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Um ser humano simples com defeitos, virtudes e que a cada dia procura viver de uma forma mais coerente possível para ser feliz. Sou cadeirante desde 1977 devido a poliomielite (Paralisia infantil), blogueiro, ex Locutor do telemensagem Shalom,Palestrante, presidente da A.D.C.C.-ASSOCIAÇÃO DOS CADEIRANTES DE CARUARU, Ex bailarino,ex secretário e conselheiro do COMUD- Conselho municipal de defesa dos direitos das pessoas com deficiência, ESTUDANTE DE ECONOMIA NA UFPE CAA(Passei a emoção é inexplicável)! Primeiro cadeirante aprovado e sem cota em ampla concorrência. Membro do NACE-Núcleo de Acessibilidade da UFPE-CAA. Estudante em pesquisa de extensão em Direitos Humanos-UFPE CAA e Secretário do DA-Diretório Acadêmico do curso de Economia-UFPE,CAA

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Pai se torna cabeleireiro para cortar cabelo de filho especial

Após um episódio bastante desagradável, Michel Oliveira, de Piraquara, em Curitiba,  deixou sua profissão de lado e virou especialista em cortar cabelos de crianças especiais. Ele ficou chateado quando o cabeleireiro não quis atender seu filho Gabriel, que tem paralisia cerebral e, na época, tinha apenas três anos de idade.
"Lá, o cabeleireiro me disse que não cortava cabelo de deficientes. Saí de lá chateado, passei numa farmácia e comprei uma máquina de corte. Eu mesmo cortei o cabelo do Gabriel." 

Michel afirma que, naquele momento, teve a ideia de seguir com a profissão de cabelereiro para, dessa forma, dedicar mais tempo ao seu filho. Segundo ele, não considera a criança deficiente, apesar de ter ficado muito abalado com o diagnóstico da paralisia cerebral. "Receber a notícia foi um choque. Você fica sem chão no começo. Mas tem uma frase que eu sempre digo: 'Deus te deu um filho especial; não o trate como deficiente'", desabafou.
No entanto, nem tudo foi tão simples no processo de abandonar a sua profissão como mecânico industrial e agrícola e perseguir esse sonho. A sua esposa não gostou nada da ideia, explica Michel. "No começo, é complicado mesmo para qualquer um aceitar a mudança, principalmente quando já está tudo organizado. Ao começar do zero de novo, o rendimento caiu bruscamente", contou o cabeleireiro. 
Apesar das dívidas que se acumularam graças à imediata falta de emprego, a esposa finalmente aprovou o projeto e passou a ser uma parceira na nova etapa. "Hoje, ela não só entende, como também me ajuda nas horas de folga", disse Michel.
Segundo ele, a maior dificuldade nesse trabalho é que, devido à rotina de terapias, muitas delas dolorosas, as crianças têm dificuldades em aceitar outra pessoa tocando nelas. Michel explica que é preciso ter muito jogo de cintura para conquistar a confiança.
No entanto, ele afirma não ter se arrependido da mudança. "É justamente aí que mora a grande recompensa, aquela que ajuda a superar qualquer obstáculo: é conseguir quebrar essa barreira do medo e ser aceito por essas crianças", se derrete o pai de Gabriel. 

Fonte-Correio 24h

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