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Um ser humano simples com defeitos, virtudes e que a cada dia procura viver de uma forma mais coerente possível para ser feliz. Sou cadeirante desde 1977 devido a poliomielite (Paralisia infantil), blogueiro, ex Locutor do telemensagem Shalom,Palestrante, presidente da A.D.C.C.-ASSOCIAÇÃO DOS CADEIRANTES DE CARUARU, Ex bailarino,ex secretário e conselheiro do COMUD- Conselho municipal de defesa dos direitos das pessoas com deficiência, ESTUDANTE DE ECONOMIA NA UFPE CAA(Passei a emoção é inexplicável)! Primeiro cadeirante aprovado e sem cota em ampla concorrência. Membro do NACE-Núcleo de Acessibilidade da UFPE-CAA. Estudante em pesquisa de extensão em Direitos Humanos-UFPE CAA e Secretário do DA-Diretório Acadêmico do curso de Economia-UFPE,CAA

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terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Pessoas com deficiência que vivem em locais pouco propícios à inclusão estão mais propensas à pobreza e ao desemprego de longa duração


De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma em cada sete pessoas no mundo tem alguma deficiência – número que representa aproximadamente um bilhão de indivíduos. Desse total, 80% residem nos países emergentes ou em desenvolvimento e, estatisticamente, encontram mais obstáculos para se desenvolver em diferentes aspectos sociais.



Exemplos podem ser vistos nas áreas da saúde – na qual mais de 50% das pessoas com deficiência não conseguem pagar pelos serviços – e da educação – enquanto 60% das crianças completam a escola primária nos países desenvolvidos, apenas 45% (meninos) e 32% (meninas) completam essa etapa nos países em desenvolvimento.


No trabalho, as PCDs encontram duas vezes mais dificuldades para entrar no mercado. Além da baixa oferta de vagas, existe um forte índice de resistência por parte das empresas em contratá-las. É o que aponta a pesquisa “Expectativas e Percepções sobre o Mercado de Trabalho para PCDs”, realizada pela i.Social, consultoria especializada na inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, em 2017.


O levantamento, feito em parceria com a Catho, ABRH Brasil e ABRH-SP, entrevistou 1.240 profissionais de recursos humanos e constatou que 64% deles acreditam que os gestores apresentam resistência para entrevistar ou contratar candidatos com deficiência. Para Jaques Haber, diretor da i.Social e organizador da pesquisa, muitas empresas ainda têm a percepção de que os profissionais com deficiência são menos qualificados.


“O reflexo disso é que as empresas oferecem vagas com baixos salários ou pouco atrativas para este público, deixando de atrair candidatos que, de fato, sejam qualificados e possam contribuir com o crescimento da companhia. O profissional, muitas vezes, prefere ficar desempregado a aceitar um trabalho que não está dentro de suas perspectivas”, afirma.

A mesma pesquisa – que também entrevistou 1.091 pessoas com deficiência de 19 estados brasileiros – mostrou que 57% dos respondentes encontram-se desempregados e 45% não receberam ofertas de trabalho no último mês. Esse número é ainda maior, conforme dados mais recentes da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS): apenas 418.521 pessoas com deficiência trabalham com carteira assinada, o que representa menos de 1% do total de vínculos empregatícios no país (mais de 46 milhões).


Ter uma deficiência aumenta o custo de vida em cerca de um terço da renda, em média. No Brasil, existe o Benefício de Prestação Continuada, prestado pelo INSS, que garante à pessoa com deficiência de qualquer idade com impedimentos de natureza física, mental, intelectual ou sensorial de longo prazo o pagamento de um salário mínimo mensal (R$ 954,00 em 2018). No entanto, as necessidades dos brasileiros vão além deste valor.


No caso das PCDs, o ofício remunerado também é uma forma de trazer mais autonomia e independência. Mas para que o trabalho seja possível, o ambiente onde ela vive também deve ser propício à inclusão.


Um estudo recente realizado em Portugal – “Pessoas com Deficiência em Portugal – Indicadores de Direitos Humanos 2017” – mostra que o local/município/agregado onde as pessoas com deficiência vivem tem forte influência em relação aos riscos de pobreza e de desemprego de longa duração. Ou seja, deficientes que moram em locais com poucas oportunidades de trabalho e baixos salários estão mais sujeitos à exclusão e, consequentemente, à pobreza.



No Brasil, municípios com maior densidade demográfica ou que reúnem centros ou polos econômicos geralmente oferecem melhores condições para as PCDs, seja porque as oportunidades de trabalho são mais ativas ou porque as companhias situadas nestes locais costumam atender a Lei de Cotas (que obriga empresas com 100 ou mais funcionários a destinarem de 2% a 5% de suas vagas para empregados com deficiência).


Por outro lado, quem reside em cidades sem essas mesmas oportunidades tende a enfrentar o desemprego ou recorrer ao trabalho informal. O trabalho informal para profissionais com deficiência contribui para a falta de dados e estatísticas referentes a empregabilidade deste público, o que leva à invisibilidade da causa em determinados ambientes.



Conscientizar e sensibilizar chefes, gestores e profissionais de RH quanto à importância da inclusão e contratação de deficientes deve ser o primeiro passo, independentemente do tamanho, localização ou ramo de atuação da empresa. Porém, a pesquisa da i.Social mostra que 89% dos RHs declaram que faltam informações disponíveis quando o assunto é inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, e 85% afirmam ser mais difícil encontrar candidatos com deficiência em comparação aqueles sem deficiência.


“É necessário trabalhar cada vez mais no sentido de gerar informações que auxiliem e orientem os profissionais de RH na condução de ações inclusivas, só assim será possível eliminar obstáculos e focar no planejamento de políticas de desenvolvimento que melhorem a vida das pessoas com deficiência como um todo”, conclui Haber.





Via: Exame e Cantinho dos cadeirantes







segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Conheça João Lucas...


Olá! Me chamo João Lucas Amaral, atualmente moro em Arcoverde no sertão de Pernambuco a 250 km de RECIFE- PE. Tenho 18 anos, e toda minha vida foi marcada por essa intensidade de mostrar que podemos ser melhores a cada dia. Tive paralisia cerebral nível 4 decorrente de um erro médico na hora do parto, nasci de sete meses a bolsa estourou e passaram 2 dias para fazer o parto, Passando 30 dias na incubadora entre a vida e a morte. 



Minha infância sempre foi conviver com Adultos já que nunca podia brincar as brincadeiras de criança. Nós cadeirantes, pelo fato de estar numa cadeira de rodas sempre ouvimos piadas em forma de preconceito. Ainda em pleno século XXI convivemos com o preconceito, mas sempre tirei de letra o preconceito, mostrando através a minha capacidade que ninguém é incapaz, por mais que seja limitada a nossa vida. 


Em 2015 fui cuidar da minha avó junto com a minha família em Caxias do Sul – RS onde passei a maior provação de toda minha vida. Chegando lá procurei todos os colégios particulares da cidade para estudar, mas não me aceitaram por ser NORDESTINO. Mas mesmo assim, queria me impedir de realizar meus sonhos. Isso foi uma grande turbulência em minha vida. Porque nunca desistir dos meus sonhos. Tive que recorrer à secretária do município para poder estudar. Depois no final de 2015 fui convidado para participar de um projeto chamado vereador por um dia do município de Caxias do Sul – RS sempre gostei de política e sempre lutei pela igualdade e foi nessa convocação que tive a oportunidade de mostrar minha capacidade e meu potencial. Apresentei um projeto sobre acessibilidade e inclusão no âmbito do município que foi aprovado por unanimidade levando o plenário a lagrimas. Terminando o projeto fiquei sabendo do processo de seleção para estudar na escola de tecnologia da UCS. Umas das universidades mais conceituadas do sul. Ficando em 15º lugar. A prova foi feita normalmente com meu notebook. Vale salientar que a prova era igual a dos outros candidatos. Diante dessas dificuldades tento ser melhor a cada dia. 


Tenho ainda vários sonhos a ser realizados. Me formar em direito, passar no concurso de juiz e formar minha família. Enquanto vida tiver não vou parar de lutar em prol da classe cadeirante!


 Nunca desista dos seus sonhos. Esse é meu lema! 

Forte abraço aos guerreiros(a) da nossa classe!


Fonte-CANTINHO DOS CADEIRANTES

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Agora será possível declarar sua deficiência no seu RG - O QUE VOCÊ ACHA DISSO?

A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) aprovou, nesta quarta-feira (7), projeto de lei (PLS 346/2017) do senador Hélio José (Pros-DF) que permite às pessoas com deficiência o registro de sua condição na cédula e no documento nacional de identidade (DNI).


A inserção da expressão “pessoa com deficiência” na carteira de identidade só será feita a pedido do interessado. O projeto também abre a possibilidade de se especificar o tipo de deficiência, sempre a critério do cidadão. A especificação deverá seguir o parâmetro de avaliação biopsicossocial estabelecido pelo Estatuto da Pessoa com Deficiência/Lei Brasileira de Inclusão — LBI (Lei nº 13.146/2015)


O projeto estabelece ainda que a menção à deficiência na cédula de identidade terá fé pública. Mas resguarda a possibilidade de avaliação do cidadão para fins de obtenção de benefícios. As medidas contidas no projeto levarão 90 dias para entrar em vigor após sua transformação em lei.


"NÃO CONCORDO!"

Dudé Vocalista afirma não concordar com esta medida, ele diz o seguinte:


"...Inclusão significa fazer parte de algo, ser parte de alguma coisa, nas mesmas condições através de direitos e deveres como cidadãos... É o que faz nos sentir unidos num único propósito, todos juntos, sem estereótipos, sem rótulos, em busca de um único caminho que nos leve ao mesmo objetivo harmônico... Mas aqui no Brasil, existem legisladores analfabetos que criam iniciativas populistas mascaradas de inclusão e ainda há aquela parcela estúpida e demagoga da sociedade, o autointitulado ''cidadão de bem'', que aplaude esse tipo de aberração... Não, não tenho vergonha de mim mesmo, como muitos pregam por aí, tenho muito orgulho do que sou e de quem me tornei durante todos esses anos. Porém, me recuso a ter a minha deficiência constando no meu RG. E por uma razão muito simples: minha deficiência não me define, ela é apenas uma fração da minha existência e, concordem ou não, é a parte da minha vida que menos importa!"


"EU CONCORDO!"

Já Luana Sanches concorda e diz que acredita que isso facilitará a sua vida.


"..Isso é apenas algo pra desburocratizar as coisas. Invés de ter que ir ao médico e solicitar um laudo pra buscar emprego, outro laudo pra estacionamento, outro laudo pra voar, outro pro bilhete único. Vc consegue tudo isso em um único documento... Realmente não vejo nenhum problema. Pelo contrário é uma facilidade, até pq não tenho nem tempo pra correr atrás de tanto laudo..."


E VOCÊ? QUAL SUA OPINIÃO?

FONTE-SENADO


terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Quer viajar de graça? Então venha conhecer o Passe Livre!


Que tal conhecer outro estado, e até mesmo visitar um amigo na sua, ou em outra cidade de graça? Com o Passe Livre isso é possível!


O Passe Livre proporciona às pessoas com deficiência a gratuidade nas passagens de ônibus, trem ou barco, você não paga nada para viajar e nem para receber sua credencial. Caso a pessoa comprove que necessita de um acompanhante, esse direito também é estendido a um acompanhante.


Existem três tipos de Passe Livre:


Passe Livre Interestadual: Garante a gratuidade de passagens para viajar para outros estados.

Passe Livre Intermunicipal: Garante a gratuidade de passagens para viajar para outras cidades.

Passe Livre Intramunicipal: Garante a gratuidade de passagens para viajar dentro de sua cidade. 


Você pode solicitar essas três credenciais ao mesmo tempo, mas vale salientar que este benefício só é garantido para a pessoa com deficiência que tenha a renda familiar mensal per capita de até um salário mínimo. Para calcular a renda, faça o seguinte:



1°-Veja quantos familiares residentes em sua casa recebem salário, assim como lucro de atividade agrícola, pensão, aposentadoria, etc.
Some todos os valores.


2°-Divida o resultado pelo número total de familiares, incluindo até mesmo os que não têm renda, desde que compõem o grupo familiar*.
Se o resultado for igual ou abaixo de um salário mínimo, a Pessoa com Deficiência
 será considerada carente.

A solicitação dessas credencias devem ser realizadas no CRAS de sua cidade, ou na Secretaria de Assistência Social. 


FIQUE ATENTO!

As empresas devem reservar dois assentos por viagem, preferencialmente nos lugares da frente. Caso as passagens não sejam solicitadas até três horas antes da viagem, as duas vagas podem ser vendidas a outros passageiros.

A bagagem da pessoa com deficiência e os equipamentos indispensáveis à sua locomoção devem ser transportados gratuitamente e colocados em lugar adequado e acessível ao usuário.


As empresas que infringirem a Lei 8.899 estão sujeitas a penalidade de multa (de R$ 550,00 a R$ 10.500,00).



segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Diretor reconhece falhas da novela ‘O Outro Lado do Paraíso’


O diretor-geral da novela O Outro Lado do Paraíso, Mauro Mendonça Filho, deu show de sinceridade nesta quinta-feira ao comentar em uma rede social sobre a novela. Em uma sessão no Twitter, Mendonça Filho respondeu dúvidas e comentários dos espectadores do folhetim – e admitiu que a trama tem mesmo falhas.


Raquel, curada por Mercedes


O diretor-geral da novela O Outro Lado do Paraíso, Mauro Mendonça Filho, deu show de sinceridade nesta quinta-feira ao comentar em uma rede social sobre a novela. Em uma sessão no Twitter, Mendonça Filho respondeu dúvidas e comentários dos espectadores do folhetim – e admitiu que a trama tem mesmo falhas.





Estela, a vítima


Um espectador perguntou a Mendonça Filho o porquê de a personagem Estela (Juliana Caldas) ser sempre vitimizada, apesar de ter estudado e se formado nas melhores universidades do exterior. “Tá todo mundo trabalhando para melhorar isso”, respondeu o diretor.





quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Inclusão profissional traz motivação e desafios para pessoas com deficiência

Por Ccr e G1

O Brasil possui mais de 45 milhões de Pessoas com Deficiência (PCDs), o que representa cerca de 24% da população, conforme o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Porém, no mercado de trabalho elas são apenas 0,9% do total de carteiras assinadas. A notícia boa é que essa realidade vem mudando nos últimos anos graças a uma nova política de contratações das empresas.

Segundo dados de 2016 do Ministério do Trabalho, 418,5 mil PCDs estavam empregadas no Brasil, número 3,8% maior do que o registrado em 2015. Esse contingente vem crescendo ano a ano, mas quem tem alguma deficiência ainda encontra muitas barreiras para conseguir trabalhar.


Para a superintendente do Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência (IBDD), Teresa Costa d’Amaral, as empresas ainda tomam a iniciativa de contratar PCDs baseadas em questões pessoais, por terem contatos com portadores de necessidades especiais ou pela obrigação legal. A lei brasileira determina que empresas com mais de 100 funcionários reservem de 2% a 5% das vagas para PCDs.



Em geral, diz Teresa, há preconceito tanto da sociedade quanto de empresas. “Muitas vezes, as empresas não enxergam essas pessoas como profissionais qualificados”, argumenta. Ela costuma ouvir de empresários que faltam PCDs qualificados, mas argumenta que só no banco de currículos do IBDD, por exemplo, 1/3 dos cadastrados possuem ensino superior completo.



Emprego gera cidadania

O acesso à qualificação profissional é um desafio, transposto por muitos deficientes apesar dos entraves como a falta de professores qualificados, de mecanismos de acessibilidade nas instituições de ensino e de estímulos governamentais.


Mas a qualificação é fundamental para começar a trabalhar. Mais do que simplesmente garantir renda, a inserção no mercado é uma questão de cidadania para as pessoas portadoras de deficiências. “Ter um trabalho é muito importante para a cidadania. E essa dificuldade que o deficiente tem tira dele a cidadania”, aponta.



Processo seletivo igualitário



Marco Aurélio de Barros Santos, 39 anos, é um exemplo de como a inserção de PCDs não deve ser tabu. Paraplégico há 20 anos devido a um acidente automobilístico, Santos é agente em gestão de pessoas no setor de Recursos Humanos da CCR AutoBAn. Ao sofrer o acidente, poderia se aposentar, mas recusou. “Eu disse ‘pode me dar alta que vou voltar a trabalhar’”, lembra.



Para ele, o mercado de trabalho para portadores de deficiências tem melhorado no Brasil, apesar das dificuldades. Responsável pela contratação de pessoal para a empresa, Santos diz que a admissão é como a de qualquer outro funcionário. “A gente faz processos mistos, para não haver essa diferenciação. O deficiente participa como outro qualquer, sem ter a intenção de avaliar a deficiência. A gente avalia a questão profissional”, explica. Após serem contratados, os funcionários passam por um treinamento como todos os outros para que estejam aptos a cumprir suas funções.



Mais perto dos sonhos


Há 4 anos, a gaúcha Manuela Magalhães, 25 anos, decidiu que queria ser dona do próprio nariz. Para isso, ela fez um currículo e pediu para a irmã entregar em uma loja de departamentos na cidade de São Leopoldo, região metropolitana de Porto Alegre. Portadora da Síndrome de Down, ela logo foi chamada para uma entrevista e conquistou uma vaga no estoque. “Mas não gostei muito, lá ficava longe das clientes”, lembra.


Mas isso não foi um problema para Manu. Ela lutou por uma colocação melhor e hoje é atendente de loja. Com dinheiro no bolso, comemora os primeiros passos em busca de um sonho: comprar a própria casa. “Eu quero também casar, ter filhos e construir uma família, além de fazer um curso de massagem”, diz.


Manu comemora o espaço que as pessoas com Down estão ganhando no mercado. Ela conta que quase todos seus amigos portadores da mesma síndrome estão trabalhando. Alguns em outras lojas, hotéis e farmácias. “Quando a gente quer, a gente consegue trabalho. Precisamos é ter foco e buscar o que quereremos. Além de fazer um bom currículo”, orienta.


Primeiro emprego



Fernanda Bianca de Oliveira, 22, teve sua primeira oportunidade de trabalho há pouco mais de dois anos. Portadora de lesão congênita na mão direita, ela hoje atua como agente de monitoramento do Centro de Controle Operacional na CCR RodoNorte. É uma das responsáveis pelo monitoramento de problemas como acidentes, panes mecânicas, presença de objetos na pista, obras, entre outros. “Monitoro tudo o que acontece na rodovia. É preciso agilidade”, conta.

Estudante de Engenharia de Produção, Fernanda comemora a inclusão profissional de PCDs nas empresas. “É uma oportunidade para mostrar que você é capaz de trabalhar”, afirma.



Além da inserção profissional


Desde 2015, o Grupo CCR possui um Programa de Inclusão de Pessoas com Deficiência. Atualmente, o quadro de funcionários PCDs é de 344, sendo que 118 são mulheres. Desse total, 41 deles já atuam na companhia há mais de 10 anos. “Acreditamos que o grande erro é não investir no desenvolvimento desses profissionais. Entendemos que eles precisam ser estimulados, cobrados e terem acesso às oportunidades como todos os colaboradores da companhia”, comenta o Diretor de Desenvolvimento Empresarial do Grupo CCR, Antônio Linhares.


Mas inclusão não é apenas inserir pessoas no mercado de trabalho, ela passa também por incentivo a projetos culturais, artísticos e esportivos nas comunidades. É o que faz o Instituto CCR, que apoia mais de 500 iniciativas próximas das áreas de atuação da empresa, sejam iniciativas focadas em pessoas com deficiência ou não. “Promover inclusão é promover desenvolvimento sustentável. E esse é exatamente o foco do Instituto CCR: a geração de transformações sustentáveis nas comunidades onde estamos presentes”, explica a Gestora do Instituto CCR, Marina Mattaraia.


Dos projetos ligados a pessoas com deficiência, um exemplo é TQT – Teclas que Transformam – Inclusão e Acessibilidade, do Grupo de Apoio NISFRAM, que será apoiado em 2018 pelo Instituto CCR. Seu foco são recrutamento e seleção de pessoas com deficiência para empresas.

FONTE- CCR E G1