Quem sou eu

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Um ser humano simples com defeitos, virtudes e que a cada dia procura viver de uma forma mais coerente possível para ser feliz. Sou cadeirante desde 1977 devido a poliomielite (Paralisia infantil), blogueiro, ex Locutor do telemensagem Shalom,Palestrante, presidente da A.D.C.C.-ASSOCIAÇÃO DOS CADEIRANTES DE CARUARU, Ex bailarino,ex secretário e conselheiro do COMUD- Conselho municipal de defesa dos direitos das pessoas com deficiência, ESTUDANTE DE ECONOMIA NA UFPE CAA(Passei a emoção é inexplicável)! Primeiro cadeirante aprovado e sem cota em ampla concorrência. Membro do NACE-Núcleo de Acessibilidade da UFPE-CAA. Estudante em pesquisa de extensão em Direitos Humanos-UFPE CAA e Secretário do DA-Diretório Acadêmico do curso de Economia-UFPE,CAA

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Aberta inscrição em curso gratuito de direitos humanos a distância com mil vagas em Pernambuco


Estão abertas, a partir desta terça-feira (12), as inscrições para um curso de promoção de direitos humanos em Pernambuco. Oferecidas pelo governo estadual, as atividades gratuitas são na modalidade de Educação a Distância (EAD). Há mil vagas disponíveis.


O curso faz parte das comemorações do Dia da Declaração Universal dos Direitos Humanos, celebrado no domingo (10). O objetivo do programa é capacitar os agentes públicos e da sociedade civil com a apropriação de temas básicos de direitos humanos.

Os temas abordados serão: introdução e conhecimentos gerais de direitos humanos, garantia de direitos humanos com ênfase para a população idosa, garantia de direitos humanos com ênfase para a população LGBTI, garantia de direitos humanos com ênfase para a população vítima de violência, bem como fundamentos da mediação comunitária de conflitos.


Cada curso terá duração de 200 horas/aula, divididas em cinco módulos, durante quatro meses. O certificado de conclusão do curso será emitido pela Universidade de Pernambuco (UPE).


Períodos de inscrição

As inscrições podem ser feitas até sexta-feira (29), de 1º a 10 de fevereiro e de 1º a 9 de março de 2018, no Site da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos. Podem concorrer gestores públicos municipais, técnicos das gestões municipais, servidores públicos municipais e estaduais, participantes de movimentos sociais e organizações da sociedade civil.

Do total de vagas, 5% serão reservados para pessoas com deficiência. A seleção das duas categoriais levará em consideração a avaliação curricular. O resultado do processo seletivo será publicado no Diário Oficial do Estado, ainda sem previsão.


SERVIÇO

    • 1ª inscrição: 12 a 29/12/2017
    • 2ª inscrição: 1º a 10/2/2018
    • 3ª inscrição: 1º a 9/3/2018

    Fonte-G1 PE

    Novos dados dimensionam a violência sexual contra a mulher com deficiência - Pauta Feminina



    A violência sexual contra a mulher com deficiência foi o tema da 49ª edição do projeto Pauta Feminina, realizado na quinta-feira (7). Organizado pela Procuradoria Especial da Mulher do Senado em parceria com várias outras entidades voltadas aos direitos das mulheres, o evento teve a mediação da deputada federal Rosinha da Adefal (Avante-AL). Durante a série de debates, foram divulgados os dados mais recentes produzidos pelo DataSenado e pelo Observatório da Mulher contra a Violência (OMV).

    Rosinha da Adefal apontou a falta de acessibilidade como um dos grandes problemas na denúncia de crimes contra a pessoa com deficiência, em razão de uma prestação de serviços ineficiente por parte do Estado.

    — Numa delegacia que não tem um intérprete de Libras, imagine a dificuldade de comunicação para a pessoa que é surda. Isso se agrava ainda mais diante dos preconceitos existentes quanto às pessoas com deficiência intelectual, cujo depoimento é desqualificado quase de pronto — disse a deputada.

    Dados da Saúde



    Fátima Marinho, diretora do Departamento de Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis e Promoção da Saúde (DANTPS) do Ministério da Saúde, exibiu dados de notificações de violências interpessoais e autoprovocadas no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), com foco em pessoas com deficiência, e com recorte de gênero.

    De modo geral, entre 2011 e 2016, houve um aumento de 155,4% nas notificações de violências interpessoais e autoprovocadas (de 107.530 para 274.657), sendo que entre as pessoas com deficiência o aumento das notificações foi de 188,1% — de 7.553 para 21.759. As mulheres respondem por 57.367 (66,5%) das 86.265 notificações ao longo destes anos.

    Estupros


    As notificações de estupro em mulheres com deficiência subiram de 811 em 2011, para 1,542 em 2016. Do universo de 7.376 mulheres com deficiência, 33,4% apresentavam deficiência intelectual; 25,7%, transtorno mental; 15.8% tinham transtorno de comportamento; 6,9% delas, deficiência física; outras 4,9%, deficiência auditiva; e 3,6%, deficiência visual, entre outros (9,7%).




    Para Fátima Marinho, o mais estarrecedor é o que chamou de “violência de repetição”, à vezes cometida por mais de um homem.
    — Os dados mostram que 39,7% das notificações revelaram que essa violência ocorreu outras vezes na vida das mulheres, e 17,2% das notificações revelaram que houve dois ou mais autores do estupro.
    A falta de recursos na saúde é também responsável pela baixa cobertura dos procedimentos realizados no socorro às mulheres com deficiência estupradas, que não alcançam nem metade dos casos na profilaxia de DST (39,6%), HIV (27,6%); coleta de sangue (45 %), coleta de sêmem (6,8%); coleta de secreção vaginal (15,5%); contracepção de emergência (26%); e aborto previsto em lei (1,5%).

    Discriminação


    Glaucia Cristina da Silva, delegada da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa ou por Orientação Sexual ou contra a Pessoa Idosa ou com Deficiência (Decrin), disse que “a própria delegacia é extremamente discriminada. Chamam-na de Delecumba, de Delegay”.

    Ela relatou a dificuldade que teve em promover as adaptações necessárias para a acessibilidade. Uma das quais, o piso tátil, cujo custo considera inviável. Ela sugeriu que o Poder Legislativo olhe com atenção o incentivo aos policiais que sabem Libras.


    — Hoje, a gratificação é só para quem é concursado.  Os poucos  policiais que se motivam a aprender a Libras não tem um incentivo maior para isso.


    Carolina Angélica Gomes, coordenadora-geral do Sistema de Informações da Pessoa com Deficiência da Secretaria de Direitos Humanos, disse que os gestores precisam investir em dados com recortes de gênero, raça e deficiências.

    — Os recortes não são tratados porque tratamos o todo como um todo, sem pensar nas características do cidadão. Cada pessoa tem um conjunto de características e a deficiência pode ser uma delas. Sem recortes específicos, não teremos dados e sem dados de ‘para quem’ e ‘para quantos’ não fazemos política pública — disse.


    Cultura


    Para Carolina Gomes, uma grande dificuldade reside também na cultura do abuso sexual, potencializada no caso de pessoas com deficiência.





    — Há relatos de que os estupradores acham que estão fazendo um ‘favor’ em dar um pouco de experiência sexual àquela pessoa. Esquecem-se que uma experiência sexual deve ser consentida, não obrigada.

    Na abertura da Pauta Feminina, falou a enfermeira, ativista, cordelista e escritora Onã Silva, cognominada “poetisa do cuidar”. Natural de Posses (GO), Onã é autora de um premiado livro com episódios da história da enfermagem em cordel. Ela apresentou um cordel sobre a superação de situações de violência. "Aquela mulher sofrida/ Não deixa ser escória/ Aquela mulher corrida/ Hoje é Maria da Glória.

    O projeto Pauta Feminina é realizado mensalmente desde 2013. A edição de dezembro, sobre a Violência Sexual contra as Mulheres com Deficiência, foi uma iniciativa da procuradora da Mulher do Senado Federal, Vanessa Grazziotin; da coordenadora da Bancada Feminina da Câmara dos Deputados, Soraya Santos; da Procuradora da Mulher da Câmara dos Deputados, Gorete Pereira; do Programa Senado Inclusivo; e do Observatório da Mulher contra a Violência.
    Da assesssoria de imprensa da Procuradoria da Mulher no Senado
    Senado









    domingo, 10 de dezembro de 2017

    Lais Souza, em Caruaru com a palestra: código de superação


    Por Risonete Rodrigues

    Na tarde do último sábado (9) no Centro de Convenções do Senac Caruaru, a Ludotê - Clínica Multidisciplinar promoveu um belíssimo encontro com a ex ginasta Lais Souza, Medalhista da Seleção Brasileira de Ginástica Artística. Nesta palestra Laís Souza compartilhou um pouco de sua trajetória como atleta, que teve início aos 4 anos de idade, e seus caminhos de superação após um acidente, quando se preparava para competir nos Jogos Olímpicos de Inverno na Rússia, que a deixou tetraplégica. Neste evento contamos com a presença da cantora Rosemar Lemos cantando e encantado a plateia formada por professores, psicólogos, fisioterapeutas entre outros profissionais e estudiosos de inclusão Social.

    Risonete Rodrigues- É Mestranda  em Educação em Ciência e Matemática!









    Nota de Falecimento


    Boa tarde...O SEU SORRISO É ETERNO


    É com muita tristeza q recebo a notícia do falecimento da minha querida amiga, Otávia Bandeira! Vivemos tantos momentos maravilhosos...Amiga! Valeu apena..Sem palavras. Descanse em paz


    O velório de Otávia Bandeira será hoje em Caruaru a partir das 15h no Parque dos Arcos e o enterro será amanhã às 09 h no mesmo local. Aos amigos e amigas que queiram vir se despedir, serão bem vindos.

    sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

    Sorteio realizado

    Bom dia... Acabei de fazer o sorteio do par de ingressos da Palestra de Laís! O nome do ganhador é: Mauricio José! Por favor... Maurício entre em contato comigo via ibox no facebook



    Obrigado...a todos/as q participaram da nossa labuta...


    quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

    Passe Livre

    Você sabia que pessoas com deficiência física, auditiva, mental ou visual, possui o direito de receber o beneficio do "Passe Livre"?

    Existe esse nosso direito sim, mas veja as "regras":

    Quais viagens podem ser realizadas com a carteirinha do "Passe Livre"?

    Com esse "Passe" podemos viajar de graça para o país todo, usando ônibus, trem ou barco.
    Porém são realizadas apenas viagens interestadual (onde você pode viajar de graça de um estado para outro), e também viagens interestadual semi-urbano.
    O Passe Livre do Governo Federal não vale para o transporte urbano ou intermunicipal dentro do mesmo estado, nem para viagens em ônibus executivo e leito.


    Também não vale para acompanhantes, e sim apenas pra a pessoa com deficiência.
    É bom entrar em contato com a componia que você deseja viajar 3h antes, levando a carteirinha do Passe e a sua carteira de identidade para ver se tem vaga ou não naquela viagem que você deseja.



    Qual a renda familiar per capita que uma pessoa com deficiência precisa ter para ganhar este beneficio?

    A renda que precisamos ter é de menos ou igual a 01 salário mínimo, por pessoa que mora com você.
    Vou explicar melhor, você pega o valor da renda de todos os membros de sua família que mora com você, soma tudo e logo divide pelo número de pessoas que moram com você (mesmo os que não recebem renda alguma).
    Se valor der menos ou igual a um sálario mínimo, corra atras pois você tem esse direito!



    Como conseguir uma carteirinha de "Passe Livre"?

    Você deve ir até o CRAS na sua cidade e solicitar o passe livre!

    Vale lembrar, que as regras podem variar de cidade para cidade. Mas de qualquer forma você tem esse direito e pode fazer uso dele.

    Caso tenha alguma dúvida, envie um e-mail para: cantinhodoscadeirantes@hotmail.com





    quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

    Propaganda de Natal da Sadia - A verdadeira inclusão


    Antigamente, as pessoas com deficiência viviam dentro de suas casas e não faziam parte da sociedade. Pouco a pouco as coisas foram melhorando e hoje já vemos alguns desfiles de moda inclusiva, concursos de "Miss e Mister Cadeirante" e até alguns artistas com deficiência em novelas.

    É claro que tudo isso é super válido, pois só assim a sociedade começou a enxergar e perceber que pessoas com deficiência também existem e também devem ser incluídas em tudo. Mas, até quando uma atriz com nanismo só vai participar de uma novela para falar sobre sua deficiência? Será que nunca teremos uma pessoa com deficiência participando de uma desfile de moda junto com outras pessoas sem deficiência de forma natural?

    Para minha alegria, essa semana tive a grande surpresa ao assistir a propaganda de Natal da Sadia. E para evitar spoiler, convido você para assistir:


    Entendeu o motivo que gostei tanto dessa propaganda? Porque ela trás uma menina com síndrome de down, mas não para falar sobre sua deficiência, e sim para mostrar que ela é uma criança como qualquer outra e deve ser tratada como qualquer outra.

    É claro que eu gostaria que esse tipo de inclusão, a qual eu tanto sonho, já fosse realidade e eu nem precisasse escrever este post sobre isso. Porém, acredito que é importante compartilhar este sentimento com todos pois só assim conquistaremos a inclusão de verdade: onde ninguém é "especial", mas todo mundo igual!

    Fonte-Cantinho dos Cadeirantes