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Um ser humano simples com defeitos, virtudes e que a cada dia procura viver de uma forma mais coerente possível para ser feliz. Sou cadeirante desde 1977 devido a poliomielite (Paralisia infantil), blogueiro, ex Locutor do telemensagem Shalom,Palestrante, presidente da A.D.C.C.-ASSOCIAÇÃO DOS CADEIRANTES DE CARUARU, Ex bailarino,ex secretário e conselheiro do COMUD- Conselho municipal de defesa dos direitos das pessoas com deficiência, ESTUDANTE DE ECONOMIA NA UFPE CAA(Passei a emoção é inexplicável)! Primeiro cadeirante aprovado e sem cota em ampla concorrência. Membro do NACE-Núcleo de Acessibilidade da UFPE-CAA. Estudante em pesquisa de extensão em Direitos Humanos-UFPE CAA

domingo, 24 de abril de 2016

Jovem com paralisia cerebral é o primeiro aluno com deficiência a cursar dança na UFPE


Cadeirante e com limitações motoras devido a uma paralisia cerebral no momento de seu nascimento, João Paulo Lopes, 25 anos, é o primeiro aluno com deficiência a cursar a graduação de Dança da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). O jovem aluno iniciou sua primeira semana de aula no início de março, no Centro de Artes e Comunicação da Universidade, que transferiu as aulas do primeiro período para salas do térreo para facilitar seu acesso e presença.
O processo de admissão consistiu na realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), no ano passado, no qual obteve média geral 476,36. Após passar pela primeira fase, realizou um teste prático e entrevista, etapa mais desafiante do processo. “Pensava que seria um clima de competição. Mas os outros candidatos torceram por mim. Até aplaudiram quando terminei a apresentação”, comentou o universitário.
Com 35 vagas, o curso de dança da UFPE tem pouco tempo de existência: criado em 2009, a quarta turma irá se formar este mês. Para cursar a graduação, João irá receber uma bolsa de R$ 400 do programa Incluir, do Ministério da Educação e contará também com a ajuda de uma estudante de pedagogia para auxiliá-lo durante o curso.
Dança e acessibilidade
Assim como para João a deficiência nunca foi um fator limitante para perseguir seu desejo de dançar, muitos projetos vêm se consolidando na pesquisa da dança independente das restrições que o corpo possa ter.
Companhias como Giradança, Pulsar e Dança Sem Fronteiras apostam na investigação de linguagens como a danceability, método criado por Alito Alessi  que utiliza a improvisação de movimento para promover a expressão e a troca artística entre pessoas com e sem deficiência.
[Foto: Workshop com Alito Alessi © Karolina Miernik]


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