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Um ser humano simples com defeitos, virtudes e que a cada dia procura viver de uma forma mais coerente possível para ser feliz. Sou cadeirante desde 1977 devido a poliomielite (Paralisia infantil), blogueiro, ex Locutor do telemensagem Shalom,Palestrante, presidente da A.D.C.C.-ASSOCIAÇÃO DOS CADEIRANTES DE CARUARU, Ex bailarino,ex secretário e conselheiro do COMUD- Conselho municipal de defesa dos direitos das pessoas com deficiência, ESTUDANTE DE ECONOMIA NA UFPE CAA(Passei a emoção é inexplicável)! Primeiro cadeirante aprovado e sem cota em ampla concorrência. Membro do NACE-Núcleo de Acessibilidade da UFPE-CAA. Estudante em pesquisa de extensão em Direitos Humanos-UFPE CAA

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Cicatrizes formadas por células-tronco podem ajudar na recuperação de lesão medular

Em um novo estudo, pesquisadores mostraram que a cicatriz formada por células-tronco após uma lesão medular não prejudicar a recuperação, na verdade, ela delimita os danos. O resultado da pesquisa, conduzido por cientistas do Instituto Karolinska, na Suécia, foi publicado na revista Science e indica que o tecido cicatrizado que surge na lesão impede que ela se espalhe e ajuda as células nervosas lesionadas a sobreviverem.
Lesões da medula espinal rompem as fibras nervosas que conduzem sinais entre o cérebro e o resto do corpo, causando paralisia de vários graus – dependendo do local e da extensão da lesão. O comprometimento funcional é muitas vezes permanente, uma vez que os rompimentos das fibras nervosas não voltam a crescer. A falta de regeneração tem sido atribuída ao bloqueio que o tecido cicatrizado forma na lesão. Com isso, acreditava-se que as fibras nervosas poderiam se regenerar e que a recuperação poderia melhorar se a formação de cicatrizes fosse inibida, fortalecendo as diversas estratégias terapêuticas propostas em torno deste conceito.

Neste estudo, os pesquisadores se concentraram nas células-tronco da medula espinhal, que são as principais formadoras das cicatrizes que se surgem após a lesão. Eles descobriram que, ao bloquear a formação das cicatrizes, impedindo que as células-tronco formassem novas células após a lesão, o dano expandia-se gradualmente e mais fibras nervosas eram cortadas. Os cientista observaram também que mais células nervosas da medula espinal morriam quando comparadas ao grupo controle, que teve a função de sua células-tronco mantida e era capaz de formar tecido de cicatrização normalmente.
“Descobriu-se que a cicatrização das células-tronco era necessária para a estabilização da lesão e para prevenir a sua propagação”, conta Jonas Frisén, coordenador da pesquisa e professor no Departamento de Biologia Celular e Molecular do Karolinska. “O tecido cicatrizado também facilitou a sobrevivência de células nervosas danificadas. Ao contrário do que se acreditava, os resultados do estudo indicam que quanto maior o número de cicatrizes geradas pelas células-tronco, menor serão as consequências de uma lesão na medula espinhal.

Estudos anteriores, realizados em animais, já indicavam que a recuperação pode ser melhorada por meio do transplante de células-tronco na medula, agora, a nova descoberta sugere que estimular as células-tronco da própria medula espinhal lesionada pode ser uma alternativa ao transplante.
Com informações do Instituto Karolinska.
Hanna Sabelström, Moa Stenudd, Pedro Réu, David O. Dias, Marta Elfineh, Sofia Zdunek, Peter Damberg, Christian Göritz, Jonas Frisén. Resident Neural Stem Cells Restrict Tissue Damage and Neuronal Loss After Spinal Cord Injury in Mice. Science 1 November 2013, Vol. 342 no. 6158 pp. 637-640, Doi: 10.1126/science.1242576.

Fonte: Mídia Ciência e Blog Ser Lesado

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