Quem sou eu

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Um ser humano simples com defeitos, virtudes e que a cada dia procura viver de uma forma mais coerente possível para ser feliz. Sou cadeirante desde 1977 devido a poliomielite (Paralisia infantil), blogueiro, ex Locutor do telemensagem Shalom, presidente da A.D.C.C.-ASSOCIAÇÃO DOS CADEIRANTES DE CARUARU, Ex bailarino,ex secretário e conselheiro do COMUD- Conselho municipal de defesa dos direitos das pessoas com deficiência,e AGORA ESTUDANTE DE ECONOMIA NA UFPE(Passei a emoção é inexplicável)! Primeiro cadeirante aprovado e sem cota em ampla concorrência. Integro a comissão de Acessibilidade UFPE

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Pai de menino autista registra emoção do filho ao ver show do Coldplay

O mexicano Luiz Vázquez compartilhou o vídeo do seu filho autista assistindo a banda favorita dele, Coldplay. No início do vídeo o pai pergunta para ele qual é sua canção que mais gosta. Na sequencia, quando os dois estão no show e Chris Martin começa “Fix You” e o garoto se emociona muito.
 “A mensagem que (o vídeo) transmite, além  da emoção de poder ter visto sua banda favorita ao vivo, é o que importa para nós. Foi por isso que eu e minha esposa resolvemos compartilhar o registro”, explica mexicano sobre a divulgação do vídeo.

 O vídeo chegou ao Coldplay que  respondeu ao pai da criança. “São coisas assim que fazem tudo valer”, disse a banda no Twitter.


Fonte-RD Repórter Diário 

Mulher que nasceu sem os braços e as pernas posta vídeos inspiradores para mostrar que tudo é possível

“Meu nome é Pauline, me sinto abençoada por ser mãe, esposa, empreendedora e advogada, mas faço tudo isso de uma maneira um pouquinho diferente porque nasci sem os braços e as pernas”. É assim que Pauline Victoria Aughe, 36, se apresenta. A americana, que hoje mora no Havaí, viaja o mundo com palestras motivacionais.

Ela explica ao “Daily Mail” que seus pais, militares americanos, só souberam da sua limitação no parto, quando nasceu sem os braços, sem a perna direita e sem osso na coxa esquerda. Os exames pré-natais não indicavam nenhuma alteração. Especialistas acreditam que isso pode ter ocorrido por duas razões. Sua mãe tomou remédio por sofrer com enjoo severo durante a gravidez. Ela também trabalhava num hospital e, frequentemente, era exposta ao raio-x. Ainda assim, são apenas suposições.
Quando criança, o pai de Pauline indicou o uso de próteses, mas como demandava muito esforço ele mesmo sugeriu que ela usasse aquela energia em algo mais importante do que andar. E foi isso que Pauline fez. Frequentou a escola regular e diz que sempre levou uma vida normal. “Quando adolescente, eu fiz tudo que podia – namorei, pratiquei esportes… Acho que como nunca soube como era ter braços e pernas, fazer as coisas da maneira como fazia, era normal para mim.” Ela se formou em jornalismo na Califórnia, mas acabou se tornando uma advogada em prol de pessoas com deficiência.

Em 1998, conheceu o marido, Ted Aughe, motorista que trabalha com o transporte de pessoas com dificuldades motoras. Não demorou muito tempo para se apaixonarem e, em 2002, eles se casaram. “Eu era uma noiva típica. Foi um dia lindo”, conta. Em 2005, mais uma grande notícia: Pauline descobriu que estava grávida. Quando deu à luz a Aaron, contou com a ajuda do marido e dos enteados, frutos de outro casamento de Ted. Não foi fácil, mas deu tudo certo. Mesmo com os desafios enfrentados ao longo da vida, Pauline se diz uma pessoa otimista. “Para mim, simplesmente não existe a palavra não. Certamente aprendi isso ao ter o meu filho. Se eu consegui alcançar tudo que alcancei, todo mundo consegue”.


Pauline e Ted no dia do casamento e quando Aaron nasceu (Foto: Reprodução/ YouTube)

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Órgãos increvem para 1,6 mil vagas

Os órgãos que abrem as inscrições são os seguintes: Câmara Municipal de Camapuã (MS), Prefeitura de Cachoeiras de Macacu (RJ), Prefeitura de Ibirité (MG), Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes (PE), Prefeitura de Maria da Fé (MG), Prefeitura de Prata (PB), Prefeitura de Rondonópolis (MT), Prefeitura de Sapé (PB), Prefeitura de Simonésia (MG), Prefeitura de Soledade (PB), Secretaria de Segurança Pública do Estado do Maranhão, Serviço de Água e Esgoto de Marialva (PR) e Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região, no Rio Grande do Sul.
Câmara Municipal de Camapuã (MS)
A Câmara Municipal de Camapuã (MS) abre as inscrições do concurso público para 5 vagas em cargos de vários níveis de escolaridade. Os salários variam de R$ 949,53 a R$ 4.634,94. Controlador interno é o cargo de nível superior e agente administrativo exige nível médio. Para nível fundamental, há oferta para assistente geral e zelador. As inscrições deverão ser feitas até 6 de maio pelo site www.sigmams.com.br . As taxas vão de R$ 39,50 a R$ 95 (veja o edital).
Prefeitura de Cachoeiras de Macacu (RJ)
A Prefeitura de Cachoeiras de Macacu (RJ) abre as inscrições para 205 vagas em cargos de todos os níveis de escolaridade. Os salários variam entre R$ 880,00 a R$ 1.314,81. As inscrições devem ser feitas até 8 de junho pelo site www.institutoibdo.com.br. As taxas vão de R$ 40,00 a R$ 80,00 (veja o edital).
Prefeitura de Ibirité (MG)
A Prefeitura de Ibirité (MG) abre as inscrições do concurso para 307 vagas em cargos de todos os níveis de escolaridade. Os salários vão de R$ 880,00 a R$ 2.432,70. Os interessados devem efetuar a inscrição no site www.gestaodeconcursos.com.br até as 20h do dia 27 de maio. A taxa vai de R$ 25 a R$ 60 (veja o edital).
Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes (PE)
A Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes (PE) abre as inscrições para 27 vagas na área de saúde: 19 de nível superior e 8 de nível médio. As inscrições devem ser feitas até 29 de abril no site www.jaboatao.pe.gov.br. Os salários vão de R$ 1,023,44 a R$ 10.904,42 (veja o edital).

Prefeitura de Maria da Fé (MG)
A Prefeitura de Maria da Fé (MG) abre as inscrições para 52 vagas em cargos de todos os níveis de escolaridade. Os salários variam de R$ 880 a R$ 2.690,66. As inscrições devem ser feitas no site www.institutoibdo.com.br até 16 de maio (veja o edital).

Prefeitura de Prata (PB)
A Prefeitura de Prata (PB) abre as inscrições para 86 vagas em cargos de todos os níveis de escolaridade. Os salários vão de R$ 880 a R$ 2.500. As inscrições devem ser feitas até 29 de maio. As taxas vão de R$ 40 a R$ 60 (veja o edital).

Prefeitura de Rondonópolis (MT)
A Prefeitura de Rondonópolis (MT) abre as inscrições de concurso público para 326 vagas em cargos de nível médio, técnico e superior. Os salários vão de R$ 1.333,33 a R$ 6.500. As inscrições devem ser feitas até 8 de maio pelo site http://www.cev.ufmt.br/Portal/ (veja o edital).

Prefeitura de Sapé (PB)
A Prefeitura de Sapé (PB) abre as inscrições para 202 vagas em cargos de níveis médio, técnico e superior, sendo 160 vagas para ampla concorrência, 17 para pessoas com deficiência e 25 para candidatos negros. As remunerações variam de R$ 880 a R$ 2.382,34. As inscrições devem ser feitas até 12 de maio. As taxas variam de R$ 70 para nível médio e técnico a R$ 90 para nível superior (veja o edital).

Prefeitura de Simonésia (MG)
A Prefeitura de Simonésia (MG) abre as inscrições do concurso público para 156 vagas em cargos de todos os níveis de escolaridade. Os salários variam de R$ 880 a R$ 3.134,42. As inscrições devem ser feitas até 24 de maio pelo site www.idecan.org.br. As taxas vão de R$ 40 a R$ 95 (veja o edital).

Prefeitura de Soledade (PB)
A Prefeitura de Soledade (PB) abre as inscrições para 125 vagas em cargos de todos os níveis de escolaridade. Os salários vão de R$ 880 a R$ 7.200. As inscrições devem ser feitas até 13 de maio pelo site http://cpcon.uepb.edu.br. As taxas vão de R$ 50 a R$ 90 (veja o edital).
Secretaria de Segurança Pública do Estado do Maranhão
A Secretaria de Segurança Pública do Estado do Maranhão abre as inscrições do processo seletivo para 20 vagas no Departamento de Assistência e Apoio Biopsicossocial. Os cargos, todos de nível superior, são os seguintes: assistente social, médico, enfermeiro, psicólogo, odontólogo, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, nutricionista, farmacêutico, fonoaudiólogo e educador físico. O salário é de R$ 3.000. As inscrições devem ser feitas de 25 a 28 de abril pelo site www.ssp.ma.gov.br (veja o edital).

Serviço de Água e Esgoto de Marialva (PR)
O Serviço de Água e Esgoto de Marialva (PR) abre as inscrições para 63 vagas em cargos de todos os níveis de escolaridade. Os salários vão de R$ 1.100 a R$ 3.375,74. As inscrições devem ser feitas de 25 de abril a 12 de maio pelo site www.instiutounifil.com.br. As taxas vão de R$ 40 a R$ 110. A prova objetiva está prevista para 29 de maio (veja o edital).
TRT do RS
O Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região, no Rio Grande do Sul, abriu concurso para 3 vagas de juiz do trabalho substituto. O salário é de R$ 27.500,17. Os candidatos devem ter 3 anos de atividade jurídica, exercida após a obtenção do grau de bacharel em direito. A inscrição preliminar deve ser feita pelo site www.trt4.jus.br de 25 de abril a 24 de maio. A taxa é de R$ 190. O concurso terá prova objetiva, provas escritas, inscrição definitiva, sindicância da vida pregressa e investigação social, exame de sanidade física e mental, exame psicotécnico, prova oral e avaliação de títulos. A prova objetiva será aplicada em 19 de junho (veja o edital).

Fonte-G1 

Projeto estabelece validade de cinco anos para laudos comprobatórios de deficiência

Em análise na Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei 4402/16 estabelece validade mínima de cinco anos para os laudos médicos exigidos de pessoas com deficiência para participação em concursos públicos e processos seletivos públicos ou privados para provimento de cargo, função ou emprego.
Apresentada pelo deputado Alan Rick (PRB-AC), a proposta acrescenta a medida ao Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/15).
O argumento de Alan Rick é que hoje a norma constitucional que prevê reserva de cargos e empregos públicos para pessoas com deficiência é regulamentada de forma diversa por cada ente da federação, sendo a exigência de laudos um dos obstáculos à inclusão no mercado de trabalho.
“Considerando a natureza das deficiências permanentes, não se justifica a emissão de laudos médicos de exígua validade. Faz-se necessário aditar ao Estatuto da Pessoa com Deficiência dispositivo fixando a validade desses laudos em pelo menos cinco anos”, justifica o parlamentar.
Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:

Reportagem - Noéli Nobre
Edição - Marcia Becker

Fonte-Câmara dos Deputados

domingo, 24 de abril de 2016

Jovem com paralisia cerebral é o primeiro aluno com deficiência a cursar dança na UFPE


Cadeirante e com limitações motoras devido a uma paralisia cerebral no momento de seu nascimento, João Paulo Lopes, 25 anos, é o primeiro aluno com deficiência a cursar a graduação de Dança da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). O jovem aluno iniciou sua primeira semana de aula no início de março, no Centro de Artes e Comunicação da Universidade, que transferiu as aulas do primeiro período para salas do térreo para facilitar seu acesso e presença.
O processo de admissão consistiu na realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), no ano passado, no qual obteve média geral 476,36. Após passar pela primeira fase, realizou um teste prático e entrevista, etapa mais desafiante do processo. “Pensava que seria um clima de competição. Mas os outros candidatos torceram por mim. Até aplaudiram quando terminei a apresentação”, comentou o universitário.
Com 35 vagas, o curso de dança da UFPE tem pouco tempo de existência: criado em 2009, a quarta turma irá se formar este mês. Para cursar a graduação, João irá receber uma bolsa de R$ 400 do programa Incluir, do Ministério da Educação e contará também com a ajuda de uma estudante de pedagogia para auxiliá-lo durante o curso.
Dança e acessibilidade
Assim como para João a deficiência nunca foi um fator limitante para perseguir seu desejo de dançar, muitos projetos vêm se consolidando na pesquisa da dança independente das restrições que o corpo possa ter.
Companhias como Giradança, Pulsar e Dança Sem Fronteiras apostam na investigação de linguagens como a danceability, método criado por Alito Alessi  que utiliza a improvisação de movimento para promover a expressão e a troca artística entre pessoas com e sem deficiência.
[Foto: Workshop com Alito Alessi © Karolina Miernik]


Prefeitura abre as inscrições para 27 vagas na segunda






Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes (PE)
A Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes (PE) abre as inscrições para 27 vagas na área de saúde: 19 de nível superior e 8 de nível médio. As inscrições devem ser feitas até 29 de abril no site www.jaboatao.pe.gov.br. Os salários vão de R$ 1,023,44 a R$ 10.904,42 (veja o edital).

Fonte-G1

sábado, 23 de abril de 2016

Um grande número” de pessoas com deficiência está privado de direitos básicos

Opor-se a um tratamento ou a um aborto. Gerir património. Ter uma vida independente. Casar-se. Peritos da ONU avaliaram pela primeira vez como são respeitados direitos fundamentais das pessoas com deficiência em Portugal. Muitas vezes não são.



Embora não haja dados oficiais, continua a existir em Portugal esterilização forçada de adultos com deficiência. Alguns, “legalmente incapacitados”, continuam a ser alvo, “contra sua vontade”, de interrupções da gravidez e de terapias electroconvulsivas. “Um grande número” está, de resto, sujeito a regimes de interdição ou inabilitação “e vê-se privado do exercício de certos direitos, como votar, casar-se, constituir família ou gerir bens e propriedades”. Estes factos são vistos com “preocupação” pelo comité das Nações Unidas, que esteve a avaliar como aplica Portugal a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.
O comité sugere que o Estado português crie “sistemas de apoio” para que as pessoas com deficiência possam “tomar decisões” que permitam o exercício efectivo dos seus direitos. Diz que o país deve alterar os “regimes legais de tutela total e parcial” (a revisão dos regimes de interdição ou inabilitação chegou a ser considerada prioritária no ano passado, pelo Conselho de Ministros, mas não avançou). E que deve ainda “adoptar todas as medidas possíveis para assegurar que se respeita o direito ao consentimento livre, prévio e informado de tratamentos médicos”.
Os peritos pedem que seja também revista a legislação que permite que as pessoas “portadoras de anomalia psíquica” possam ser sujeitas a internamento compulsivo.
O relatório final do Comité dos Direitos das Pessoas com Deficiência relativo a Portugal foi divulgado nesta sexta-feira. Inclui recomendações que resultam de uma avaliação feita num período em que, explica-se, as “medidas de austeridade” e os cortes nos recursos disponíveis afectaram desde a educação das crianças com deficiência, até ao nível de vida das famílias.
Tudo isto num país onde, constata, as queixas que as pessoas com deficiência apresentam por discriminação — seja de que tipo for — são na sua maioria arquivadas.


Houve progressos

O comité de 18 peritos independentes avaliou, pela primeira vez, como cumpre o país as normas estabelecidas pela Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (ratificada por Portugal em 2009). A Convenção reafirma princípios universais como a dignidade, igualdade e não discriminação e define as obrigações gerais dos Governos relativas à integração das várias dimensões da deficiência nas suas políticas.
Foi um longo processo, esta avaliação. Em 2012, o Governo português fez chegar ao comité um relatório onde fazia um ponto de situação: quadro legal, programas específicos de apoio, respostas educativas.
Depois, o Observatório da Deficiência e Direitos Humanos português e outras organizações da sociedade civil transmitiram os seus contributos aos peritos. No final do mês passado, uma delegação, que integrou a secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência, Ana Sofia Antunes, esteve no comité, em Genebra, a responder a questões colocadas. E, nesta sexta-feira, o relatório final foi divulgado no site das Nações Unidas.
O comité começa por congratular-se com “os progressos alcançados em alguns sectores relacionados com os direitos das pessoas com deficiência” em Portugal. A adopção de um programa nacional de saúde mental é uma das medidas que merece aplausos.
Os peritos também tomam nota dos esforços realizados pelo Estado “para mitigar o impacto das medidas de austeridade nas pessoas com deficiência”, mas constatam que deficientes que não tiveram hipótese de contar com o apoio da família acabaram “obrigados a viver em situação de indigência e pobreza extrema”.

Vida independente?

Assim, dizem, o país deve criar “serviços de apoio para a vida independente e instituições de acolhimento que respeitem os direitos das pessoas com deficiência, a sua vontade e as suas preferências”. E devem “ser criados subsídios monetários que permitam às pessoas com deficiência desempregadas e carentes de apoio familiar ter um nível de vida adequado”.


O comité pede ainda a Portugal que crie uma “estratégia nacional para a vida independente”. Sobre este ponto, recorde-se a descrição que o Observatório da Deficiência e Direitos Humanos português fez chegar à ONU: não há, em Portugal, um quadro legal para a figura do serviço de assistente pessoal; o Estado português paga aproximadamente 950 euros mensais às instituições com as quais tem acordos de cooperação para as pessoas com deficiência serem institucionalizadas em lares residenciais, mas, “se as pessoas com deficiência quiserem viver sozinhas e necessitarem de acompanhamento permanente, têm direito a receber apenas 88,37 euros, o montante correspondente ao subsídio por assistência de 3.ª pessoa”; por falta de alternativas, “muitos adultos com deficiência vivem em lares de idosos”.
No capítulo da Educação, o comité lembra que a grande maioria dos estudantes com deficiência frequenta escolas regulares, o que é positivo. Mas que “há falta de apoios” a estes alunos e que houve “cortes nos recursos humanos e materiais” disponíveis para os mesmos, cortes esses que “comprometem o direito e a possibilidade de uma educação inclusiva e de qualidade”.
Os peritos criticam ainda as chamadas “escolas de referência para estudantes surdos, surdo-cegos, cegos e para estudantes com autismo”, considerando que “são uma forma de segregação”.
Os recursos disponíveis para estes alunos, concluem, devem aumentar.
No capítulo do trabalho sugere-se a revisão da legislação laboral. O comité está “preocupado com desigualdade e as condições de trabalho das pessoas com deficiência” que vivem em Portugal.
No final do mês, depois de responder às questões dos peritos, a secretária de Estado Ana Sofia Antunes prometeu “para os próximos meses” uma regulamentação do Código do Trabalho, “que promova a justiça no trabalho para as pessoas com deficiência” e anunciou um “Livro Branco” que fornecerá um retrato das pessoas com deficiência no país. Reconheceu ainda “a necessidade de introduzir melhorias no regime de protecção” destas pessoas, afirmando que “o mesmo se encontra em fase de revisão”.

Participação é fundamental

“Registamos com agrado as recomendações do comité ao Estado Português”, diz Paula Campos Pinto, do Observatório da Deficiência e Direitos Humanos. De resto, elas tocam muitas das questões que tinham sido levantadas nos documentos que o observatório fez chegar ao comité, “nomeadamente a necessidade de abandonar uma visão assistencialista e medicalizada da deficiência e criar apoios para a vida independente, de cumprir e fazer cumprir a legislação existente em torno das acessibilidades, de dotar as escolas dos meios humanos e materiais fundamentais para promover a educação inclusiva e de regulamentar os apoios a prestar pelas universidades aos alunos com deficiência”.
Paula Campos Pinto sublinha ainda a necessidade referida pelo comité de o país "adoptar uma nova estratégia para a deficiência que promova a coordenação das políticas neste sector”. E a “importância da participação activa das pessoas com deficiência e suas organizações representativas” que “devem estar envolvidas no desenho, implementação e avaliação de todas as políticas que lhes dizem respeito”.

Fonte-Andreia Sanches