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Um ser humano simples com defeitos, virtudes e que a cada dia procura viver de uma forma mais coerente possível para ser feliz. Sou cadeirante desde 1977 devido a poliomielite (Paralisia infantil), blogueiro, ex Locutor do telemensagem Shalom,ex- presidente da A.D.C.C.-ASSOCIAÇÃO DOS CADEIRANTES DE CARUARU, Ex bailarino,ex secretário e conselheiro do COMUD- Conselho municipal de defesa dos direitos das pessoas com deficiência,e AGORA ESTUDANTE DE ECONOMIA NA UFPE(Passei a emoção é inexplicável)! Primeiro cadeirante aprovado e sem cota em ampla concorrência. Integro a comissão de Acessibilidade UFPE

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

É o meu maior projeto de comissão de frente', diz coreógrafo da Ilha

Para emocionar o público e tentar conquistar todas as notas 10 dos jurados, o coreógrafo da comissão de frente da Ilha do Governador, Patrick Carvalho, trouxe oito cadeirantes para se juntarem a outros sete bailarinos na noite deste domingo (7). Ele considera o desfile deste ano o maior projeto de sua carreira.

"Esse é o meu maior projeto de comissão de frente. É uma comissão que vai emocionar o carnaval. Ao invés de buscar trabalho de fora do Brasil, a gente optou por um trabalho brasileiro", disse Patrick.
O coreógrafo revelou ainda que esse foi um trabalho de superação e que foi muito difícil achar os cadeirantes. Dos oito, seis são paratletas de rugby.

"A gente ensaiava das 20h à 0h, de segunda a quinta-feira. Foi muito difícil porque eu estou acostumado a ensaiar de meia-noite até 6h, mas com eles a família fica preocupada, ligando", explicou.
A menos de uma hora para entrar na avenida, Patrick não escondeu a emoção. "Entro na avenida muito feliz de chegar aqui com esse trabalho. Por alguns segundos passou um medo, insegurança. É muita emoção. Só de chegar aqui já é uma vitória", disse Patrick.

Patrick brinca ainda que não foi fácil para ele conseguir controlar os novos integrantes. "Eles deram muito pitaco na coreografia", disse o coreógrafo. Um dos integrantes é conhecido como Colino. O atleta paralímpico tem 47 anos e está estreando em uma comissão de frente. "Isso é maravilhoso! É muita emoção", comemorou.
Fonte-G1 ASSISTA VÍDEO

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Abortar não é discriminar deficientes", diz médico

O aumento de casos de microcefalia no Brasil gera debate intenso sobre a descriminalização do aborto. O grupo que defendeu no Supremo Tribunal Federal (STF) a possibilidade de interrupção da gravidez em casos de anencefalia pretende entrar com uma ação para garantir o mesmo direito às mães de fetos diagnosticados com a síndrome.

Para quem se opõe à ideia, o aborto de bebês microcéfalos é uma forma de eugenia – o aprimoramento de "qualidades físicas e morais de gerações futuras" – termo científico criado em 1883, mas até hoje associado à política de seleção social da Alemanha nazista.

Rui Nunes, professor catedrático da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, defende que a autonomia reprodutiva da mulher não está ligada ao eugenismo, mas ao direito de decidir sobre o futuro do feto com deficiência, com base na qualidade de vida que ele terá no futuro.

"Não tem que ver com nenhuma discriminação", argumenta o especialista em bioética. "Os países que permitem o aborto nesses casos são os que mais se preocupam com a inclusão de pessoas com deficiência na sociedade."

Segundo Nunes, o autor do livro Questões éticas do diagnóstico pré-natal da doença genética, há dois patamares de decisão: um de natureza clínica e outro de natureza ética ligado aos valores que a mãe ou casal defendem. "Não é por gostarem mais ou menos dos seus filhos. É sobretudo por uma preocupação em relação ao futuro dessas crianças."

Deutsche Welle: O diagnóstico de microcefalia justifica um aborto?

Rui Nunes: Por um lado, a vida intrauterina merece respeito e não pode ser cerceada sem uma causa devidamente justificada. Mas há situações em que a autonomia reprodutiva da mulher justifica a interrupção voluntária da gravidez. Além de casos de estupro e quando há risco à saúde da mãe, ela também vale para quando a qualidade de vida previsível do feto é tão afetada que cabe à mãe ou ao casal decidir. Essa evolução se deu na maioria dos países ocidentais há muitos anos e, portanto, creio que uma sociedade civilizada deve ao menos discutir abertamente esse tema sem nenhum tipo de tabu nem de reserva intelectual.

Aplica-se o termo eugenia nesse caso?

O termo "eugenia" é determinado culturalmente. Tecnicamente, deve se reservar o termo para as situações em que há uma intenção de melhorar o capital humano através de todas as ferramentas biológicas e genéticas de que a ciência hoje dispõe. Por exemplo, foi aprovada [esta segunda-feira] no Reino Unido a manipulação genética do embrião para melhorar suas características, como inteligência e memória, ou para selecioná-las, como o sexo, a cor dos olhos ou da pele. Isso é eugenia. Nos dias de hoje, não é muito correto dizer que o aborto de fetos com deficiência é um ato eugênico quando o que se pretende é garantir que quem nasce numa sociedade muito competitiva e materialista tenha as melhores condições possíveis, independentemente do fato de todos terem o direito à vida. Evidentemente, não é isso que está em causa.

Há vários níveis de comprometimento, como cognitivo e motor, do bebê com microcefalia. Entrevistei uma jornalista de 25 anos que tem a síndrome, mas não chegou a ter danos cerebrais. Como fica essa linha tênue de decisão entre abortar ou não quando os pais recebem esse diagnóstico?

Em primeiro lugar deve haver um diagnóstico médico e clínico suficientemente preciso. Depois há uma decisão que não é clínica, mas tem a ver com valoração que a mulher e o casal fazem da existência de um feto com essas características biológicas, se isso justifica ou não interromper a gravidez. Na Europa, por exemplo, há esse campo de manobra para as mulheres, no sentido de poderem exercer sua autonomia reprodutiva. Há casos como da jornalista que não teve a qualidade de vida afetada, e há outros em que os pacientes tem problemas maiores.

A decisão de não ter um bebê com microcefalia pode se traduzir num preconceito contra pessoas com deficiência?

O debate nos países ocidentais não tem a ver com nenhuma discriminação. Porque se analisarmos, e esse argumento é fortíssimo, os países que regularizaram a interrupção da gravidez nos casos de fetos portadores de deficiência são também os que mais apostaram nas políticas de inclusão e igualdade de oportunidades para os deficientes. Despenalizar o aborto nessas circunstâncias extremas não significa discriminar os deficientes, porque os que acabam por nascer por escolha dos pais são muito protegidos nesses países.
Portugal é um deles.

Exatamente. Tem-se feito um esforço tremendo de inclusão das pessoas portadoras de deficiência na sociedade e com custos substanciais para os contribuintes. Não há nessa discussão nenhum sinal pejorativo ou negativo em relação aos deficientes. Há simplesmente a possibilidade de os casais escolherem. Ponto. Todos os países que figuram nas primeiras posições no Índice de Desenvolvimento Humano da ONU, como os países escandinavos, a Austrália, a Nova Zelândia, o Canadá e os países europeus, analisam o problema da seguinte forma: por um lado, dar à mulher a possibilidade de fazer escolhas livres e informadas. Por outro, a partir do momento em que nasce alguém, portador ou não de deficiência, incluí-lo na sociedade.

Essa política mudou de forma significativa as estatísticas relacionadas ao aborto nesses países?

O número de casos de microcefalia em Portugal não é muito grande. Mas no caso da Trissomia 21 [Síndrome de Down], por exemplo, obviamente muitos casais optam por fazer isso, sobretudo por preocupação em relação ao futuro que uma criança ou um jovem com um problema desses vai ter amanhã numa sociedade tão competitiva como a nossa. São condicionantes que levam os pais a pensar. Temos tecnologia muito apurada nos nossos institutos de genética e me atrevo a dizer que, na maioria dos casos em que se faz o diagnóstico, os casais optam pelo aborto. E não é por gostarem mais ou menos dos seus filhos. É precisamente por acharem que com aquelas condições a possibilidade de terem uma qualidade de vida aceitável se reduz drasticamente.

Entidades que defendem a liberação do aborto em casos de microcefalia justificam a interrupção da gravidez, entre outros fatores, pelo fato de o governo brasileiro ter falhado no combate ao mosquito Aedes aegypti, que transmite o vírus zika. É possível estabelecer essa relação?

A relação poderia existir, é um argumento de natureza política bastante forte, mas nos seus fundamentos éticos é mais fraca. Eu não sei até que ponto o Estado tem condições de impedir uma epidemia dessa natureza, mas, mesmo que tivesse, creio que faz muito mais sentido argumentar como uma questão de direitos fundamentais, de direito à escolha, de direito à liberdade de reprodução, e menos por esse nexo causal. Senão amanhã essa epidemia passa, e voltamos à estaca zero. Vale a pena alicerçar esse debate no fato de que trata-se de um direito, sobretudo das famílias com menos recursos e que não vão conseguir dar uma boa qualidade de vida a essas crianças.

Autor: Karina Gomes

Edição: Rafael Plaisant

Fonte: MSN

Pernambuco tem mais de 1400 casos notificados de microcefalia

De 1º de agosto de 2015 até o dia 30 de janeiro de 2016, 1.447 casos foram notificados em Pernambuco. Desse total, 543 (37,5%) atendem aos parâmetros da Organização Mundial de Saúde (OMS) para microcefalia, que identifica a malformação em bebês com perímetro cefálico igual ou menor que 32 centímetros. Ao todo, 153 casos foram confirmados como microcefalia e 135 foram descartados – levando em consideração o resultado dos exames de imagem dos bebês.

Também foram registrados oito casos de bebês natimortos e quatro que vieram a óbito logo após o nascimento. Destaca-se que nenhum dos casos teve microcefalia como causa básica de morte. Os óbitos foram de residentes dos municípios de Recife (03), Ipojuca (03), São Lourenço (01), Bodocó (01), Bom Jardim (1), São Caetano (1), Ipubi (1) e Petrolina (1).

Desde que a notificação de casos de gestantes com exantemas foi tornada obrigatória, no período de 02 de dezembro de 2015 a 30 de janeiro de 2016, 88 municípios do Estado notificaram 994 casos de gestantes com esse quadro clínico. Desse total, 10 gestantes apresentam confirmação de microcefalia intraútero. Vale salientar que a notificação das mulheres com exantema não significa, necessariamente, que elas são casos suspeitos de dengue, chikungunya ou zika, já que outros fatores podem ter ocasionado as manchas vermelhas (rubéola, intoxicação, alergia ou alguma outra virose). O exantema também não é indicativo que a mulher terá um bebê com microcefalia.

Em Pernambuco, o Centro de Pesquisa Aggeu Magalhães/Fiocruz confirmou 12 casos de microcefalia relacionados ao vírus zika por detecção do anticorpo IgM no líquido céfalorraquidiano. Os reagentes foram fornecidos pelo Centro de Controle de Doenças dos EUA (CDC).

Fonte-Blog do Mário Flávio

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Curso de Libras inscreve para 75 vagas gratuitas em Caruaru, PE

Curso é gratuito e durará 3 meses; aulas acontecem uma vez por semana.
Interessados devem ir à sede do CAPD, no bairro Maurício de Nassau. 

 

Estão abertas as inscrições - com 75 vagas - para o "Curso Básico de Língua Brasileira de Sinais (Libras)" em Caruaru, no Agreste de Pernambuco. Os interessados devem ir ao Centro de Atendimento às Pessoas com Deficiência (CAPD), na rua Deolindo Tavares, número 191, no Bairro Maurício de Nassau. As inscrições podem ser feitas das 7h às 17h (horário local), até sexta-feira (5). O curso é gratuito.
A assessoria da prefeitura informou que serão formadas três turmas e as aulas serão realizadas uma vez por semana. O curso terá duração de três meses. Para os que optarem pela segunda-feira, o curso tem início no dia 15 de fevereiro; já para os que optarem pela quarta, o início está marcado para o dia 17 de setembro, e os que escolherem a sexta no dia 19. O CAPD atende pelos telefones: 3701-1885 ou 0800-2813344.
Para a matrícula, os interessados devem levar cópias do RG, CPF, cartão do SUS, comprovante de residências e uma foto 3x4. Para familiares ou pessoas de convívio, é necessária a xerox do exame audiométrico da pessoa com deficiência auditiva de proximidade. Para funcionários públicos, a xerox da parte externa do contra cheque.

Serviço
Inscrições para o Curso de Libras em Caruaru
Local: Centro de Atendimento às Pessoas com Deficiência
Endereço: Rua Deolindo Tavares, número 191, no Bairro Maurício de Nassau
Período: até sexta-feira (5)
Hora: das 7h às 17h (horário local)
Acesso: gratuito.

 FONTE- G1

domingo, 31 de janeiro de 2016

Pesquisadores desenvolvem elevador de baixo custo para deficientes no Amazonas

Equipamento conseguiu reduzir o preço final em 63,15% se comparado ao produto da líder de mercado



MANAUS - Um elevador de baixo custo e fácil instalação para pessoas com deficiência está sendo produzido por pesquisadores no Amazonas. O equipamento que utiliza componentes 100% nacionais e mão de obra local conseguiu reduzir o preço final em 63,15% se comparado ao produto da líder de mercado.

Com o apoio do Governo do Estado via Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam),  o elevador tem previsão de conclusão até o segundo semestre de 2016. Outro ponto positivo da ferramenta é que não demanda muitas obras civis para instalação. Podendo utilizar qualquer espaço disponível que possua as dimensões da plataforma onde a pessoa de mobilidade reduzida fica durante a subida e descida do elevador (1,20 x 0,80 m). Com mínimas modificações, a instalação do equipamento é feita com parafusos no chão. 

“Um elevador tradicional destinado a vencer o mesmo desnível precisa de um poço com 3 metros de profundidade, enquanto o nosso precisará de apenas 30 cm. Apesar da redução de custos, reduzimos nossa margem para ter um produto que atenda as pessoas com menos recurso financeiro, além de já termos estudado as possíveis isenções aplicadas para pessoa física”, disse Gil Filho, um dos responsáveis pelo projeto.

Com a ideia de reduzir os custos e atingir uma parcela da população que hoje não pode adquirir este tipo de equipamento, além de dar uma opção às empresas que precisam se adequar às leis de acessibilidade, o elevador possui ampla aplicação, já que pode ser utilizado em instituições bancárias, residências, órgãos públicos, embarcações, comércios, indústrias, hospitais, hotéis, escolas, cinemas, teatros, campos de futebol, clínicas etc.  
De acordo com o pesquisador, por conta da utilização de um motor elétrico de baixa potência, também é possível acioná-lo através de baterias, aumentando a independência do sistema e os locais onde possa ser instalado. 

 A utilização de mecanismo pantográfico, nunca adotado para este fim. Com isto eliminamos cabos, correias, polias, redutores, e muitos outros itens de um elevador convencional, possibilitando utilizarmos uma estrutura mais esbelta, o que reduz o peso e a quantidade de material empregado na fabricação”, disse o pesquisador.

Outro detalhe que diferencia o elevador do modelo tradicional é a inovação incremental devido à alteração das características das plataformas de elevação existentes no mercado. Por meio de uma inovação radical baseada na ampliação da finalidade dos elevadores pantográficos, até então nunca utilizados para atender pessoas com mobilidade reduzida, segundo o pesquisador.  “Em nossa vasta pesquisa não encontramos equipamentos idênticos em nenhum lugar do planeta Terra. No caso de plataformas pantográficas tradicionais, não há fabricantes nacionais. Há equipamentos com o mesmo propósito e voltados à acessibilidade, mas que utilizam o mecanismo tradicional, porém não encontramos fabricantes na região Norte do Brasil”, disse Gil Filho.

O pesquisador contou que com a produção do elevador, a equipe pretende ampliar o mercado com outros produtos, como as plataformas pantográficas (sem fabricantes nacionais) e os elevadores pantográficos para carros (sem fabricantes regionais).

O elevador de baixo custo e ampla aplicação é um dos 40 projetos aprovados no âmbito do Programa Sinapse da Inovação. Fruto da parceria firmada entre a Fapeam com a Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras (Certi), que visa transformar os resultados de projetos de pesquisa de universidades e instituições de ciência, tecnologia e inovação em produtos inovadores competitivos, além de fortalecer o empreendedorismo inovador.

“O apoio do programa Sinapse da Inovação  da Fapeam foram imprescindíveis no andamento de nossa pesquisa. Sem este projeto, não teríamos recursos financeiros para tirar esta ideia do papel. Além disto, os cursos e palestras a que tivemos acesso durante este percurso, nos incentivaram a participar de eventos e projetos de empreendedorismo”, disse.

Este foi o primeiro projeto de empreendedorismo que a equipe participou. Com o ingresso no programa Sinapse da Inovação, eles buscaram outros programas de incentivo à inovação, chegando inclusive à semifinal no prêmio Santander Universidades, ficando entre os 45 melhores dentre os mais de 26 mil inscritos no Brasil. “Posso também dizer que o Sinapse, nos incentivou não só neste projeto, mas também nos fez trabalhar em outros três projetos de inovação que deveremos colher frutos já em 2016”, disse o pesquisador.

FONTE-PORTAL AMAZONIA

Na Alemanha, a acessibilidade está em toda a parte

Conheça 10 cidades alemãs que eliminaram barreiras e facilitam a deficientes e pessoas com baixa mobilidade fazer turismo e andar pelas ruas ou de transporte público


Brasileiros que viajam à Alemanha, em especial aqueles com mobilidade reduzida, costumam fazer altos elogios à boa acessibilidade de suas cidades. Exemplo? Bondes com piso baixo que facilitam o acesso ao transporte público de cadeirantes, idosos e crianças; sistemas de orientação para cegos e pessoas com baixa visão em espaços públicos como museus, estações do transporte e pelas ruas; visitas guiadas, adaptadas a deficientes, que incluem experiências sensoriais; isso tudo, além, é claro, de calçadas bem feitas, niveladas e sem obstáculos.

Essa percepção de um lugar 100% acessível se confirma agora na página Cidades Mágicas do portal de turismo Germany Travel. O site (veja em http://www.germany.travel/pt/ms/magic-cities/topicos/acessibilidade/acessibilidade.html) destaca esta semana o turismo sem barreiras em dez importantes cidades alemãs: Dresden, Düsseldorf, Frankfurt, Hamburg, Hannover, Köln, Leipzig, München, Nürnberg e Stuttgart.

Além de destacar o que cada local oferece como atração ao visitante, a página traz um mapa interativo para cada uma destas cidades. Você ficará sabendo, por exemplo, que no transporte público de Dresden todos os ônibus e cerca de 90% dos bondes são de piso baixo e mais de um terço de todas as paradas são sem barreiras. E que em Hamburgo, pontos históricos como Speicherstadt (cidade dos armazéns), ou o novo HafenCity, são acessíveis por transporte público, tanto de dia como à noite. Além disso, os ônibus todos têm piso baixo, com técnica de inclinação e rampas.

Leia também:
A um ano da paralimpíada, Rio tem desafios para tornar cidade acessível 
Que tal 'cadeirar' por Miami?
Acessibilidade no Canadá: muito além dos jogos Parapan-americanos

Fonte-MOBILIZE

sábado, 30 de janeiro de 2016

Cadeirante toca em bateria de bloco como 'terapia' para superar acidente

Rodrigo Bottini é um dos 220 batuqueiros do Bangalafumenga de SP.
Ele toca surdo no bloco, onde também conheceu a mulher.

Na manhã deste sábado (30), o analista financeiro Rodrigo Bottini, de 40 anos, encara seu quarto carnaval como um dos 220 batuqueiros do bloco carioca Bangalafumenga. Cadeirante há oito anos, Bottini entrou na oficina paulistana de percussão do cordão, em 2012. Apaixonado por música e carnaval, ele buscava uma atividade que pudesse unir os dois interesses e ainda repelir qualquer tipo de tristeza.
“Eu estava atrás de fazer algo diferente e o bloco me serve como terapia também. Tem dias que você está mais pra baixo, e ali você esquece do mundo lá fora e passa viver aquele som da bateria. Fazer música é muito legal. Você se sente parte de algo muito importante”, conta.
Rodrigo sofreu um acidente em 1998, na casa de amigos, durante uma brincadeira na piscina. Desde então, investe em atividades físicas que estimulem sua reabilitação.


Na oficina do bloco, gamou no surdo de segunda –instrumento que dá a marcação à bateria. “Sempre gostei do barulho, da musicalidade, e resolvi tocar surdo. Lá eu soube que eram três tipos, escolhi o de segunda aleatoriamente e, desde então, não parei mais. Foi paixão à primeira vista”, brinca.
Mais tarde, a bateria ainda lhe renderia um segundo amor. Foi na folia de 2013 que ele decidiu transformar a amizade com uma das colegas de batuque em romance. “Entrei na bateria em março e ela em agosto. Ela foi tocar o mesmo instrumento que eu tocava, começamos a ficar amigos. Eu já estava querendo mudar essa história e ela nem imaginava. Foi um processo longo."
O roteiro da conquista começou com uma viagem relâmpago para curtir o desfile do Bangalafumenga no Rio. Bottini comprou as passagem e não teve escapatória. “A gente foi de avião, comprei para mim e para ela e lá a gente começou a ficar mais amigo, passamos o dia todo junto. Quebrou um pouco do gelo e do preconceito. Era tudo novidade para ela. Ela nunca tinha saído com alguém na minha condição.”



Na oficina do bloco, gamou no surdo de segunda –instrumento que dá a marcação à bateria. “Sempre gostei do barulho, da musicalidade, e resolvi tocar surdo. Lá eu soube que eram três tipos, escolhi o de segunda aleatoriamente e, desde então, não parei mais. Foi paixão à primeira vista”, brinca.
Mais tarde, a bateria ainda lhe renderia um segundo amor. Foi na folia de 2013 que ele decidiu transformar a amizade com uma das colegas de batuque em romance. “Entrei na bateria em março e ela em agosto. Ela foi tocar o mesmo instrumento que eu tocava, começamos a ficar amigos. Eu já estava querendo mudar essa história e ela nem imaginava. Foi um processo longo."
O roteiro da conquista começou com uma viagem relâmpago para curtir o desfile do Bangalafumenga no Rio. Bottini comprou as passagem e não teve escapatória. “A gente foi de avião, comprei para mim e para ela e lá a gente começou a ficar mais amigo, passamos o dia todo junto. Quebrou um pouco do gelo e do preconceito. Era tudo novidade para ela. Ela nunca tinha saído com alguém na minha condição.”

Fonte-
Lívia MachadoDo G1 São Paulo