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Um ser humano simples com defeitos, virtudes e que a cada dia procura viver de uma forma mais coerente possível para ser feliz. Sou cadeirante desde 1977 devido a poliomielite (Paralisia infantil), blogueiro, ex Locutor do telemensagem Shalom,Palestrante, presidente da A.D.C.C.-ASSOCIAÇÃO DOS CADEIRANTES DE CARUARU, Ex bailarino,ex secretário e conselheiro do COMUD- Conselho municipal de defesa dos direitos das pessoas com deficiência, ESTUDANTE DE ECONOMIA NA UFPE CAA(Passei a emoção é inexplicável)! Primeiro cadeirante aprovado e sem cota em ampla concorrência. Membro do NACE-Núcleo de Acessibilidade da UFPE-CAA. Estudante em pesquisa de extensão em Direitos Humanos-UFPE CAA e Secretário do DA-Diretório Acadêmico do curso de Economia-UFPE,CAA

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Bacharel com paralisia cerebral é aprovada na OAB-PE


Melissa Campello teve paralisia cerebral ao nascer, mas isso nunca a limitou. Formou-se em direito em 2015 e agora integra a Ordem dos Advogados

Por Marcionila Teixeira do Diário de Pernambuco

Melissa Campello desafia prognósticos desde seu nascimento, em 14 de setembro de 1991. Naquela data, chegou a ser condenada por um médico a sobreviver como um “vegetalzinho”. O diagnóstico aconteceu após ela passar por um parto difícil e prematuro ao lado da irmã gêmea. Mel cresceu, venceu o bullying, a falta de acessibilidade para o cadeirante, os comentários preconceituosos sobre sua condição de pessoa com paralisia cerebral. Na última sexta-feira, superou uma outra etapa. Passou com 8.6 no 18° Exame de Ordem Unificado, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Para conquistar a boa nota, Mel matriculou-se em um curso preparatório puxado. Foram dias e horas dedicadas ao estudo. “Achei a prova fácil. Durante o teste, ainda podia usar mais uma hora, mas acabei antes”, explicou. Um fiscal transcrevia e gravava as respostas de Mel. “A ajuda de minha professora Schanmkypou Bezerra foi fundamental”, disse.

Durante a preparação, Mel chegou a ouvir de alguns professores: “Você já fez muito concluindo o curso de direito”. Como se a aprovação na OAB fosse algo inalcançável. “Minha filha é uma gladiadora, uma guerreira, fortaleza, exemplo de coragem para muita gente que fica inventando desculpas para não seguir crescendo”, elogia a mãe.


Mel formou-se em direito pela Faculdade Guararapes no ano passado. Essa é a segunda vez que tenta a OAB. Na primeira, ficou nervosa e voltou para casa sem fazer as provas. Agora pretende estudar para concurso público.
A paralisia cerebral de Mel não resultou em comprometimento cognitivo, apenas motor. Como não conseguia escrever, na escola alfabetizou-se usando uma máquina de escrever, hoje substituída por um computador.



A história de Mel foi contada no Diario pela primeira vez em 15 de março do ano passado. Na época, ela preparava o trabalho de conclusão de curso, com o tema A inclusão da pessoa com deficiência física no mercado de trabalho.
Mel passou no 18º exame da OAB, onde 124 mil pessoas se inscreveram para fazer os testes, divididos em duas etapas.
Na primeira, os candidatos fazem uma prova de múltipla escolha. Na segunda, a prova é discursiva. O teste é feito pelo menos três vezes por ano. Apenas estudantes cursando o último ano de direito e pessoas já formadas podem se inscrever. A aprovação permite que o bacharel em direito seja inserido nos quadros da OAB como advogado ou advogada.

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