Quem sou eu

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Um ser humano simples com defeitos, virtudes e que a cada dia procura viver de uma forma mais coerente possível para ser feliz. Sou cadeirante desde 1977 devido a poliomielite (Paralisia infantil), blogueiro, ex Locutor do telemensagem Shalom,Palestrante, presidente da A.D.C.C.-ASSOCIAÇÃO DOS CADEIRANTES DE CARUARU, Ex bailarino,ex secretário e conselheiro do COMUD- Conselho municipal de defesa dos direitos das pessoas com deficiência, ESTUDANTE DE ECONOMIA NA UFPE CAA(Passei a emoção é inexplicável)! Primeiro cadeirante aprovado e sem cota em ampla concorrência. Membro do NACE-Núcleo de Acessibilidade da UFPE-CAA. Estudante em pesquisa de extensão em Direitos Humanos-UFPE CAA

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Projeto 'São João com Acessibilidade' abre inscrições para voluntários em Caruaru

Estão abertas as inscrições para voluntários que tenham interesse em trabalhar no projeto "São João com Acessibilidade", em Caruaru, no Agreste de Pernambuco. O prazo para inscrições segue até o sábado (27). É preciso que os interessados se dirijam até o Centro de Atendimento às Pessoas com Deficiência, que fica na Rua Deolindo Tavares, número 191, bairro Maurício de Nassau. O horário de atendimento é das 8h às 15h. É preciso ter mais de 18 anos e levar RG e CPF.

Os voluntários irão trabalhar quatro horas por noite durante a programação do São João de Caruaru, que vai de 3 a 29 de junho. O objetivo do projeto é fortalecer e sensibilizar a sociedade pernambucana sobre a importância da garantia dos direitos e da cidadania dos idosos e pessoas com deficiência.

Também no sábado (27) será feita a convocação dos inscritos que deverão comparecer ao Centro de Apoio às Pessoas com Deficiência para reunião de capacitação a partir das 15h. Eles irão receber orientações de como lidar com o público em questão. Serão disponibilizados certificados aos envolvidos no projeto.

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (81) 3701-1885.
Fonte-G1 Caruaru e região

Entra em vigor lei que exige equipamentos adaptados a pessoas com deficiência

Os equipamentos públicos de lazer, como parquinhos e praças deverão ser adaptados para pessoas com deficiência. A determinação está na lei (Lei 13.443/17) que alterou a Lei da Acessibilidade (Lei 10.098/00).
A nova lei, que entrou em vigor na semana passada, determina que cada brinquedo e equipamento de lazer existentes devem ser adaptados e identificados, tanto quanto tecnicamente possível, para possibilitar a utilização por pessoas com deficiência visual ou com mobilidade reduzida. A proposta foi aprovada pela Câmara no fim de março.
Peso da deficiência

relatora da proposta na Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência, deputada Zenaide Maia (PR-RN), destacou a importância das brincadeiras no desenvolvimento das crianças.
"O Estado e a população podem, sim, reduzir o peso da deficiência, porque se eu tenho uma deficiência de locomoção, sou um cadeirante, mas se onde eu for eu tiver acessibilidade aquilo deixou de ser uma deficiência para mim porque eu faço o mesmo que o outros que não têm fazem", afirmou a parlamentar.
Custos
Em relação à adaptação dos equipamentos de lazer, Zenaide Maia afirmou que é preciso arcar com os custos para que haja a inclusão de todas as pessoas nos espaços públicos.
Segundo o IBGE, 45,6 milhões de brasileiros tem ao menos um tipo de deficiência, o que corresponde a 23,9% da população.
Reportagem – Karla Alessandra 
Fonte-http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/DIREITOS-HUMANOS/534937-ENTRA-EM-VIGOR-LEI-QUE-EXIGE-EQUIPAMENTOS-ADAPTADOS-A-PESSOAS-COM-DEFICIENCIA.html

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Mãe dá apoio ao filho com paralisia cerebral, ele se forma engenheiro e entra em Harvard



Quando Zou Hongyan deu à luz seu filho único em 1988, complicações no parto o deixaram com paralisia cerebral. Médicos de sua província, Hubei, a encorajaram a desistir da evolução da criança, uma visão que até mesmo seu próprio marido compartilhava, já que todos acreditavam que o menino teria uma vida complicada e “sem valor”.

Zou, no entanto, rejeitou de todas as formas a ideia de desistir, divorciou-se do pai de Ding Ding e ganhou uma nova missão na vida: tratar e apoiar seu filho, quando ninguém mais acreditava nele.

A chinesa trabalhava em até três empregos simultaneamente para sustentar a pequena família, incluindo estudar e participar de treinamentos de vendas de seguro. Enquanto tudo isso acontecia, ela desenvolvia jogos cerebrais que estimulassem os sentidos de Ding Ding, que serviam para a solidificar a inteligência do garoto.

Ela também o ensinou a comer com hashis, os tradicionais palitinhos de madeira orientais, mesmo com todas as dificuldades motoras de Ding Ding.
“Eu não queria que ele se sentisse envergonhado por ter esses problemas físicos. Porque ele tinha habilidades inferiores em muitas áreas, eu era muito rigorosa com ele para que trabalhasse duro e conseguisse melhorar as áreas que tinha dificuldade”, disse Zou ao South China Morning Post.


Vinte e nove anos se passaram e agora Ding Ding é graduado pela Universidade de Pequim com um diploma de bacharel em Ciências ambientais e Engenharia. E para completar, ele foi aceito em Harvard, onde estudará Direito.

Fonte-Vírgulo.uol


quinta-feira, 11 de maio de 2017

SP TEM DELEGACIA ESPECIALIZADA EM ATENDER PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

Uma delegacia que atende pessoas com diferentes graus de deficiência e que mantém um centro de apoio para, se necessário, encaminhar quem a procura para serviços públicos especializados. Essa é a 1ª Delegacia de Polícia da Pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo, que tem por objetivo promover, além do tratamento policial, um trabalho assistencial associado à rede pública de assistência.


Resultado de uma parceria entre a Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Governo do Estado de São Paulo e Secretaria da Segurança Pública, a delegacia, criada em 2014, atendeu, no ano passado, 190.724 boletins de ocorrências, envolvendo 10.920 vítimas com algum tipo de deficiência, número 28,8% abaixo do registrado em 2015 e que não indica necessariamente redução da violência, mas do registro formal de ocorrências.

A Delegacia de Polícia opera com um sistema diferenciado, ao manter uma equipe mista de policiais e um Centro de Apoio Integrado composto por uma equipe multidisciplinar composta por assistentes sociais, psicólogos, intérpretes de Libras e sociólogos.


A responsável pelo Centro de Apoio, Rosália Peres Gonçalves, conta que atende muitas pessoas com deficiência auditiva, que procuram a delegacia não apenas para registrar boletins de ocorrência, mas para pedir ajuda para traduzir um texto ou ler uma carta que receberam. “Na delegacia, eles são recebidos por profissionais que se comunicam com eles por meio da linguagem de Libras”.


O Centro de Apoio acompanha caso a caso e, se necessário, encaminha a pessoa para outros serviços. No ano passado, foram realizados 924 atendimentos pela equipe multidisciplinar e encaminhados 149 usuários a diversos tipos de serviços públicos.

A delegada responsável pela Delegacia de Polícia, Samanta Rihbani Conti, afirma que o Centro de Apoio tem acesso a toda a rede social da cidade e que, muitas vezes, as pessoas necessitam de atendimento médico ou hospitalar. Visitas às residências também são feitas em alguns casos para a melhor compreensão da dinâmica familiar e social do atendido.

Em 2016, foram feitas 66 visitas familiares com esse objetivo e 40 visitas compartilhadas com a equipe policial para acompanhamento dos casos com inquéritos policiais e denúncias recebidas pelo Disque Denúncia.


A maior parte das pessoas com deficiência no estado de São Paulo apresenta deficiência física (45,7%), seguidas por pessoas com deficiência intelectual (23%) e deficiência auditiva (13,2%). Mas a delegacia especializada atende um maior número de pessoas com deficiência auditiva. As principais denúncias estão relacionadas a ocorrências de furto (11,6%), ameaça (11,5%), roubo (11,3%) e lesão corporal (8,5%).


A equipe policial da 1ª Delegacia da Pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo e os profissionais do Centro de Apoio participam de diversostreinamentos proporcionados pela Academia de Polícia, para jovens policiais. Cerca de 1.300 policiais já passaram pelos cursos.

As denúncias de crimes contra pessoas com deficiência são repassadas para a delegacia pelo serviço do Disque 100, da Secretaria Nacional de Direitos Humanos.


serviço

Delegacia de Polícia da Pessoa com Deficiência
Atende de segunda a sexta-feira, de 9h às 18h
Rua Brigadeiro Tobias, 527 – Térreo
Próximo da Estação Luz do Metrô – Linhas Amarela e Azul
Tel.: (11) 3311-3380/ 3311-3381/3311-3383



O que a palavra "deficiente" significa para você?

Por Carol


Todo domingo a noite, eu me dedico a pesquisar matérias diferentes para postar aqui no Cantinho, e uma coisa que me deixou bem abalada foi o que eu encontrei quando pesquisei a palavra "deficiente". 

Olhe só o que eu achei:

Sinônimo de deficiente
Que tem alguma imperfeição:
1 fraco, defeituoso, malfeito, falho, imperfeito, defectivo, errado.


Horrível, né? Só que, mais horrível ainda é saber que tem gente que pensa assim. 

A palavra deficiente também não é a mais correta, mas ela é muito usada para se referir às pessoas com deficiência. 

Quando que as pessoas vão aprender que aquilo que é fraco, defeituoso, imperfeito se chama INEFICIENTE e não, deficiente?!


Já pensou se alguma criança vai fazer um trabalho de escolha, pesquisa "deficiente" e encontra tudo aquilo? Ela vai começar a pensar que toda pessoa com deficiência é daquele jeito que tá escrito !

Eu não sou uma pessoa defeituosa, e garanto que você também não se acha uma pessoa fraca. Nós somos pessoas, que tem uma deficiência, mas isso jamais deve nos definir. 


Antes de qualquer coisa, somos pessoas, homens, mulheres, estudantes, donos de casa, atletas, pais, mães... 


Quando alguém pede para que eu me apresente, eu digo que sou a Carol, mulher, estudante, blogueira e futura Assistente Social...Não sou fraca, não sou defeituosa, malfeita, falhada, imperfeita... EU SOU A CAROL!


Mas como que vamos fazer para mudar esse pensamento das pessoas? A forma mais viável, é fazer isso que estamos fazendo: conversar sobre o assunto e também corrigir alguém que cometer este tipo de erro.  

Pode até levar alguns anos para a sociedade nos enxergar de maneira diferente, mas enquanto isso, vamos tentando ensinar essa gente que o que é defeituoso, é o preconceito deles! 


E agora... o que a palavra "deficiente" significa para você? 

Fonte-Cantinho dos cadeirantes

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Debatedores criticam aumento do tempo de serviço para deficiente na reforma da Previdência

A situação dos deficientes na reforma da Previdência foi debatida em comissão permanente da Câmara dos Deputados.


Um dos pontos da reforma (PEC 287/16) que foi duramente criticado foi o aumento do tempo de serviço para pessoas com deficiência, dos 15 anos atuais para, no mínimo, 20 anos, tempo que, segundo a médica Ana Cláudia Brandão é incompatível com a condição de vida dessas pessoas.
Ana Cláudia informou que a expectativa de vida para pacientes com síndrome de down, considerada uma deficiência, leve é de 53 anos, mas aos 40 anos muitos deles já apresentam sintomas de Alzheimer. "A expectativa de vida é menor, o tempo de trabalho é menor e as co-morbidades vão agravar o estado de saúde e provavelmente não chegarão à idade proposta", afirmou.

Derrubar alterações A deputada Rosinha da Adefal (PTdoB-AL) diz que ainda é preciso derrubar as alterações relativas ao tempo de serviço exigido para que pessoas com deficiência se aposentem.

"A Lei Complementar 142 trazia a graduação da deficiência leve, moderada ou grave, a diminuição de tempo de contribuição e também de idade para aposentar, visto que o nosso corpo não tem a mesma condição laborativa – falando em anos – que uma pessoa que não tenha nenhuma limitação”, observou a deputada.
“Corrigiu-se uma injustiça, porque as pessoas trabalhavam anos, provavam que não são inválidas e se aposentavam por invalidez. E a reforma da Previdência vem trazendo uma proposta que altera todos esses anos, o período de contribuição e período da idade", acrescentou.

Idade mínima 

Outros pontos que precisam ser alterados, segundo os participantes da audiência, é o aumento da idade mínima para que o idoso receba o Benefício da Prestação Continuada de 65 para 68 anos e a possibilidade de que a pessoa com deficiência possa receber integralmente as pensões tanto do pai quanto da mãe.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Mulher com paralisia cerebral se forma em pedagogia na UFSC

Kamila Silva Pereira, de 29 anos, superou as dificuldades de locomoção e fala decorrentes de uma paralisia cerebral e formou-se em Pedagogia na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis. Para chegar até a universidade, foram anos de dedicação e amor da mãe, como mostrou nesta terça-feira (25) o Jornal do Almoço (veja no vídeo acima).

Maria Jordelina da Silva sempre apoiou o desenvolvimento da filha. "Ela sempre desejou estudar e ser professora", lembra. Maria acompanhou Kamilla em todas as etapas da vida, da reabilitação a escola. Elas chegaram a pegar seis ônibus por dia juntas.

"A minha mãe, com todo o amor, lutou por mim. E hoje eu tô aqui me formando", conta Kamila. Na cerimônia de formatura, ela foi a primeira a entrar. "Eu quero dizer só uma coisa: é só acreditar e buscar o seu objetivo. Eu fui atrás e consegui", disse emocionada, com o canudo na mão.

Fonte-G1 SC