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Um ser humano simples com defeitos, virtudes e que a cada dia procura viver de uma forma mais coerente possível para ser feliz. Sou cadeirante desde 1977 devido a poliomielite (Paralisia infantil), blogueiro, ex Locutor do telemensagem Shalom,Palestrante, presidente da A.D.C.C.-ASSOCIAÇÃO DOS CADEIRANTES DE CARUARU, Ex bailarino,ex secretário e conselheiro do COMUD- Conselho municipal de defesa dos direitos das pessoas com deficiência, ESTUDANTE DE ECONOMIA NA UFPE CAA(Passei a emoção é inexplicável)! Primeiro cadeirante aprovado e sem cota em ampla concorrência. Membro do NACE-Núcleo de Acessibilidade da UFPE-CAA. Estudante em pesquisa de extensão em Direitos Humanos-UFPE CAA e Secretário do DA-Diretório Acadêmico do curso de Economia-UFPE,CAA

sábado, 19 de março de 2016

Tradutor e intérprete de Libras tem amplo mercado a ser explorado

O interesse inicial de Felipe Oliver, de 29 anos, pela Lingua Brasileira de Sinais (Libras) surgiu da necessidade doméstica de ajudar o irmão que é surdo, mas logo depois virou profissão. O tradutor e intérprete, que também atua na área educacional, aponta uma infinidade de oportunidades num mercado ainda pouco explorado, até mesmo pelo fato de a atividade ter sido reconhecida como profissão, por lei, há menos de seis anos.
Uma prova de que o campo está se abrindo está nos convites que, volta e meia, Felipe Oliver recebe para eventos, como a última edição do Rock in Rio, quando foi chamado para fazer demonstração para o público dos shows e imprensa de uma mochila especial que transforma a voz do cantor e o som dos instrumentos em vibrações. Em eventos esportivos, sua estreia foi nos Jogos Parapan-Americano, de 2007, quando uma rede de lanchonetes o contratou para atuar junto à clientela com deficiência auditiva. Ele crê que os Jogos Olímpicos e Paralímpicos desse ano vão abrir novas oportunidades.
— A gente faz um trabalho social importante, mas profissionalmente existe um campo enorme de atuação — assegura Oliver.
A tradutora e intérprete Gildete da Silva Amorim, membro da Associação dos Intépretes de Libras do Estado do Rio de Janeiro (Apilrj) aponta as escolas como grande empregadoras, por conta da necessidade de aplicação da política nacional de educação inclusiva. Mas as oportunidades não param por aí. Por força da lei eleitoral, as campanhas abrem chances de trabalho na tradução para linguagem dos surdos dos programas eleitorais de TV. Além disso, vários órgãos públicos mantém tradutores e interpretes de Libras em seus quadros de pessoal. Há também espaço nos grandes eventos e para atuação em teatros, traduzindo para a linguagem dos sinais as falas dos atores.
— Hoje, somente as escolas das redes municipal e estadual, empregam cerca de 500 profissionais — estima Gildete.

Gildete acha que reconhecimento da profissão dá mais visibilidade a quem atua nessa área

Os salários iniciais estão em torno de R$ 3 mil. O Decreto federal 5.626, de 2005, determina que os tradutores e intérpretes de Libras devem ter formação superior. No Rio, o curso de graduação pode ser feito na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A Apilrj, com sede em Niterói, oferece curso de extensão para atender os quesitos da legislação. O Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines) realiza o Programa Nacional para Certificação de Proficiência em Libras e para Certificação de Proficiência em Tradução e Interpretação de Libras/Língua Portuguesa (Prolibras), exame que certifica docentes e tradutores e intérpretes de libras, em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
De acordo com o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2010, cerca de 9,7 milhões de brasileiros, ou 5,1% da população, possuem deficência auditiva. Já, dados da Organização Mundial de Saúde, de 2011, apontam que 28 milhões de brasileiros possuem algum tipo de problema auditivo, ou seja 14,8% dos 190 milhões de brasileiros.

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