Quem sou eu

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Um ser humano simples com defeitos, virtudes e que a cada dia procura viver de uma forma mais coerente possível para ser feliz. Sou cadeirante desde 1977 devido a poliomielite (Paralisia infantil), blogueiro, estudante, estou novamente como presidente da A.D.C.C.-ASSOCIAÇÃO DOS CADEIRANTES DE CARUARU,bailarino e agora,secretário e conselheiro do COMUD- Conselheiro municipal de defesa dos direitos da pessoa com deficiência, pai de um belo filho, marido de uma linda mulher .

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

I Encontro Estadual das Mulheres com Deficiência" de Secretaria Da Mulher Pernambuco.


Mulheres com deficiência apontam demandas para pautar ações do próximo governo

Um relatório contendo as principais demandas relacionadas às mulheres com deficiência irá nortear a luta do segmento na busca da garantia de direitos e na implementação de políticas públicas a partir de 2015. O documento foi construído durante o İ Encontro Estadual das Mulheres com Deficiência, promovido pela Secretaria da Mulher de Pernambuco (SecMulher-PE), nesta quinta-feira (23/10), no Hotel Jangadeiro, em Boa Viagem. Cento e vinte e cinco mulheres participaram do debate que teve como tema "Mulher com deficiência: empoderamento e seus entraves.

Cresce quantidade de pessoas com deficiência que conseguem trabalho com carteira assinada

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Após sofrer bullying, modelo com vitiligo quebra barreiras no mundo da moda


Por Patrícia Colombo
Do UOL, em São Paulo


A indústria da moda vira e mexe estabelece padrões extremos de beleza a suas modelos, mas uma delas busca quebrar tabus e mostrar que a diversidade neste meio também é possível. A canadense Chantelle Winnie, portadora de vitiligo --doença cutânea que causa a perda gradativa da pigmentação da pele--, chamou a atenção da top Tyra Banks em seu reality show "America's Next Top Model". A bela também estrelou campanhas publicitárias e tem marcado presença em desfiles importantes, como o da grife Ashish, durante a temporada Primavera/Verão 2015, da Semana de Moda de Londres.
Chantelle, que tem Winnie Harlow como seu alterego [tipo Sasha Fierce para Beyoncé] e Chantelle Brown-Young como seu verdadeiro nome, foi diagnosticada com a doença aos quatro anos de idade. O distúrbio, que ocasiona a redução ou ausência completa de melanina em certas regiões do corpo, acabou lhe acarretando alguns apelidos desagradáveis, vindos de "coleguinhas" da escola. A exemplo do bullying sofrido, logo em sua primeira aparição no "America's Next Top Model", Chantelle comentou que já chegaram a lhe perguntar, em tom jocoso, se a mãe dela era branca, o pai negro e se ela não havia sido "preparada" direito enquanto estava na barriga, para justificar as tais manchas tão definidas.
"Precisei de muito tempo para construir dentro de mim a força e a coragem necessária para subir em uma passarela e me sentir poderosa", conta ela, em entrevista ao UOL Moda. "Não acho que o grande problema da nossa sociedade se encontra em como se lida com a beleza. Para mim, a questão maior está mais relacionada aos julgamentos. Quanto menos julgarmos e construirmos estereótipos, menos inseguras as pessoas se sentirão."
Reproduçã/Instagram/WinnieHarlow
Chantelle em selfie com a modelo e apresentadora Tyra Banks
Chantelle afirma que sua maior dificuldade, na transição da infância para a adolescência, foi a autoaceitação. "Acredito que as maiores batalhas que se têm na vida são com nós mesmos", diz. Segundo ela, a base da construção da autoestima está, primeiramente, em conseguir se orgulhar e ser feliz com quem você é por dentro. "Sempre há espaço para melhoria, somos seres em desenvolvimento. Mas é necessário conseguir se amar durante esse processo."
Nascida em Toronto, foi descoberta por uma jornalista local aos 16 anos. Seu rosto perfeito e porte de modelo, distribuído em 1,78m de altura, já a fizeram dar os primeiros passos na carreira, arrumando alguns trabalhos que mais serviam para construir portfólio do que propriamente para ganhar dinheiro. Na época, um vídeo em que contava sua história viralizou e foi a partir dele que Tyra Banks ficou sabendo da existência de Chantelle. A garota, que integrou a 21ª temporada do programa, atualmente no ar, tem visto sua carreira se transformar, principalmente por causa da atenção da mídia.
Confiante e bastante madura com apenas 20 anos de idade, a canadense é a atual garota-propaganda da grife espanhola Desigual e comenta que tem tido abertura na indústria da moda --mas que também não entra em grandes crises quando é negada para algum trabalho. "Nem todo mundo terá a mesma mentalidade para certas coisas", argumenta. "Se alguém não quer trabalhar comigo, não vejo isso como algo negativo. Apenas entendo que meu perfil não se encaixa no atual conceito do cliente, para determinada campanha ou desfile. As pessoas sempre relacionam tudo à beleza, quando ela apenas está nos olhos de quem a vê."

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quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Órfão, candidato cego fará o Enem para realizar sonho de ser advogado


No Piauí, candidatos com deficiência visual se preparam para as provas.
Entidade filantrópica desenvolve trabalhos de inclusão dos cegos.

José de Jesus perdeu a visão quando tinha 9 anos, um ano após a morte da mãe (Foto: Gustavo Almeida/G1)

Mais de 169 mil estudantes devem fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em condições especiais no próximo mês em todo o país. Um deles é José de Jesus, 29 anos, natural do município de União, a 59 km de Teresina, Norte do Piauí. Há cinco anos ele deixou a comunidade Terra Vermelha, na zona rural, e veio para Teresina estudar braile na escola da Associação dos Cegos do Estado do Piauí (Acep). José sonha em ser advogado.


José de Jesus frequenta uma escola pública da capital piauiense e à tarde participa das aulas de braile na Acep. Ele perdeu a visão quando tinha nove anos, um ano após a morte da mãe. Dez anos mais tarde ele também perderia o pai e passou a morar com a avó, mas somente em 2009 mudou-se para Teresina com o objetivo de estudar.

    

Estudante tem aulas de braile para reforçar estudos (Foto: Gustavo Almeida/G1)Estudante tem aulas de braile para reforçar estudos
(Foto: Gustavo Almeida/G1)

Ele conta que o problema visual é hereditário. “É de família, muitos parentes meus têm deficiência visual”, disse o jovem. Somente após ter vindo para Teresina é que José aprendeu a ler, porque na cidade natal não tinha ensino especializado. Faltando poucos dias para o Enem, ele afirma que está se preparando para a prova, que será feita com o auxílio de um ledor (transcritor de braile). “Uma prova de 90 questões em braile seria complicado, então é melhor com o ledor”, explicou.

Essa é a segunda vez que ele fará o Enem, mesmo assim confessa que teme a grande concorrência. “Nas questões de matemática é muito complicado para um deficiente visual”, disse. Perguntado sobre qual profissão pretende seguir, ele afirma que deseja ser advogado e quer continuar morando em Teresina. “Aqui é onde tem as melhores oportunidades. Lá [em União] as coisas são mais difíceis”, pontuou.

Acessibilidade nos ônibus rodoviários


 Foto do ônibus rodoviário com uma porta aberta ao meio e uma plataforma elevatória para cadeirantes.

O INMETRO colocou em consulta pública duas portarias sobre acessibilidade em ônibus rodoviários: a Portaria 449 trata dos Requisitos de Avaliação da Conformidade para Plataformas Elevatórias Veiculares para Veículos com Características Rodoviárias. Já a Portaria 450 estabelece prazo para o Regulamento de Avaliação da Conformidade para Fabricação de Veículos Acessíveis de Características Rodoviárias para Transporte Coletivo de Passageiros.

A portaria 450 determina que todos os veículos acessíveis com características rodoviárias destinados ao transporte coletivo de passageiros, comercializados a partir de 01 de janeiro de 2016, deverão possuir como único meio de embarque e desembarque de pessoas cadeirantes, a plataforma elevatória veicular certificada por Organismo de Certificação de Produto (OCP), estabelecido no país e acreditado pelo Inmetro.

As portarias ficarão em consulta por 30 dias (a partir da publicação 06/10), período em que as pessoas podem mandar sugestões e críticas.

Participem! Mais informações no site:http://www.inmetro.gov.br/legislacao/

Equipe que transplantou células do nariz em paralítico busca voluntários

 Da Reuters

Cientistas buscam pacientes com lesão provocada por objeto pontiagudo.
Paciente que recebeu transplante consegue andar com ajuda de armação.

 

Uma equipe de médicos que ajudou um homem paralítico a voltar a andar transplantando células de sua cavidade nasal para sua espinha dorsal anunciaram estar buscando novos pacientes para poderem demonstrar que seu avanço não foi circunstancial.

Os médicos declararam nesta quarta-feira (22) que irão procurar pela internet voluntários com lesões semelhantes à de seu paciente, o polonês Dariusz Fidyka, que ficou paralisado do peito para baixo depois de ser esfaqueado nas costas pelo ex-marido de sua companheira em 2010.

Agora ele consegue andar com a ajuda de uma armação.

“Para os próximos estágios de nossa pesquisa, precisaremos de pacientes que sofreram uma lesão na espinha dorsal causada por um objeto pontiagudo, como uma faca ou uma machadinha”, disse Wlodzimierz Jarmundowicz, neurocirurgião de Breslávia, cidade do oeste da Polônia, que fez parte da equipe polonesa-britânica que tratou Fidyka.

“A pequena luz no fim do túnel acendeu, mas precisamos repetir o procedimento em dois ou três pacientes, e aí veremos”, afirmou Jarmundowicz em uma coletiva de imprensa em Breslávia.

Site vai buscar voluntários
Os médicos planejam criar um site em polonês e outro em inglês para buscar voluntários, porém o endereço ainda não foi divulgado.

A técnica, descrita como um avanço por um estudo na publicação "Cell Transplantation", envolveu o transplante das chamadas células olfativas revestidoras para a espinha dorsal do paciente e a construção de uma “ponte de nervos” entre as duas extremidades da coluna vertebral danificada.

A pesquisa pioneira foi liderada por Geoffrey Raisman, professor do instituto de neurologia do University College de Londres, que trabalhou com cirurgiões do hospital da Universidade de Breslávia.

Cedo demais para conclusões


 

Foto mostra paciente andando com a ajuda de um equipamento, depois de receber transplante de células nasais (Foto: AFP Photo/BBC Panorama )

Entretanto, especialistas da área alertaram que o sucesso com um paciente faz com que seja cedo demais para concluir que o tratamento pode ter benefícios de larga escala. Em alguns casos, os pacientes podem perceber uma evolução significativa nas funções simplesmente por causa da reabilitação e da passagem do tempo, argumentaram.

Fidyka compareceu de cadeira de rodas à coletiva de imprensa, na qual os feitos sobre sua mobilidade restaurada foram transmitidos aos médicos em apresentações de vídeo.

Visivelmente surpreso pela enorme atenção que seu caso atraiu, ele se desculpou pela voz rouca, que atribuiu às conversas com jornalistas.

Ele lembrou como, em 2011, um ano depois de ser apunhalado, marcou sua primeira consulta com o doutor Pawel Tabakow, membro da equipe que mais tarde o tratou. “Ele ficou de cabelo em pé – não esperava um paciente com uma lesão daquela”, contou Fidyka.

“Agora consigo movimentar minha perna esquerda, tenho mais sensibilidade na direita, sinto calor e frio, funções fisiológicas e sexuais diferentes estão voltando. Poderia viver sozinho em um apartamento. Com certas modificações, poderia dirigir.”

“Há altos e baixos, mas está tudo indo na direção certa”, completou.