre restam dúvidas quando é preciso contratar um seguro auto para deficientes, já que é preciso proteger seu carro sempre e com a violência atual não se pode ficar exposto a muitos riscos e garantir a segurança do seu carro é fundamental.
Por isso, vale a pena conhecer um pouco mais sobre o seguro para carros adaptados.


Como funciona um seguro para carros adaptados
O seguro auto para deficientes físicos possui alguns diferenciais em relação ao seguro convencional, ou seja, de um carro que não seja adaptado. Isso representa uma vantagem para este público.
No geral, já há um desconto na hora da contratação em relação aos carros que não são adaptados, visto que se leva em conta o valor do veículo na hora de calcular o preço do seguro e carros com adaptação para deficientes possuem descontos de impostos na hora compra. Mas, além disso, há pontos importantes que deve saber quando for contratar o seu. Veja como funciona:
Preenchimento de dados para contratação do seguro: é imprescindível informar que está contratando o seguro para um carro adaptado. Em alguns casos, somente esta informação já é o suficiente para ter o seguro, mas algumas empresas também pedem um laudo médico. Informe-se com seu corretor no momento de fazer a cotação.
Cobertura para equipamentos extras: se o seu carro tiver equipamentos extras também poderá contar com uma cobertura diferente, porém isso deve ser informado no momento de fazer a cotação. Veja sempre que tipos de equipamentos cada empresa pode cobrir, pois variar conforme a cobertura já oferecida.
Indenização no caso de perda total: quando alguém contrata um seguro para carros não adaptados e precisa receber uma indenização de perda total, vai ter o valor integral do veículo, de acordo com a tabela FIPE. Porém, quando se faz um seguro para carros adaptados, você recebe o valor da tabela FIPE menos os descontos de ICMS e IPI que teve quando comprou seu carro.


Como você só pode ter direito a este desconto de dois em dois anos e, caso aconteça uma perda total no seu veículo, vai receber somente uma parte do valor do carro e não poderá comprar outro adaptado até estar dentro do prazo, a contratação de coberturas extras, que garantem 105% ou até 110% de indenização da tabela FIPE vai ajudar neste momento, já que receberá um valor maior para o caso de ter que comprar um veículo adaptado novo que não terá desconto. É importante ver todas as possibilidades com sua seguradora.

Como contratar um seguro de carro para deficientes físicos
Para fazer a contratação do seguro auto para carros adaptados é preciso antes entrar em contato com as principais seguradoras do mercado e verificar a existência desta cobertura especial.
Infelizmente, ainda nem todas as empresas do ramo oferecem este tipo de serviço – ou algumas até prestam, mas não oferecem diferenciais – então a melhor forma de garantir uma boa cobertura com um bom preço é pesquisar.
Para se ter uma ideia, a Porto Seguro oferece um seguro voltado às pessoas portadoras de deficiência física com benefícios como descontos na adaptação do carro e até carro reserva adaptado por até sete dias em casos de sinistros.

Já a Seguradora Allianz possui o Seguro Auto Especial, sendo o único do mercado a dar indenização 100% da tabela FIPE, sem deduzir os impostos. Possui ainda serviços extras como táxi para buscar o veículo na oficina, carro reserva com direção hidráulica e câmbio automático e parcerias com empresas que prestam serviços a deficientes.
Você pode pedir ajuda para um corretor ou até mesmo contar com a ajuda de sites do segmento que facilitam a cotação de seguros e poderão te informar quais as melhores opções para fazer seu seguro para carros adaptados.
Uma coisa é certa: vale a pena garantir esta proteção para dirigir com mais tranquilidade sempre!


Fonte-Blog do Cadeirante

FIG: Camarote da Acessibilidade contabiliza 500 atendimentos


Durante todas as noites do festival o espaço esteve em funcionamento
Com estrutura de 50m² montado na Praça Mestre Dominguinhos, antiga Guadalajara, durante os dez dias da 24ª edição do Festival de Inverno de Garanhuns (FIG), realizado no Agreste do Estado, 500 pessoas com deficiência participaram do Camarote de Acessibilidade. Além do espaço reservado, outras ações como transporte gratuito por meio do PE Conduz e oficinas pedagógicas foram realizadas dentro da programação do evento.

Entre as oficinas estão a de audiodescrição realizada pela Fundarpe em parceria com a Superintendência Estadual de Apoio à Pessoal com Deficiência – SEAD, que é coordenada pela Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos e que contou com a presença do ator global Eduardo Moscovis e duas outras promovidas para o segmento local: artes cênicas para surdos e dicas de convivência na comunidade surda. Ambas capacitações foram promovidas na Escola Dom Juvêncio de Brito, tiveram 4h de duração e a participação de mais de 60 pessoas.

PE Conduz- O programa PE Conduz oportunizou o transporte de pessoas com deficiência a partir do Recife e Região Metropolitana até Garanhuns. O serviço gratuito e com segurança foi realizado nas sextas-feiras e aos sábados durante a programação do FIG, por meio de um pré-cadastro.
Camarote – Com 10m x 5m, o Camarote de Acessibilidade funciona há quatro anos no Festival de Inverno de Garanhuns. Na estrutura do espaço coberto havia sala de cateterismo, banheiro químico adaptado, piso tátil, além de intérpretes de Libras e segurança. O serviço destinado às pessoas com deficiência também ocorre em outras festividades como São João e Carnaval, por exemplo. “Esse espaço é maravilhoso. Antes eu até vinha, mas ficava levando empurrões. Levava chuva e na multidão praticamente eu não via o show”, elogiou Fernanda Verúcia, 34 anos, que possui paralisia infantil.

As ações que tem como objetivo garantir acessibilidade e inclusão social foram desenvolvidas pela Secretaria Executiva de Justiça e Direitos Humanos, por meio da Superintendência Estadual de Apoio à Pessoal com Deficiência em parceria com a Prefeitura de Garanhuns e entidades locais como Associação dos Deficientes Visuais do Agreste Meridional de Pernambuco(Advampe) e o Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Comude).

Fonte-SEAD

segunda-feira, 28 de julho de 2014

EUA libera venda de aparelho parecido com o exoesqueleto


São Paulo – Depois da abertura da Copa, no último dia 12, com o chute simbólico de Juliano Pinto, com ajuda do exoesqueleto desenvolvido pelo cientista brasileiro Miguel Nicolelis, esse tipo de dispositivo volta a ser notícia. Desta vez, com a aprovação, pelo  Food and Drug Administration (FDA), espécie de Anvisa do governo dos Estados Unidos, da venda de um produto similar. Trata-se do ReWalk, desenvolvido pela empresa israelense Argo Medical Technologies.
O aparelho consiste em uma estrutura motorizada que se ajusta às pernas e sustenta o tronco. E com a ajuda de sensores que permitem inclinação e a movimentação de articulações do quadril, joelhos e tornozelos. Para andar, a pessoa conta com ajuda de  muletas, que proporcionam estabilidade adicional para executar os movimentos. De acordo com o fabricante, a ativação é feita a partir de um controle remoto sem fio, colocado no pulso como um relógio. O comando vem de um computador que o usuário carrega dentro de uma mochila. O custo unitário é de US$ 85 mil.
O ReWalk é muito semelhante ao projeto desenvolvido na Universidade da Califórnia em Berkeley, nos Estados Unidos, sob coordenação do professor de engenharia mecânica Homayoon Kazerooni. "O ponto-chave do exoesqueleto que pesquiso é permitir independência à pessoa com paralisia, para que ela possa andar, subir num ônibus, sentar e se levantar no escritório, no restaurante, preparar seus alimentos." Mesmo trazendo toda essa melhoria na vida da pessoa com distúrbio de mobilidade, segundo ele, o dispositivo pode ter um desenho simples, discreto e ser leve.
Kazerooni, no entanto, não considera o dispositivo criado por Miguel Nicolelis e seus colaboradores como um exoesqueleto. Isso porque, conforme explica, o protótipo ainda é complexo, necessita da ajuda de outras pessoas e ainda está distante de dar ao usuário a independência que projetos como o seu e o ReWalk já podem proporcionar.
“Espero que esse dispositivo ajude os pesquisadores a verificar, na prática, as suas teorias”, disse à RBA o professor, que considera a técnica de decodificação de sinais cerebrais coletados como a principal contribuição da tecnologia desenvolvida pelo brasileiro.

Em entrevista à Revista do Brasil, a especialista em Medicina de Reabilitação da Universidade de Kentucky, nos Estados Unidos, Lumy Sawaki, destacou que há diversas pesquisas com exoesqueletos em todo o mundo. Porém, a tecnologia pesquisada pelo brasileiro está na vanguarda ao permitir, por meio de sensores no pé e no braço, que a pessoa com paralisia possa voltar a ter as sensações que tinha antes da lesão medular na qual foram perdidos o movimento e a sensibilidade.
"Isso abre uma série de possibilidades em pesquisa. De todo modo, é preciso lembrar que o exoesqueleto do projeto Andar de Novo é uma tecnologia como a do telefone celular, por exemplo. As inovações e avanços podem e devem acontecer para melhor atender às necessidades dos pacientes. Acho que todos da equipe entendemos que há vários desafios pela frente, como reduzir o peso e as atuais dimensões do protótipo. E, claro, o seu custo", disse.
http://www.redebrasilatual.com.br/

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Candidatos criticam qualidades de ledores


O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) prevê atendimento específico para pessoas cegas ou com baixa visão. Em entrevista ao Terra, candidatos afirmam que houve avanços no auxílio prestado, mas ainda são necessários ajustes. Entre as queixas, a falta de especialização dos ledores designados para a leitura e transcrição da prova.

Os concorrentes podem solicitar o auxílio de ledores e transcritores. O atendimento é realizado por duplas que podem atuar tanto na leitura quanto na transcrição dos textos e preenchimento dos cartões de resposta. No local de prova, ficam apenas o candidato, os dois auxiliares e um fiscal. Hugo Leonardo dos Santos fez a prova em 2013 e, com o resultado, vai ingressar na Universidade Federal de Rondônia em agosto de 2014. Ele conta que a ajuda do ledor foi importante, mas ainda precisa ser mais qualificada. “O ledor descreve tudo, mapas, gráficos, imagens. As pessoas que me auxiliaram foram nota 10 no esforço, mas não eram especializadas no trabalho com deficientes. Isso faz diferença.”

Rafhael Peixoto foi ledor em 2010 e concorda. A falta de um treinamento específico gerou dificuldades para ele durante a prova. Rafhael conta que a primeira questão continha uma imagem que ele não sabia como descrever, só depois de algum tempo, o ledor descobriu que, na própria prova, existia uma descrição padronizada para a figura. “Quando descobrimos foi um alívio. Eu já estava me desdobrando para explicar a imagem a questão.” Ele ainda salienta que o simples fato de saber ler não é suficiente para tornar alguém um ledor. “É preciso adequar a velocidade da leitura, a dicção, o próprio método utilizado. Tive que repetir inúmeras vezes a leitura da mesma questão e de suas alternativas”, destacando que é preciso deixar o candidato à vontade para solicitar quantas vezes desejar que uma frase ou questão sejam lidas novamente.

Também cabe ao ledor a função de transcrever a redação e marcar as respostas na grade de respostas. Tarso Germany fez o Enem em 2008 e lembra que escreveu a redação em braille e depois a ditou ao transcritor. Hoje formado em Geografia, Tarso acredita que fazer a prova ficou mais fácil agora que os ledores trabalham em duplas. “Quando um cansa, o outro pode ler. Duas pessoas podem explicar um mapa de maneiras diferentes e assim podem melhorar a compreensão do candidato.”

Como o processo de leitura e transcrição demanda mais tempo, os candidatos com deficiência visual têm uma hora a mais para a realização da prova. Para Hugo, o tempo é suficiente, mas o processo é muito cansativo. “Respondi 180 questões, com o ledor lendo cada texto, cada questão e alternativas. O tempo todo em uma sala. É muito ruim, muito cansativo.”

Textos em fontes maiores

Além do auxílio de ledores e transcritores, os candidatos podem solicitar uma prova adaptada. Existem três opções: prova ampliada (fonte tamanho 18), prova super ampliada (fonte tamanho 24) e prova em braille. A estudante de Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul Maíra Teixeira Cordeiro fez o exame em 2008 e também considera que houve evolução. “Quando fiz, era uma cópia com tamanho dobrado, hoje com a super ampliada é melhor.”

As provas com fontes maiores são iguais às aplicadas para os outros concorrentes, já as em braille sofrem adaptações. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) informa que conta com uma comissão formada por especialistas de universidades federais e pesquisadores ligados a instituições dedicadas ao trabalho de educação para estudantes com limitações de visão, para realizar as adequações da prova em braille.

A utilização de provas ampliadas e o auxílio de ledores devem ser solicitados no momento da inscrição. Alguns candidatos, porém, já encontram problemas no momento de preencher o formulário de necessidades específicas. Maíra, que tem baixa visão, explica que muitos programas leitores de telas não funcionam bem no site da Enem.

Maíra entende que o Enem ainda precisa melhorar para equilibrar as condições entre os candidatos com deficiência visual e aqueles que não têm necessidades específicas. “A prova vem melhorando, os ledores, os gráficos em alto relevo. Mas ainda não cumpre a função de ser acessível. Acredito que os estudantes com deficiência deveriam ser mais ouvidos.”

Fonte: Terra e Blog Sempre Incluídos

Canetadas por uma vaga no CONED


Assinei ontem pelo COMUD,  documentos para conseguirmos um assento no CONED-Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência