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Um ser humano simples com defeitos, virtudes e que a cada dia procura viver de uma forma mais coerente possível para ser feliz. Sou cadeirante desde 1977 devido a poliomielite (Paralisia infantil), blogueiro, ex Locutor do telemensagem Shalom,Palestrante, presidente da A.D.C.C.-ASSOCIAÇÃO DOS CADEIRANTES DE CARUARU, Ex bailarino,ex secretário e conselheiro do COMUD- Conselho municipal de defesa dos direitos das pessoas com deficiência, ESTUDANTE DE ECONOMIA NA UFPE CAA(Passei a emoção é inexplicável)! Primeiro cadeirante aprovado e sem cota em ampla concorrência. Membro do NACE-Núcleo de Acessibilidade da UFPE-CAA. Estudante em pesquisa de extensão em Direitos Humanos-UFPE CAA e Secretário do DA-Diretório Acadêmico do curso de Economia-UFPE,CAA

Tradução

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

AGORA É LEI: LAUDO MÉDICO QUE ISENTA DO IPVA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA NÃO SERÁ MAIS EMITIDO PELO DETRAN


O laudo médico necessário para garantir a isenção do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) para pessoas com deficiência e autismo não será mais emitido pelo Detran. É o que determina a Lei 7.552/17, de autoria dos deputados Comte Bittencourt (PPS) e Luiz Paulo (PSDB), sancionada pelo governador Luiz Fernando Pezão e publicada no Diário Oficial desta segunda-feira (17/04). O texto, que modifica a Lei 2.877/97, define que o laudo deverá ser emitido por prestadores de serviços de saúde públicos ou particulares, quando conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS).
De acordo com o deputado Comte, o Detran não tem corpo técnico nem estrutura para realizar esses exames – apenas um posto do órgão emite os laudos. “Os processos estão todos atravancados há anos, tirando das pessoas um direito já previsto pelo legislador. Estamos apenas mudando essa questão do atestado médico. As pessoas com direito a essa gratuidade, poderão apresentar um atestado médico do sistema público de saúde, e não mais do Detran”, explicou.

Fonte-Jus Brasil

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Bolsonaro defende patrocínio no esporte para portadores de deficiência

                                                              Foto: Presidência da República/Agência Brasil
O presidente Jair Bolsonaro defendeu nesta terça-feira (12), no Twitter, o investimento, por meio de patrocínio da Caixa Econômica Federal, em atletas portadores de deficiência. “A inserção social de deficientes por meio do esporte é mais uma das frentes de investimento do novo Brasil que almejamos”, diz a mensagem.

O vídeo compartilhado junto com a mensagem mostra que o projeto Caixa Mais Brasil visitou Rio Branco, no Acre, onde os atletas com deficiência treinam num Centro de Iniciação ao Esporte financiado pelo banco.

O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, disse que a instituição pretende mudar a política de investimentos, dando prioridade ao esporte de base e de grupos comunitários, em vez de grandes clubes.

Via Folha de PernambucoO presidente da Caixa, Pedro Guimarães, disse que a instituição pretende mudar a política de investimentos, dando prioridade ao esporte de base e de grupos comunitários, em vez de grandes clubes.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Como lidar com autistas em sala de aula

O acesso de uma criança autista à escola é um direito garantido por lei. Mas para essa experiência seja realmente inclusiva, é importante que a escola e o educador estejam bem preparados e informados.

Tecnicamente o autismo hoje é chamado de Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). Ao tratar essa condição de saúde como "espectro", a ciência evidencia o fato de que não existe um único tipo de autismo: ao contrário, há tantos níveis diferentes de comprometimento que sua manifestação em cada pessoa é tratada como única.

Em geral, entretanto, pessoas que se enquadram no espectro têm três importantes áreas do desenvolvimento humano afetadas : as habilidades socioemocionais, a atenção compartilhada e a linguagem.



INFÂNCIA

Durante a infância, a manifestação mais evidente do autismo está no comportamento da criança. Ainda bebê, é possível notar alguns sinais, como por exemplo um olhar mais distante do que o habitual, uma certa apatia. Outro indicador é a criança se mostrar incomodada por algum som específico ou pelo toque de outra pessoa. O maior sinal, entretanto, é uma grande falta de interesse por situações sociais, em geral, uma vez que a socialização é a parte mais afetada



ROTINA

Para se sentir confiante a participar do ambiente escolar, a criança autista precisa que a escola estabeleça para ela sequências de ações, rotinas. É importante que o autista perceba cada parte da rotina. Grande parte dos autistas tem dificuldade de comunicação e, quando este é o caso, a escola pode trabalhar com os livros adaptados que, com figuras de rotinas e ações, ajudam o autista a se comunicar. Claro que há outros recursos e estratégias. Cada criança tem suas próprias características e necessidades. Um caso pode ser diferente do outro porque também há graus diferentes de autismo (leve, médio e moderado). O grau leve é mais difícil de detectar na infância e tem uma forma de lidar totalmente diferente dos níveis de comprometimento médio ou moderado. Existem escolas especiais para esta condição, mas o convívio em classes regulares deve ocorrer logo de início, mesmo que com menor tempo de permanência na escola.



AMIZADES

O autista tem dificuldade em ter amizades, mas elas são importantes para ele. O problema, na verdade, é que ele não consegue compreender alguns aspectos que fazem parte dos laços de amizade. É comum que o autista mantenha pouquíssimos amigos em ambiente escolar ou de trabalho. Para que o autista tenha relações de amizade é preciso que sinta empatia, afinidade com a pessoa, que os laços de amizade sejam muito fortes. Mesmo assim, quando uma outra pessoa, com menor afinidade, entra em seu grupo de convívio, ele tende a se fechar, pois não consegue encontrar facilmente situações comunicativas com a pessoa "nova". Ele precisa conhecer e se acostumar com suas amizades. Embora a socialização seja difícil, o autista sente, dentro de si, a necessidade de convívio, especialmente no grau leve. Nos graus médio e moderado é importante a presença de amigos, mas o tipo de necessidade é um pouco diferente, pois as perspectivas sociais também são distintas. De qualquer forma, é de grande importância que o autista tenha amizades, porque ele precisa de convívio social. Apesar de ser difícil para ele, o autista precisa aprender como funcionam relações entre as pessoas e, sem as amizades, isso fica quase impossível.



LIDANDO COM O PRECONCEITO

Grande parte das pessoas acaba tendo realmente preconceitos em relação ao autista por não saber lidar com aqueles comportamentos considerados estranhos. É importante ensinar o autista a lidar com situações diversas em relação às pessoas que o cercam, especialmente estas, com maiores preconceitos. Para ensinar, é preciso fazê-lo, primeiramente, entender o ponto de vista das pessoas. Muitas vezes, o autista vê o comportamento mas não entende o motivo de ele acontecer. Dependendo da situação, o autista nem percebe o preconceito. Uma grande dificuldade para quem está no espectro é a leitura de emoções e sentimentos. Para compreender e lidar com as situações, ele precisa aprender a ler sinais de emoção ou de sentimentos das pessoas que os cercam. Além de entender estas emoções, necessita saber o que deve fazer quando as percebe. Se sofre um preconceito, precisa aprender a identificar e receber instruções sobre como lidar com cada situação. Quando alguém usa tons mais altos de voz e está com determinadas feições mudadas, por exemplo, o autista pode estar diante de uma situação de agressividade com ele. Ele precisa ser orientado a permanecer calmo, explicar que tem dificuldade para fazer tal coisa e apenas precisa que a pessoa lhe explique melhor ou perguntar por qual motivo a pessoa está agindo daquela maneira para que ele possa entender e ajudar. Para que a criança no  espectro compreenda partes de indícios sociais, especialmente os não verbais, pode ser interessante o uso de fotos para explicar feições, pois o visual é importante para o autista.



TALENTOS

Existem casos em que pessoas autistas ficaram conhecidas por sua inteligência acima da média, comportamento autodidata, desenvolvimento de talentos especiais para música ou grande facilidade com números. Nesse caso, a família e a escola podem estimular o aprimoramento da pessoa no espectro.

Este é o caso do autismo leve ou do tipo Asperger, comentado anteriormente. O autista consegue ter pouca, mas alguma sociabilidade. Este tipo de autismo costuma ter focos durante a vida, fixações. Geralmente o Asperger tem um interesse grande por um determinado tema e se aprofunda demais nele, o que as outras pessoas identificam como comportamento autodidata. Por se interessar e buscar informações para este tema, acaba criando formas pessoais e extremamente estruturadas de estudo que são muito interessantes de serem analisadas. Com isso, acabam tendo maior facilidade de estudo, mas não quer dizer que serão bons em tudo. Acontece de serem muito bons nas áreas de seu interesse, embora consigam lidar bem com as demais.

A família pode incentivar estimulando a criança com várias fontes diferentes onde poderá encontrar informações sobre seu tema de interesse e também mostrar à criança novos temas que podem ser relacionados. Desta forma, consegue ampliar seu campo de interesse. A escola pode utilizar as estratégias de estudo criadas pela criança para estudar também matérias que não estão no foco dessa criança. Deve estimular seu convívio social, para que a criança possa ampliar conhecimentos. Embora tenha dificuldade em se relacionar, as amizades também são importantes para seu estímulo, porque podem aprender a partir do convívio, trazendo novas informações para seu "mundo". Caso seja possível, é interessante matricular a criança em cursos relacionados à suas área de interesse maior, para que ela possa se desenvolver também com profissionais que tenham maior conhecimento sobre o assunto.

Uma equipe multidisciplinar, composta por vários profissionais que tenham conhecimento das características do autismo, pode ajudar a família a lidar com todas as particularidades do autista, inclusive os talentos natos.



FAMÍLIA, CUIDADORES E QUALIDADE DE VIDA

Pais e cuidadores devem compreender e aceitar que o indivíduo autista consegue aprender e tem a possibilidade de se desenvolver, mas precisará de estímulos diferentes das outras pessoas. As mais preciosas dicas são: leia muito sobre o assunto e observe como o indivíduo se comporta. Observar como a pessoa no espectro trabalha com rotinas pessoais é o que dá acesso à compreensão de seus comportamentos. É importante salientar que, embora o autista não tenha um comportamento social comum, ele tem dificuldade em lidar com situações nas quais as pessoas fazem coisas que ele considera erradas. Conversar com o autista, mesmo que ele não dialogue totalmente da forma como esperada, ajuda muito a compreender os motivos pelos quais ele faz determinadas ações. Ele sempre mostrará um comportamento que dará dicas de como lidar com as situações.



BEM-ESTAR GARANTIDO

Existem alguns indicadores de que educadores, família e cuidadores estão no caminho certo para garantir o bem-estar da pessoa no espectro. É preciso sempre incentivar suas habilidades, procurar não expor o indivíduo a situações sociais nas quais ele não se sinta confortável (com o tempo, o autista aprende sozinho a lidar com situações de exposição), conversar com ele sobre as situações que percebemos ter gerado desconforto nele, procurar auxílio de profissionais que possam ajudar na orientação de como lidar com o transtorno, não forçar situações sociais que podem parecer comuns para pessoas fora do espectro (como forçar a criança a cumprimentar estranhos em situações de exposição).

O convívio familiar é também uma situação social. É um lugar de segurança para o autista, no qual ele pode aprender sobre os comportamentos da vida social, mas em menor escala. É preciso estimular as situações de conversa, deixando o autista seguro em relação ao ambiente. Todos os familiares devem respeitar os limites da criança autista e procurar compreender que terá respostas diferentes dos demais membros da família para determinadas situações.



SEMPRE A ROTINA

Ter rotina ou fazer ações em etapas ajuda muito o autista tanto em casa quanto na escola ou no trabalho. Criar rotinas para a criança dentro do ambiente familiar ajuda-a a se sentir mais confortável, deixando-a mais tranquila e segura e trazendo maior equilíbrio para o ambiente. A rotina é pessoal do autista, mas deve ser construída ao longo da vida e para isto é interessante que os familiares possam contribuir com as primeiras rotinas. No trabalho, não forçar situações sociais nas quais o autista não queira participar e compreender que ele precisa sim das relações sociais na interação com colegas, mas se mostrará mais calado com colegas com os quais não tem tanta intimidade.



Por Janaína Spolidorio

Designer de atividades pedagógicas, Janaína Spolidorio é formada em Letras, com pós-graduação em consciência fonológica e tecnologias aplicadas à educação e MBA em Marketing Digital. Ela atua no segmento educacional há mais de 20 anos e atualmente desenvolve materiais pedagógicos digitais que complementam o ensino dos professores em sala de aula, proporcionando uma melhor aprendizagem por parte dos alunos e atua como influenciadora digital na formação dos profissionais ligados à área de educação.

sábado, 9 de fevereiro de 2019

Artesã cria bonecas que retratam crianças com deficiência


Coleção ‘Amigos da Inclusão’ tem bonecos com algum tipo de deficiência: motora, visual, auditiva


A artesã Cristiane Mendonça faz bonecas. Bonecas de verdade. Aquelas de pano, de cabelos de fio, que vão sujando à medida que a infância vai chegando ao fim. Aquelas de pernas compridas, que podem ser levadas para qualquer lugar. Feitas à mão, uma nunca é igual a outra. São únicas. Exatamente como nós.

Um dia, Cristiane recebeu um pedido especial de uma amiga. Ela gostaria que a artesã fizesse um boneco para Guilherme, seu filho, portador de síndrome de Down e autista. A mãe queria que o filho pudesse se ver reproduzido em um boneco de pano.

Quando estava pronta a encomenda, ela foi entregá-la pessoalmente e levou junto sua filha, Sofia. Mas quando chegou lá e percebeu a reação da menina, se deu conta que não tinha conversado antes com ela. Sofia não parava de olhar para Guilherme porque nunca antes tinha encontrado uma criança com síndrome de Down.

Fonte-Conexão Planeta

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Governo quer rever benefício dado a pessoas com deficiência


O governo prevê abrir mão de R$ 14,3 bilhões em receitas neste ano para isentar de impostos a compra de veículos por pessoas com deficiência e os valores recebidos como aposentadoria por indivíduos com doenças graves. O valor tem crescido nos últimos anos, o que acendeu a luz amarela na equipe econômica e fez com que essa renúncia entrasse na mira devido às suspeitas de fraudes nesses benefícios.

O mecanismo de isenção hoje é considerado frágil: basta um laudo de médico do SUS. E já há decisões judiciais permitindo que médicos da iniciativa privada assinem o documento.


É por isso que o governo Bolsonaro inseriu na Medida Provisória 871, que lançou uma série de iniciativas para combater irregularidades em benefícios, um dispositivo que amplia o poder dos peritos médicos do INSS para reavaliar isenções.

No caso da isenção de Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) sobre aposentadorias e pensões recebidas por pessoas com doença grave ou vítimas de acidente no trabalho, a conta era de R$ 7,9 bilhões em 2013, segundo a Receita Federal. Esse valor chegou a R$ 12,8 bilhões no ano passado e deve alcançar R$ 13,9 bilhões em 2019. Em seis anos, um crescimento de 75,4%.

Para técnicos do governo, o maior problema é que a Justiça está estendendo a isenção a pessoas que ficam doentes, mas continuam trabalhando. Pela regra, esse grupo precisa continuar pagando Imposto de Renda, já que o benefício vale apenas para aposentadorias por invalidez, pensões ou reformas (no caso de militares).

O vice-presidente da Associação Nacional dos Médicos Peritos (ANMP), Luiz Argolo, afirma que não há controle efetivo sobre essas isenções e que a judicialização agrava o quadro ao conceder o benefício a quem não tem direito. "A pessoa se torna isenta, e (o governo) se esquece dessa pessoa por 10, 15 anos. O Estado precisa ter um controle", defende.


Aquisição de veículos


Na zeragem do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para a aquisição de veículos por pessoas com deficiência, o valor da renúncia é menor (passou de R$ 199,9 milhões em 2013 para R$ 376,5 milhões em 2019), mas o benefício é ainda questionado pelo governo. Segundo os técnicos, há casos de decisões judiciais que concedem a isenção para quem tem pequenas próteses ou para familiares de quem tem a deficiência.


Além disso, não há teto para o valor do veículo - na prática, é possível comprar até mesmo carros de luxo sem pagar IPI, apenas tendo em mãos a declaração de pessoa com deficiência. A única exigência é de que seja um carro básico, mas as próprias concessionárias já oferecem kits de acessórios com rádio, maçaneta cromada, câmera de ré, entre outros artigos.

"Conversamos com a equipe de uma montadora. Eles nos avisaram sobre a aquisição de veículo com isenção de IPI. A gente já tinha uma noção pelo tamanho da renúncia tributária, mas está fora do normal", disse o secretário de Previdência do Ministério da Economia, Leonardo Rolim, em recente entrevista ao "Estadão/Broadcast".

A ANMP diz que, nos últimos dois anos, houve crescimento de 346% na compra de veículo com renúncia fiscal. "Isso não pode ser normal", afirma Argolo. Procurada, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) não retornou os pedidos de entrevista.

O governo tem estudos para limitar o valor dos veículos com isenção de até R$ 70 mil, a exemplo do que já existe nos Estados (que zeram o ICMS sobre os automóveis). Também existe a ideia de ampliar de dois para quatro anos o período mínimo de carência até que o beneficiário seja novamente elegível à isenção na troca do veículo.

Fonte: Terra



Com nova Previdência, idosos de baixa renda vão receber menos que um salário mínimo


BRASÍLIA - O governo Jair Bolsonaro pretende criar regras diferenciadas para o público que hoje recebe o Benefício da Prestação Continuada (BPC), concedido a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda. A principal mudança é que o valor do pagamento não ficará atrelado ao salário mínimo como é hoje.

Essa medida foi a que teve pior repercussão entre os parlamentares no Congresso Nacional, após a divulgação da minuta da reforma da Previdência com exclusividade pelo Broadcast. Deputados e senadores já avisam que uma medida como essa não passa no plenário das duas Casas. A avaliação é de que a ideia penaliza a população que hoje já sofre para conseguir se sustentar.


O ex-presidente Michel Temer também tentou propor a possibilidade de pagar benefícios assistenciais abaixo do salário mínimo, mas foi um dos primeiros pontos a cair em meio às negociações com os parlamentares. No governo, a percepção é de que não se pode atrelar o salário mínimo, que estabelece a remuneração básica do trabalhador, à assistência, cujo pagamento não requer nenhuma contribuição.

Para tentar vencer as resistências, a equipe econômica propõe uma idade menor que a atual, de 65 anos, para que os mais pobres comecem a receber o benefício assistencial. Pessoas “em condição de miserabilidade” e que não tenham conseguido contribuir à Previdência pelo tempo mínimo exigido para a aposentadoria receberão R$ 500,00 a partir dos 55 anos. O valor aumenta para R$ 750,00 a partir dos 65 anos.

Haverá ainda um benefício extra para pessoas acima de 70 anos e que tenham contribuído por ao menos dez anos ao INSS. Esse período é insuficiente para pedir aposentadoria, mas vai garantir um adicional de R$ 150,00.

Para pessoas com deficiência e sem condição de sustento, esse pagamento será maior, de R$ 1 mil. Posteriormente, uma lei complementar poderá estabelecer outros critérios para a concessão de todos esses benefícios.

Em todos os casos, será preciso comprovar renda mensal per capita familiar do requerente, que deverá ser inferior a um quarto de salário mínimo. Não será possível acumular esse benefício com outro pagamento assistencial.




FONTE-ESTADÃO

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Pernambucano com paralisia cerebral se forma em ciência da computação


Desafio e superação são as palavras que definem a trajetória do pernambucano Marcelino Oliveira, de 27 anos. Com paralisia cerebral, ele acaba de se formar em ciência da computação na Faculdade dos Guararapes, em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. A realização é um sonho pessoal e um orgulho para a família. 


Marcelino nasceu com paralisia, não anda e tem pouca coordenação motora, mas não tem dificuldade para aprender coisas novas. Mexendo apenas os dedos da mão esquerda, ele estuda e também domina partidas de futebol no videogame, o que adora fazer no seu tempo livre.



Depois que terminou o ensino médio, Marcelino decidiu que queria ingressar na universidade. A nova fase foi bem recebida pelos pais, que morava em Olinda e se mudou para o Recife para ficar mais perto da faculdade do filho.


"Aquela caminhada todos os dias, de levar ele até a faculdade, de pedir ajuda onde fosse necessário lá foi muito importante para nós, foi um ponto de apoio muito grande", conta a mãe do jovem, a professora aposentada Maria Zilda de Oliveira.

Como ele não articula bem as palavras e não digita com rapidez, a faculdade disponibilizou um intérprete para ajudá-lo. As avaliações eram feitas em casa e ele nunca ficou em recuperação. Foram quatro anos de aulas e de estágio até, finalmente, chegar o grande dia da colação de grau.


"A vida de Marcelino é movida a desafios. Uma sequência de desafios. Fomos por etapas, ele topando e eu incentivando 'nós vamos vencer, vamos chegar lá'. E nós chegamos. É uma realização para nós também, que tínhamos como objetivo o sucesso dele. Ele está caminhando, está alcançando e é uma realização total para toda a família", afirma o pai do jovem, o advogado Marcos Tavares de Oliveira.

Mas engana-se quem pensa que Marcelino vai parar por aí. O próximo passo já está traçado: cursar a pós-graduação no Porto Digital, a maior empresa de tecnologia do estado.

FONTE-G1 PE