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Um ser humano simples com defeitos, virtudes e que a cada dia procura viver de uma forma mais coerente possível para ser feliz. Sou cadeirante desde 1977 devido a poliomielite (Paralisia infantil), blogueiro, estudante, estou novamente como presidente da A.D.C.C.-ASSOCIAÇÃO DOS CADEIRANTES DE CARUARU,bailarino e agora,secretário e conselheiro do COMUD- Conselheiro municipal de defesa dos direitos da pessoa com deficiência, pai de um belo filho, marido de uma linda mulher .

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Homem paralisado volta a andar após transplante de células do nariz

DA BBC


Seis meses depois, ele foi capaz de tentar dar seus primeiros passos com a ajuda de barras paralelas, usando muletas e com o apoio de um fisioterapeuta. Dois anos após o tratamento, ele agora pode andar fora do centro de reabilitação utilizando um andador.

O neurocirurgião Pawel Tabakow, consultor no Hospital Universitário de Wroclaw, que liderou a equipe de pesquisa polonesa, disse: "É incrível ver como a regeneração da medula espinhal, algo que era considerado impossível por muitos anos, está se tornando uma realidade".

Fidyka ainda se cansa rapidamente ao caminhar, mas disse: "Eu acho que é realista que um dia irei me tornar independente".

"O que eu aprendi é que você nunca deve desistir, mas continuar lutando, porque alguma porta se abrirá na vida".

Um fator determinante para o sucesso do procedimento em Fidyka foi que os cientistas puderam usar céulas do bulbo olfatório do paciente. Isso significa que não havia perigo de rejeição, por isso não houve a necessidade de medicamentos imunossupressores usados em transplantes convencionais.

A maior parte da reparação de medula espinhal de Fidyka ocorreu no lado esquerdo, onde havia uma lacuna de 8mm. Desde então, ele recuperou massa muscular e movimento principalmente nesse lado.

Os cientistas acreditam que esta é uma evidência de que a recuperação se deve à regeneração, já que sinais do cérebro que controlam os músculos da perna esquerda viajam para baixo pelo lado esquerdo da medula espinhal.

Exames mostraram que a lacuna na medula espinhal fechou-se após o tratamento.

sábado, 18 de outubro de 2014

Sem atendimento adequado, autistas são amarrados a camas em Alagoas


Michelle Farias Do G1 AL

Lidar com os sintomas mais graves em pessoas com autismo, como a agressividade, é uma preocupação comum a muitas famílias que convivem com o transtorno. Em Alagoas, a situação fica mais difícil diante de uma estrutura de diagnóstico e tratamento ainda precária. Há poucos centros de atendimento específico na rede pública estadual e, em casos extremos, os pacientes vivem amarrados em uma cama ou trancados em um quarto.


É o caso de um adolescente de 14 anos que mora no Lar Santo Antônio de Pádua, localizado no Conjunto Village Campestre, no bairro Cidade Universitária, em Maceió. Ele é autista, morava com o irmão e o pai e passava a maior parte do tempo trancado no quintal de casa. Como o pai trabalha durante o dia e não tem como cuidar do garoto, ele foi para o abrigo.

“Ele já passou por vários psicólogos e psiquiatras e foi diagnosticado com o grau mais avançado da doença. Como não temos pessoas suficientes, ele fica amarrado para não tirar a própria vida. Ele é agitado e pode bater a cabeça na parede até sangrar. Sei que é triste, mas fazemos o possível. Ele toma medicações, mas ainda assim precisa ficar amarrado. Eles são atendidos pela rede pública, mas o atendimento é muito ruim, os médicos só passam remédios”, afirma Frei José, responsável pelo abrigo.

De acordo com o Frei José, as famílias dos autistas que estão no abrigo quase nunca aparecem. "A maioria nem recebe visita. O único que recebe é o adolescente que ficava trancado no quintal de casa, mas de uns tempos para cá o pai não está vindo muito. É muito triste porque os pais não sabem como lidar com a doença e aqui nós fazemos de tudo para que eles tenham conforto, carinho e segurança", afirma.

O Estado não dispõe de nenhuma unidade de saúde especializada em autistas, mas apoia as unidades municipais e privadas. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), uma portaria publicada em 2011 estabeleceu que esse tipo de atendimento é de responsabilidade das prefeituras. "Nós prestamos consultorias e capacitamos os profissionais. Não temos nenhum centro específico para atender a essas pessoas, esse tipo de atendimento é de responsabilidade do Município", diz o gerente de Saúde Mental de Alagoas, Berto Gonçalo.

De acordo com assessoria de comunicação da Sesau, a Rede de Atenção Psicossocial do Estado de Alagoas deve incluir novos serviços para, a partir de 2015, atender a pessoas autistas junto à família e comunidade e de maneira integral.

Em Maceió, segundo a psicóloga Silvana Alcântara, da coordenação de Saúde Mental da prefeitura, oito instituições são credenciadas para atender a pessoas com autismo, mas apenas três oferecem tratamento diferenciado: dois Centros de Atenção Psicossocial (CAPs) e a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), que inaugurou em abril deste ano o Centro Unificado de Integração e Desenvolvimento do Autista (CUIDA). As outras unidades são ONGs que possuem convênio com o Município.

"Reconheço que o atendimento não é ideal, mas essa realidade não é apenas em Alagoas, é em todo o Brasil. O município tem convênios com ONGs, mas é preciso mais locais para atender a todos os casos", avalia a psicóloga. Para quem tem autismo, cada minuto é significativo. Quando o diagnóstico é tardio, a doença piora e fica muito complexa a intervenção. Quando o diagnóstico é fechado, é possível procurar atendimento na rede pública, mas a demora nesse atendimento varia de caso para caso", afirma a psicóloga.

O atendimento a esses pacientes é composto por psicólogos, psiquiatras, enfermeiros, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, entre outros. Entretanto, o Município não soube informar a quantidade exata de profissionais na área ou mesmo o número de vagas disponíveis e a demanda do setor. Questionada sobre possíveis melhorias no atendimento a esses pacientes, a Secretaria Municipal de Saúde também não informou se havia algum planejamento neste sentido.

O G1 visitou algumas unidades que oferecem tratamento específico a autistas. De acordo com a psicóloga e coordenadora geral do CUIDA, Fabiana Lisboa, o Centro conta com 28 profissionais divididos em assistente social, técnicos em enfermagem, psicólogos, terapeuta ocupacional, terapeuta de integração sensorial, fisioterapeuta, fonoaudiólogos, pedagogos, educador físico, musicoterapeuta, nutricionista, psiquiatra e neuropediatras.

O Centro atende a cerca de 100 pacientes por mês e aposta em uma terapia com objetivos bem definidos e em sintonia com médicos, terapeutas, família e escola, utilizando métodos específicos para o transtorno do espectro autista. O CUIDA funciona hoje com a sua capacidade máxima de pacientes, mas quem quiser pleitear uma vaga, pode entrar com o serviço social da APAE pelo telefone (82) 3435-1461.

Na Associação dos Amigos dos Autistas (AMA-AL), o principal problema apontado do tratamento na rede pública é a precariedade do sistema e a quantidade de vagas disponíveis. “Eu tenho um filho autista e senti na pele a falta de especialização. Às vezes, não é nem por má vontade, é porque a qualificação é muito cara. Sentindo a necessidade de um atendimento específico, fundamos a AMA. Tudo que temos aqui são os pais que trazem e bancam, porque não encontramos na rede pública”, afirma a presidente da associação, Mônica Ximenes.

Os pais são os primeiros a notar que alguma coisa está diferente com o filho, como um gesto não correspondido ou a falta de reação a um estímulo. Outras vezes, quem percebe que há algo errado são parentes, amigos ou professores. “Quem dá o diagnóstico do autismo é um psiquiatra e na rede pública há poucos, por isso muitos pais sofrem sem saber o que o filho tem. Justamente por falta de qualificação, muitos profissionais não fecham o diagnósticos e enchem as crianças de remédios”, alerta Mônica.

A diretora pedagógica da AMA, Silvia Costa Souza, tem um filho de cinco anos com autismo. Ela conta que morava na cidade de São Miguel dos Campos, mas teve que procurar atendimento específico em Maceió na tentativa de dar um serviço de qualidade para o filho. “Tive que procurar médicos fora e foi quando o meu filho foi diagnosticado. Soube que em Maceió tinha a AMA e não pensei duas vezes. Aqui nosso atendimento é individualizado, cada caso é pensando é bem planejado. Trabalhamos com os nossos filhos, para que eles tenham autonomia”, afirma.

Segundo Sílvia, as atividades específicas e direcionadas são fundamentais para que as pessoas com autismo conquistem essa autonomia. “Para que elas aprendam a comer de garfo e faca, uma atividade comum para crianças normais, aqui é preciso vários dias de repetições para a criança de fato aprender", diz.

Aplicativo
Estudantes e pesquisadores da Instituto Federal de Alagoas (Ifal) criaram um aplicativo para tablets direcionado a crianças que tem espectro autista. O ABC do Autismo é um jogo baseado em estudos de psicolinguística criado para facilitar a aprendizagem de crianças e jovens. Segundo o instituto, o aplicativo já foi apresentado em feiras de informática e teve boa aceitação – já teriam sido mais de 10 mil downloads na loja virtual Google Paly, onde está disponível para plataformas Android.

“São atividades que as crianças podem formar palavras, reconhecer objetos e animais. Ele teve uma aceitação muito grande e está sendo um ótimo aliado no aprendizado. Existem outros aplicativos que estão sendo desenvolvidos por alunos do Ifal para pessoas autistas e pessoas com dificuldades de aprendizado”, afirma a professora do instituto, Mônica Ximene

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Cuidando do visual.

Bom dia..Para começar a labuta...Cuidando do visual logo cedinho meu novo LUKE

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Aécio Neves declara apoio à Lei Brasileira de Inclusão


O candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves, participou de encontro, nesta terça-feira (22/07), com a deputada federal Mara Gabrilli (PSDB-SP) e representantes de diversas entidades da sociedade civil que atuam em prol da pessoa com deficiência.

Durante o encontro, Aécio declarou apoio ao projeto que cria a Lei Brasileira de Inclusão (LBI) e pediu à deputada que apresente pontos da proposta que podem ser acrescentados ao seu programa de governo.

“Tenho certeza de que, se vencermos as eleições, vamos dar um extraordinário salto na busca da inserção na sociedade, na superação de qualquer tipo de discriminação, na garantia da acessibilidade”, afirmou Aécio.

O encontro ocorreu no comitê de campanha em São Paulo. A representantes de entidades como AACD, Derdic (apoio ao deficiente auditivo) e AMA (Associação Amigos do Autista), Aécio afirmou que a luta das pessoas com deficiência o inspira para realizar uma campanha com coragem e responsabilidade. “Vou fazer um pacto pela inclusão com atitudes claras e ousadas tratando das várias nuances que um tema delicado como este pede”, declarou o candidato.

A LBI prevê uma série de novos direitos para os portadores de deficiências. “Ele é um projeto de lei escrito de forma precisa, porque é exequível. Temos questões que vão fazer mudanças na vida do brasileiro. Por exemplo, apresentamos mudanças para o Estatuto das Cidades, que vai mudar toda a lei de calçadas desse país”.

Além da mobilidade, o projeto também trata de questões como direito à educação, direitos civis e combate ao preconceito, entre outras áreas.

O projeto ficou seis meses disponível à consulta pública e, agora, o relatório da deputada Mara Gabrilli está pronta para ser votado em plenário. A deputada negocia acordo para garantir que texto aprovado pela Câmara não seja alterado.

Fonte: www.psdb.org.br

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Conquista da Democracia.Deputadas cadeirantes participam da reinauguração do Plenário da Câmara

Direto da Câmara dos Deputados


A família da deficiente Ana Maria Monteiro do Amaral, 44 anos, luta para que ela seja aposentada ou receba algum benefício do governo. Moradora de Itapirapuã, no oeste goiano, a mulher, que teve paralisia infantil e conta com uma cadeira de rodas para se locomover, está com câncer e tem que vir todos os meses a Goiânia para fazer o tratamento. Idosos, os pais precisam de ajuda para trazê-la e afirmam não ter condições financeiras de arcar com as despesas da filha. Apesar da situação, o INSS diz que não tem como ela receber auxílio social nem ser aposentada.

O tema desta reportagem foi sugerido por um leitor pela ferramenta de jornalismo colaborativo VC no G1. Você também pode participar enviando sua colaboração. Saiba como.

Irmã de Ana Maria, a dona de casa Zenilsa Monteiro do Amaral, 42 anos, conta que, quando os pais chegam, ficam em sua casa, em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana. Ela explica que o tratamento contra o câncer da irmã é feito na rede pública de saúde. Mesmo sem pagar pela terapia, o procedimento gera gastos para deslocar até o hospital, com medicações e curativos.

“Da última vez, ela ficou 25 dias aqui. Ela precisa de carro para levar a todo lugar, minha mãe não consegue carregar ela, pois é idosa, passa mal, não tem como ir de ônibus. Temos que comprar remédio, soro e pomadas porque a pele dela queimou com a radioterapia e tem que fazer curativo”, explica Zenilsa.

s deputadas cadeirantes Rosinha da Adefal (PTdoB-AL) e Mara Gabrilli (PSDB-SP) participaram há pouco da reinauguração do Plenário da Câmara dos Deputados, que foi reformado para possibilitar o acesso de pessoas com dificuldades de locomoção.

Rosinha da Adefal destacou a coragem do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, em executar o projeto de reforma, que garante acessibilidade plena às dependências do Plenário – ou seja, sem a necessidade de qualquer ajuda de outras pessoas. “Tenho hoje esse sonho realizado. Sonho que já existia no nosso coração antes de chegar a esta Casa como deputada. Este dia é muito importante. Vejo meu mandato aqui realizado”, disse.

Já a deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP) destacou que as obras de mobilidade no Plenário Ulysses Guimarães mostram que a Casa respeita as cerca de 45 milhões de pessoas com deficiência do Brasil. “Faço um apelo a todos os parlamentares para que levem a acessibilidade às suas cidades, porque se todos os municípios estiverem preparados para uma pessoa com deficiência, certamente terão muito mais qualidade de vida para todos os cidadãos”, disse Gabrilli. Ela lembrou que, hoje, apenas 19% das escolas do País têm acessibilidade.

Foram inauguradas as rampas de acesso à mesa e às tribunas do Plenário. Até o final do ano, também serão instaladas duas plataformas elevatórias no interior das tribunas, de modo a minimizar as diferenças de altura dos deputados usuários de cadeiras de rodas.

Família luta para que deficiente com câncer de mama receba benefício.INSS diz que não tem como ela receber aposentadoria nem auxílio social.


A família da deficiente Ana Maria Monteiro do Amaral, 44 anos, luta para que ela seja aposentada ou receba algum benefício do governo. Moradora de Itapirapuã, no oeste goiano, a mulher, que teve paralisia infantil e conta com uma cadeira de rodas para se locomover, está com câncer e tem que vir todos os meses a Goiânia para fazer o tratamento. Idosos, os pais precisam de ajuda para trazê-la e afirmam não ter condições financeiras de arcar com as despesas da filha. Apesar da situação, o INSS diz que não tem como ela receber auxílio social nem ser aposentada.

Irmã de Ana Maria, a dona de casa Zenilsa Monteiro do Amaral, 42 anos, conta que, quando os pais chegam, ficam em sua casa, em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana. Ela explica que o tratamento contra o câncer da irmã é feito na rede pública de saúde. Mesmo sem pagar pela terapia, o procedimento gera gastos para deslocar até o hospital, com medicações e curativos.

“Da última vez, ela ficou 25 dias aqui. Ela precisa de carro para levar a todo lugar, minha mãe não consegue carregar ela, pois é idosa, passa mal, não tem como ir de ônibus. Temos que comprar remédio, soro e pomadas porque a pele dela queimou com a radioterapia e tem que fazer curativo”, explica Zenilsa.

 
Busca por ajuda
De acordo com a família, eles recebiam um benefício assistencial, mas o dinheiro foi cancelado em fevereiro de 2004, quando os pais passaram a ser aposentados. “A gente foi ao banco e a gerente quebrou o cartão e disse que a gente não podia receber o benefício mais porque minha mãe se aposentou, assim, meu pai e minha mãe passaram a ser aposentados e não precisavam mais do auxílio da minha irmã”, conta Zenilsa.

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) informou ao G1 que Ana Maria recebeu o amparo social à pessoa portadora de deficiência de 1997 a 2004.  Diferentemente do que a família explicou, o benefício não tinha sido cancelado em fevereiro de 2004. O amparo social só foi cancelado, segundo o órgão, em dezembro daquele ano porque os familiares pararam de ir sacar a quantia.

“A legislação determina que, quando os pagamentos depositados não são retirados por mais de seis meses, o Amparo Social ou o Benefício Previdenciário devem ser cessados”, informou, em nota, o INSS.

Segundo a irmã de Ana Maria, quem falou para a família que o benefício tinha sido cancelado foi uma gerente do Banco do Estado de Goiás (BEG), que foi vendido ao Itaú, em 2001.

Procurado pela reportagem, o Itaú não se pronunciou até a publicação desta reportagem.

Dez anos depois, ao receber o diagnóstico de câncer, a família de Ana Maria tentou receber o benefício novamente. Entretanto, o auxílio foi negado três vezes.

O INSS informou que Ana Maria não pode receber o amparo social porque a renda familiar dela supera o definido pela legislação. “O requerimento foi indeferido, em 22 de abril de 2014, por renda per capita superior ao permitido por Lei. O Amparo Social é destinado à Pessoa Portadora de Deficiência ou ao Idoso que comprovem possuir renda mínima inferior a 1/4 do salário mínimo por pessoa do mesmo grupo familiar”.

O órgão explicou ainda que Ana Maria também não pode se aposentar porque ela não contribuiu com o Regime Geral de Previdência Social. Assim, não tem como receber benefícios previdenciários.

Fonte-G1