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Um ser humano simples com defeitos, virtudes e que a cada dia procura viver de uma forma mais coerente possível para ser feliz. Sou cadeirante desde 1977 devido a poliomielite (Paralisia infantil), blogueiro, ex Locutor do telemensagem Shalom,Palestrante, presidente da A.D.C.C.-ASSOCIAÇÃO DOS CADEIRANTES DE CARUARU, Ex bailarino,ex secretário e conselheiro do COMUD- Conselho municipal de defesa dos direitos das pessoas com deficiência, ESTUDANTE DE ECONOMIA NA UFPE CAA(Passei a emoção é inexplicável)! Primeiro cadeirante aprovado e sem cota em ampla concorrência. Membro do NACE-Núcleo de Acessibilidade da UFPE-CAA. Estudante em pesquisa de extensão em Direitos Humanos-UFPE CAA

sábado, 4 de janeiro de 2014

4 de janeiro dia mundial do braille

Sistema de leitura com a ponta dos dedos permite que pessoas com deficiência visual tenham acesso à cultura, informação e entretenimento.

O Sistema Braille é baseado na combinação de seis pontos dispostos em duas colunas e três linhas e permite a formação de 63 caracteres diferentes, que representam as letras do alfabeto, os números, a simbologia científica, musicográfica, fonética e informática. Este é o meio natural de leitura da pessoa cega e é comum em materiais diversos para garantir a sua acessibilidade a textos impressos.

Embalagens de medicamentos, cosméticos e alimentos, cartões de visita e cardápios e outros materiais podem ser impressos nesse sistema, que adapta-se perfeitamente à leitura tátil, pois os seis pontos em relevo podem ser percebidos pela parte mais sensível do dedo com apenas um toque.

O francês Louis Braille, nascido em 4 de janeiro de 1809, foi quem garantiu o benefício da escrita e da leitura às pessoas cegas. Assim, quem lê o Braille tem acesso ao conhecimento e aumenta sua inclusão na sociedade e o exercício pleno de sua cidadania.

No Brasil, o Sistema Braille chegou em 1850, pelas mãos do jovem cego José Álvares de Azevedo, mas foi a partir da década de 1940, com a criação da Fundação para o Livro do Cego No Brasil – a atual Fundação Dorina Nowill para Cegos – que a produção de livros nesse formato ganhou força.

A Imprensa Braille da Fundação Dorina é uma das maiores do mundo em capacidade produtiva. Em 2012, produziu mais de 211 novos títulos em Braille, o que significa 99.946 mil exemplares distribuídos para cerca de 2 mil organizações e para todas as 5 mil bibliotecas públicas municipais do país, uma iniciativa pioneira na história da instituição.

Há quem diga que nos últimos 60 anos não há no Brasil uma só pessoa cega alfabetizada que não tenha tido em suas mãos pelo menos um livro em braille produzido pela Fundação Dorina.

A instituição também oferece para crianças e jovens com deficiência visual o programa de educação especial destinado a enriquecer o seu processo de desenvolvimento, incentivando sua aprendizagem e inclusão em escolas regulares por meio de aulas de braille, orientação e mobilidade, atividades da vida diária, entre outros atendimentos terapêuticos.

“Para as crianças e os jovens cegos, o contato com o Sistema Braille permite o conhecimento da ortografia da Língua Portuguesa e de línguas estrangeiras, além de possibilitar o conhecimento e a correta aplicação de símbolos de Matemática, Química, Física, e outros”, afirma Regina Fátima Caldeira de Oliveira, coordenadora da revisão Braille na Fundação Dorina e Membro do Conselho Iberoamericano e do Conselho Mundial do Braille.

“Para os adultos, consultar cardápios, identificar cosméticos e medicamentos, entrar e sair de elevadores com segurança são sinônimos da independência e da autonomia indispensáveis à elevação da autoestima de todo ser humano”, completa.

Dados do IBGE

Segundo os novos dados do censo 2010, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) neste mês, existem no Brasil 6.585.308 pessoas com deficiência visual. Deste total, 582.624 pessoas são cegas e 6.056.684 têm baixa visão.

O número representa 3,5% dos brasileiros, ou seja, a deficiência com maior incidência na população do país. A pesquisa revela ainda que 23,91% da população brasileira tem algum tipo de deficiência.


Fonte: FloripaNews

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