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Um ser humano simples com defeitos, virtudes e que a cada dia procura viver de uma forma mais coerente possível para ser feliz. Sou cadeirante desde 1977 devido a poliomielite (Paralisia infantil), blogueiro, ex Locutor do telemensagem Shalom,ex- presidente da A.D.C.C.-ASSOCIAÇÃO DOS CADEIRANTES DE CARUARU,bailarino,ex secretário e conselheiro do COMUD- Conselheiro municipal de defesa dos direitos das pessoas com deficiência,e AGORA ESTUDANTE DE ECONOMIA NA UFPE(Passei a emoção é inexplicável)!

sábado, 22 de agosto de 2015

Partido pela Acessibilidade e Inclusão Social já tem Comissão Provisória em Pernambuco

Do Blog da Noelia Brito
Acompanhados do advogado eleitoralista Rodrigo Albuquerque, integrantes da Comissão Executiva Estadual do Partido pela Acessibilidade e Inclusão Social – PAIS, protocolaram, junto ao Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco, no final da tarde de hoje, o registro da Comissão Estadual Provisória do Partido em Pernambuco.
Estiveram presentes ao ato, a procuradora do Município e blogueira Noelia Brito, presidente do PAIS, em Pernambuco, além do advogado Josemir Vasconcelos e do rodoviário João Maurício, ambos também integrantes da Executiva Estadual do novo Partido que já requereu registro junto ao TSE e que tem pretensões de disputar as eleições já no próximo pleito previsto para 2016.

Fonte-Blog do Mário Flávio

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Não é o aluno, e sim a escola que é deficiente

Por Andrea Ramal

O mapa da acessibilidade das escolas brasileiras é um escândalo. E não é por falta de legislação: a Constituição Federal garante a todos os cidadãos o direito à igualdade, à não discriminação e à educação; e diversas outras leis federais, estaduais e municipais regulamentam os requisitos mínimos de acessibilidade para pessoas com deficiências. Mas basta entrar em três a cada quatro escolas brasileiras para constatar que tudo isso ainda não saiu do papel.

Acessibilidade não é apenas uma questão de rampas, e sim, de dignidade. Uma pessoa com deficiência física depende diretamente do uso de um instrumento, como bengala ou cadeira de rodas, para participar e se integrar no meio social. Nos locais que não consideram essa parcela importante da população, a questão não é de engenharia, mas de cultura e visão de mundo. Essas construções são o resultado de uma atitude de discriminação que é tão “natural” que passa despercebida, a não ser para aqueles que enfrentam uma necessidade especial.

A falta de acessibilidade na escola não é uma simples omissão, é mais grave. Afinal, é na escola que se pretende ensinar o respeito pelo outro, o direito à igualdade, a responsabilidade social, a ideia de que somos responsáveis pela qualidade de vida para todos, no ambiente que todos compartilhamos.

Quando os estudantes frequentam uma escola que é planejada apenas para alguns, excluindo outros, passam a considerar natural que, também na cidade em que vivem, possa haver vias públicas repletas de desníveis, transportes que nem todos podem usar, ou edificações inacessíveis. Alunos educados nessas escolas poderão construir um mundo efetivamente inclusivo?

A acessibilidade é apenas a mais básica das etapas. Hoje se fala em design universal, num enfoque em que os ambientes sejam projetados para ser usados, com conforto, pelo maior número de pessoas possível, seja qual for a sua condição ou idade. Esse conceito está ligado ao de uma sociedade inclusiva, e implica que todo o desenho dos espaços seja feito levando em conta dimensões sociais, históricas, antropológicas, etc. e aspectos de usabilidade e ergonomia.

Tal conceito vai além da acessibilidade, porque nele, os espaços deveriam ser projetados não só para o acesso dos deficientes, mas sim para oferecer conforto e segurança a todos. Vale lembrar que professores, funcionários e pais também transitam nas escolas e podem ser pessoas de idade avançada, ou com bengalas, com cegueira ou pouca visão, grávidas, ou com alguma incapacidade temporária.

As escolas poderiam ser um espaço privilegiado para criar ambientes inclusivos, alinhados com o design universal: mais confortáveis e mais seguros não para alguns, mas para todas as pessoas. Sempre que não for assim e alguma criança não frequentar uma sala de aula porque não consegue chegar até ela, tenhamos claro: não é o aluno, e sim a escola que é deficiente.


Fonte-G1

Cientistas desvendam mistério sobre como funciona gene da obesidade

Cientistas finalmente descobriram como o gene ligado à obesidade faz as pessoas ficarem gordas, uma grande descoberta que pode abrir as portas para uma nova abordagem do problema, que vai além de dietas e exercícios


O estudo desvenda um grande mistério: desde 2007, pesquisadores já sabiam que um gene chamdo FTO estava relacionado à obesidade, mas não sabiam como, e não conseguiam ligá-lo ao apetite ou a outros fatores conhecidos.
Agora, experimentos revelam que uma versão defeituosa do gene faz com que a energia dos alimentos ingeridos seja armazenada como gordura, em vez de ser queimada.  Um procedimento de manipulação genética em camundongos ou em células humanas no laboratório sugerem que isso pode ser revertido, oferecendo esperança de que uma droga ou outro tratamento possa ser desenvolvido para fazer o mesmo em pacientes.
O trabalho, conduzido por cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e da Universidade Harvard, foi publicado nesta quarta-feira (19) pelo site da revista "New England Journal of Medicine".


A descoberta contesta a noção de que "quando as pessoas ficam obesas, foi basicamente sua própria escolha porque elas escolheram comer muito ou não se exercitar", disse a líder do estudo Melina Claussnitzer, especialista em genética do Centro Médico Israel Deaconess, afiliado a Harvard. "Pela primeira vez, a genética revelou um mecanismo na obesidade de que nunca havíamos suspeitado antes" e dá uma terceira explicação ou fator envolvido.
Pesquisadores que não estão relacionados com a pesquisa também reconheceram sua importância. "Muitas pessoas pensam que a epidemia de obesidade só está relacionada a comer muito, mas nossas células de gordura têm um papel em como nossa comida é utilizada", diz o médico Clifford Rosen, cientista do Instituto de Pesquisa do Centro Médico de Maine. Segundo ele, a pesquisa abre a possibilidade do desenvolvimento de drogas que possam fazer nossas células de gordura trabalharem de forma idferente.

Fonte-G1

ONU cria novo símbolo para acessibilidade

Batizada de ‘A Acessibilidade’ (The Accessibility), logomarca foi desenvolvida para aumentar a consciência sobre o universo da pessoa com deficiência.


Uma figura simétrica conectada por quatro pontos a um círculo, representando a harmonia entre o ser humano e a sociedade, e com os braços abertos, simbolizando a inclusão de pessoas com todas as habilidades, em todos os lugares.

Batizada de ‘A Acessibilidade’ (The Accessibility), a logomarca foi criada pelo Departamento de Informações Públicas da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, para aumentar a consciência sobre o universo da pessoa com deficiência. A ideia é usar o símbolo em produtos e locais acessíveis.

Segundo a ONU, o logotipo foi selecionado pelo Focus Groups on Accessibility, em conjunto com a Inter-Departmental Task Force on Accessibility at the United Nations Secretariat. Simboliza a esperança e a igualdade de acesso para todos.

“O símbolo é neutro e imparcial. Sua utilização não implica em um endosso da Organização das Nações Unidas ou do Secretariado das Nações Unidas”, explica a ONU.


Fonte: O Estadão

Inscrições para curso gratuito de 'Libras' estão abertas em Caruaru

Estão abertas as inscrições para o Curso Básico de Língua Brasileira de Sinais (Libras) em Caruaru, Agreste de Pernambuco. São oferecidas 75 vagas para a formação de três turmas. O curso é gratuito e terá duração de três meses. As aulas estão previstas para ocorrer uma vez por semana. Os participantes receberão certificado de conclusão ao término da capacitação, de acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria da Criança, do Adolescente e de Políticas Sociais do município.
Ainda segundo o departamento de Comunicação, podem participar familiares ou pessoas de convívio de deficientes auditivos, integrantes de instituições especializadas, enfermeiros, recepcionistas de hospitais públicos, agentes de Saúde, arte-educadores da Saúde, policiais, agentes penitenciários, técnicos judiciários e do Ministério Público, servidores públicos municipais, professores da rede pública municipal e estadual, além de estudantes em geral.
Os interessados devem se inscrever na sede do Centro de Atendimento às Pessoas com Deficiência, das 8h às 13h. Para a matrícula é necessário apresentar as cópias do RG, CPF, cartão do SUS, comprovante de residência e uma foto 3x4. "Para familiares ou pessoas de convívio é necessária a xerox do exame audiométrico da pessoa com deficiência auditiva de proximidade. Para funcionários públicos, a xerox da parte externa do contra cheque", explica a assessoria.
No ato da inscrição é preciso escolher um dos horários disponíveis para aula: quartas-feiras, nos turnos da manhã ou tarde, ou sextas-feiras pela manhã. "Para os que optarem pelas quartas, o curso tem início no dia 2 de setembro; já para os que optarem pela sexta, o início está marcado para o dia 4 de setembro", adianta o departamento de Comunicação.
O endereço do Centro de Atendimento é Rua Deolindo Tavares, número 191, Bairro Maurício de Nassau. O curso será ministrado no mesmo local. Dúvidas podem ser esclarecidas pelos telefones (81) 3701-1885 ou 0800-2813344, ambos da unidade.
Serviço
Inscrições para curso de Libras
Local: Centro de Atendimento às Pessoas com Deficiência
Endereço: Rua Deolindo Tavares, número 191, Bairro Maurício de Nassau
Período: enquanto houver vaga, até a data de início das aulas
Horário: das 8h às 13h.

FONTE-G1

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Goiás possui 4 cidades onde todas as escolas são 100% acessíveis

Das 23 cidades brasileiras que têm todas as suas escolas 100% acessíveis a deficientes, quatro municípios estão em Goiás. Em Avelinópolis, a 73 km de Goiânia, as duas unidades de ensino da cidade são públicas e têm o prédio com rampas, corrimãos, salas com recursos audiovisuais adaptados e professores de apoio em todas as salas. Com isso, alguns alunos contam que sentem mais facilidade no aprendizado.
Os dados foram tabulados a pedido do G1 pela Fundação Lemann e pela Meritt, responsáveis pelo portal QEdu. Eles indicam que apenas 23 municípios do Brasil contam com todas as suas escolas acessíveis – incluindo banheiros totalmente adequados a deficientes. Em Goiás, além de Avelinópolis, também entram na lista Aurilândia, Guaraíta e Morro Agudo de Goiás.
A primeira escola a começar a se tornar acessível em Avelinópolis foi o Colégio Estadual Professor Alfredo Nasser. Fundada em 1980, ela começou a passar por reformas em 1994 para atender pessoas com deficiência. A última reforma feita foi em 2014, para adaptar os banheiros.
Graças a essas mudanças, Maria Alves de Jesus, de 63 anos, que é cadeirante, está realizando o seu grande sonho, que é o de aprender a ler e escrever. Aluna dedicada, que se senta sempre na primeira fileira, ela superou a dificuldade da locomoção para conseguir frequentar as aulas. “Antes, eu não conseguia vir para a escola, era difícil, tinha que ficar contando com a ajuda dos companheiros. Também havia muitos degraus”, afirma.



Cursando o 9º ano do ensino fundamental, a estudante diz que já nasceu com a deficiência física, mas nunca soube ao certo seu problema por não ter passado por consultas médicas na infância. “Achei que nunca fosse aprender nada porque era difícil frequentar a escola, mas as pessoas são compreensivas com a gente. E tem a professora de apoio, que me ajuda”, conta, sorridente.
Com a acessibilidade, Maria consegue entrar na escola e, em vez de ter que pedir ajuda para que desçam a cadeira de rodas pela pequena escada, pode passar pela rampa que dá acesso ao pátio, com largo corredor. Na sala de aula, ela tem uma mesa especialmente para ela, mais larga e alta, para caber a cadeira de rodas. Além disso, quando precisa ir ao banheiro, as barras de apoio fixadas na parede facilitam a movimentação.
Recursos pedagógicos
Porém, não são apenas mudanças físicas que são necessárias para atender todos os alunos. No colégio também existe a sala de Atendimento Educacional Especializado (AEE), com diversos jogos, livros e recursos audiovisuais que são utilizados como recursos pedagógicos para que pessoas com deficiência auditiva ou visual, por exemplo, possam complementar os estudos.

Foi nessa sala que Franciele Dias Oliveira, de 20 anos, aprendeu a Língua Brasileira de Sinais (Libras). “Gosto muito de ter o intérprete dentro de sala de aula, ajuda na hora de aprender. Só assim para entender a aula, porque às vezes não são todos os professores que sabem libras”, conta.
A jovem, que ficou surda depois de uma meningite aos 5 anos de idade, está no 2º ano do ensino médio e já sabe o que quer fazer depois de se formar. “Quero ser professora, instrutora de Libras. Vou ajudar várias outras pessoas."
Quem também aprendeu Libras na escola foi a estudante Maria Vitória Malaspina, de 9 anos. Ela estuda na Escola Municipal Modelo, que também é 100% acessível. E a garota aproveita que o local é totalmente adaptado para aprender novas coisas todos os dias. “É muito legal ter uma professora só para mim. E é importante para entender o que as professoras falam”, afirma.
Maria Vitória nasceu prematura e tem surdez profunda. Ela chegou a fazer o implante coclear para que passasse a escutar. Porém, não se adaptou ao aparelho auditivo e prefere se comunicar pela linguagem de sinais.
“Ela não gosta de usar o aparelho porque acha que fica muito barulhento ao redor dela. Se a escola não tivesse todos esses recursos, como a sala especial e a intérprete, ela não conseguiria estudar”, conta a mãe da estudante, a dona de casa Érica Aurélia Malaspina dos Santos.


As duas escolas de Avelinópolis têm estruturas semelhantes. Corredores largos, rampas onde há desnível e degraus, corrimãos para dar mais segurança na hora de caminhar ou até mesmo descer de cadeira de rodas, sanitários adaptados, salas com recursos pedagógicos para deficientes auditivos, visuais e mentais e professores de apoio em todas as salas.
Não foi necessária nenhuma lei que obrigasse a adaptação das escolas para atender alunos com deficiência, e sim força de vontade. No caso do Colégio Estadual Professora Alfredo Nasser, as iniciativas partiram principalmente da direção da unidade. “Tivemos uma diretora que era deficiente, dependia de muleta para andar. Então ela acelerou ainda mais esse processo de adaptação”, diz a coordenadora da escola, Renata Alves Maciel Pereira.
Já na Escola Municipal Modelo, as adaptações começaram a ser feitas em 2009, pois a unidade era usada como zona eleitoral na cidade e também sediava diversos eventos da comunidade. A maior dificuldade, entretanto, não foi a reforma física, mas, sim, o preconceito.


“Tinha pai que era contra, porque dizia que fazer a inclusão dos alunos com algum tipo de deficiência ia atrasar ou prejudicar o aprendizado do filho dele. Alguns profissionais também impuseram resistência, porque estavam próximos de se aposentar e não queriam fazer os cursos de formação para atender os alunos”, diz a diretora, Dayane Bueno Bahia Araújo.
Inclusão
Segundo a professora de apoio Luzemaria Ferreira de Araújo, de 54 anos, que acompanha diariamente a cadeirante Maria Alves na sala de aula, somente com a acessibilidade na escola é que todos os estudantes passaram a ter os mesmos direitos.
“Antigamente, quem tinha alguma deficiência física era deixado de lado ou então colocado em uma sala separada. Com essas mudanças para a escola ficar acessível, houve uma inclusão e todos passaram a respeitar mais uns aos outros e até a aprendizagem melhorou."
E a aprendizagem citada por Luzemaria também é compartilhada pela intérprete Sueli Pereira Neiva Cabral, que acompanha a deficiente auditiva Maria Vitória. “Elas são crianças muito espertas e inteligentes. Então, no dia a dia, nós também aprendemos com eles. No início é difícil. Tive que fazer curso, mas depois você pega amor e as coisas ficam mais fáceis”, conclui.

FONTE-G1

Censo escolar! Apenas 23 municípios do país têm acessibilidade plena



Reportagem: Thiago Reis e Ana Carolina Moreno do G1

Três em cada quatro escolas do país não contam com itens básicos de acessibilidade, como rampas, corrimãos e sinalização. Menos de um terço possui sanitários adaptados para deficientes. É o que revela o Censo Escolar 2014, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Dados tabulados a pedido do G1 pela Fundação Lemann e pela Meritt, responsáveis pelo portal QEdu, indicam que apenas 23 municípios do Brasil contam com todas as suas escolas acessíveis – incluindo banheiros totalmente adequados a deficientes. 

 Os números revelam as barreiras para se cumprir um princípio básico previsto por lei: o direito de todas as crianças de frequentar uma escola. 


No caso das escolas municipais, o índice é ainda mais crítico: só 17% das unidades têm as estruturas mínimas para deficientes. Manuelina Martins, vice-presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), diz que o dado é preocupante. “A questão da acessibilidade é fundamental. Hoje há um número significativo de alunos incluídos na rede. É preciso investir na adaptação desses locais.”
Para Manuelina, que é secretária da Educação do município de Costa Rica, em Mato Grosso do Sul – único estado do país em que mais da metade das escolas tem acessibilidade –, um dos principais problemas é o fato de a maior parte das construções no Brasil ser antiga.
O presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Eduardo Deschamps, concorda. “Na época, não havia esse tipo de preocupação e de consciência na sociedade de garantir o acesso. Pelo contrário. Isso vem, inclusive, de uma lógica de segregação.”
Ele diz que atualmente se fazem imprescindíveis duas linhas de atuação. “A primeira diz respeito ao atendimento imediato. Ao se identificar numa determinada região que há um número de alunos com algum tipo de deficiência que precisam dessa acessibilidade, é necessário fazer imediatamente a adaptação.” 

 Veja quais são as 23 cidades do país em que todas as escolas contam com acessibilidade às suas dependências, incluindo banheiros adaptados: AQUI