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Um ser humano simples com defeitos, virtudes e que a cada dia procura viver de uma forma mais coerente possível para ser feliz. Sou cadeirante desde 1977 devido a poliomielite (Paralisia infantil), blogueiro, ex Locutor do telemensagem Shalom,Palestrante, presidente da A.D.C.C.-ASSOCIAÇÃO DOS CADEIRANTES DE CARUARU, Ex bailarino,ex secretário e conselheiro do COMUD- Conselho municipal de defesa dos direitos das pessoas com deficiência, ESTUDANTE DE ECONOMIA NA UFPE CAA(Passei a emoção é inexplicável)! Primeiro cadeirante aprovado e sem cota em ampla concorrência. Membro do NACE-Núcleo de Acessibilidade da UFPE-CAA. Estudante em pesquisa de extensão em Direitos Humanos-UFPE CAA

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Crianças autistas veem movimento duas vezes mais rápido do que aquelas sem a condição

  • Especialistas descobriram que quanto mais rápido o movimento mais rápido a criança o vê
  • Os cientistas acreditam que tais descobertas podem fornecer pistas para as causas da condição
  • Isso pode explicar por que as pessoas autistas não suportam ruídos e luzes brilhantes
| Rachel Reilly | 09/05/2013 | Daily Mail | Trad. Argemiro Garcia |
Crianças com autismo enxergam movimentos simples duas vezes mais rápido que as outras crianças da mesma idade, de acordo com o estudo.
Os cientistas pensam que este esta hipersensibilidade ao movimento pode fornecer pistas para o que provoca a doença.
 
As descobertas podem explicar por que algumas pessoas que sofrem de autismo são sensíveis às luzes brilhantes e ruídos altos.
"Vemos o autismo como uma desordem social, porque crianças com essa condição muitas vezes têm dificuldades com as interações sociais, mas, por vezes, negligenciamos o fato de que quase tudo o que sabemos sobre o mundo vem de nossos sentidos.
"Anormalidades na forma como uma pessoa vê ou ouve pode ter um profundo efeito sobre a comunicação social", diz Duje Tadin, um dos autores principais do estudo e professor assistente de cérebro e ciências cognitivas na Universidade de Rochester.
Embora estudos anteriores tenham descoberto que as pessoas com autismo possuem habilidades visuais ampliadas para imagens paradas, esta é a primeira pesquisa a registrar uma maior percepção do movimento.
 
As descobertas foram publicadas no Journal of Neuroscience por Tadin, em artigo gujo autor principal foi Jennifer Foss-Feig, pós-doutora do Child Study Center (Centro de Estudos da Criança) da Universidade de Yale, e seus colegas na Universidade de Vanderbilt.
No estudo, 20 crianças com autismo e 26 crianças com desenvolvimento típico, todas com idade entre 8 e 17, assistiram a um breve trecho de vídeo de barras pretas e brancas a se mover.
Foi-lhes pedido que indicassem a direção para que as barras estavam indo, direita ou esquerda.
Cada vez que um participante escolheu a direção correta, o próximo clipe de vídeo tornou-se ligeiramente mais curto e por isso um pouco mais difícil.
Quando uma criança cometeu um erro, o próximo vídeo tornou-se um pouco mais longo e, portanto, mais fácil de ver. Desta forma, os pesquisadores foram capazes de medir a rapidez com que as crianças com autismo podem perceber movimento.
 
Os pesquisadores descobriram que quando as barras na imagem eram apenas pouco visíveis, ambos os grupos de crianças realizavam de forma idêntica. Quando o contraste ou a escuridão das barras foi aumentado todos os participantes do estudo ficou melhor em perceber a direção do movimento.
"Mas as crianças com autismo, tem muito, muito melhor desempenho, duas vezes melhor que seus pares", relata Foss-Feig.
Na verdade, o participante autista com piores resultados foi aproximadamente igual à média dos participantes sem autismo.
'Esta capacidade dramaticamente melhorada de [ver] o movimento é um indício de que os cérebros dos indivíduos com autismo seguem respondendo cada vez mais, conforme a intensidade aumenta.
O cientista diz que, enquanto isso poderia visto como uma vantagem, na maioria das circunstâncias, o sentido elevado poderia causar sobrecarga sensorial.
Tal percepção hipersensível é a assinatura neural de um cérebro incapaz de amortecer sua resposta à informação sensorial, observam os autores.
Este mesmo aumento excitabilidade do cérebro 'também é encontrada na epilepsia, o que está fortemente ligada ao autismo.
Na verdade, algo como um terço dos indivíduos com autismo também têm epilepsia. Normalmente, o cérebro coloca um freio em suas respostas ao som, paladar, tato, e outros estímulos quando se tornam demasiado intensos.
A pesquisa se baseia em conclusões anteriores de que pessoas com autismo processam estímulos visuais de maneira diferente.
Por exemplo, estudos anteriores demonstraram que as pessoas com autismo são mais capazes de perceber padrões básicos, são capazes de ver imagens de linha simples mais rapidamente e são mais focados em detalhes do que aqueles sem a condição.
Em contraste, em tarefas mais complexas, como o reconhecimento facial, estas melhorias tornam-se deficiências.


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