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Um ser humano simples com defeitos, virtudes e que a cada dia procura viver de uma forma mais coerente possível para ser feliz. Sou cadeirante desde 1977 devido a poliomielite (Paralisia infantil), blogueiro, ex Locutor do telemensagem Shalom,Palestrante, presidente da A.D.C.C.-ASSOCIAÇÃO DOS CADEIRANTES DE CARUARU, Ex bailarino,ex secretário e conselheiro do COMUD- Conselho municipal de defesa dos direitos das pessoas com deficiência, ESTUDANTE DE ECONOMIA NA UFPE CAA(Passei a emoção é inexplicável)! Primeiro cadeirante aprovado e sem cota em ampla concorrência. Membro do NACE-Núcleo de Acessibilidade da UFPE-CAA. Estudante em pesquisa de extensão em Direitos Humanos-UFPE CAA

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Alunos de creche aprendem libras junto com colega surdo

pequeno Eduardo Niero, de três anos, nasceu surdo. Foi descobrindo aos poucos seu jeito de se comunicar com o mundo. Ao iniciar a vida escolar em 2015, no Núcleo Municipal de Educação Infantil (NEI) Gentil Mathias da Silva, nos Ingleses, no norte da Ilha, Dudu, como é chamado pelos amiguinhos, começou uma nova etapa, repleta de desafios, mas que serão fundamentais tanto para o seu desenvolvimento quanto para o dos outros estudantes.


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Junto com Dudu, colegas, professores e funcionários da creche estão aprendendo a Língua Brasileira de Sinais (Libras). Três vezes por semana eles recebem a visita da professora Cristine Hertz Dias, responsável pelo projeto. O aprendizado é feito de maneira totalmente lúdica para crianças desta idade. As pequenas mãozinhas vão aos poucos realizando os gestos do cotidiano, como comer, sentar, dormir, e fazer os símbolos que representam as letras, os animais e os demais objetos que integram a rotina.

A professora da turma, Denise Medeiros, explica que os colegas interagem naturalmente com Dudu, e já sabem que quando querem chamá-lo precisam ir até ele e fazer os gestos:

— Quando eu digo pra turma sentar, os colegas já fazem o sinal com as mãos para ele. É um aprendizado para todos nós. E nos dias em que a professora Cris não está aqui, eu também trabalho a Libras com a turma — conta.

Especializada em educação especial, a professora Cristine explica que para a criança que nasce surda, a Língua Brasileira de Sinais é o primeiro jeito de se comunicar, de expressar suas vontades, sendo o envolvimento da família e da escola essenciais para o aprendizado.

— É um processo que envolve toda a família. Uma vez por semana a mãe dele também vem aqui ter aulas comigo, pois já expliquei que quanto mais cedo ele aprender Libras, melhor vai ser para o desenvolvimento quando entrar para o Ensino Fundamental. Esta é a primeira língua dele, para depois aprender a ler e escrever em português — explica.

 Inclusão natural

Numa sala de aula com crianças entre três e quatro anos, não existe preconceito. Todos interagem juntos de maneira natural, brincando e brigando com Dudu quando ele não se comporta bem:

— A gente tem que falar com as mãos com o Dudu, porque ele não tem o ouvidinho igual o nosso. Mas eu brigo com ele quando ele me bate — conta Ana Clara, de quatro anos.

Para o aprendizado de Libras se tornar mais eficiente, Cristine troca figurinhas com a professora Denise, e trabalha na linguagem dos sinais os mesmos conteúdos que as crianças estão tendo:

— No último mês falamos bastante de água, natureza, então eles aprenderam os gestos relacionados. Com alunos maiores, posso ensinar de maneira mais prática, mas para crianças tudo é feito aos poucos — destaca Cristine.

Rede municipal da Capital tem 480 alunos com deficiência

Há 20 anos, a rede municipal de Florianópolis começou a inserir alunos com deficiência na rede regular de ensino. Atualmente, são 480 estudantes matriculados. Somente na educação infantil, são 129 crianças. Para um atendimento mais eficaz, foram criadas salas multimeios em 22 polos, todos com professores especializados em educação especial. Os materiais também são adaptados previamente. No caso do ensino de Libras, assim que um aluno surdo é matriculado na rede, um profissional é deslocado para o atendimento na instituição, caso esta não tenha um profissional capacitado.

Ainda existem casos como o da Escola Maria Tomázia Coelho, no Santinho, onde funciona o polo do norte da Ilha. Na escola, mesmo sem ter nenhum aluno surdo, os estudantes do 1º ao 5º ano têm aulas de Libras de 15 em 15 dias com a professora Cristine Hertz Alves, por entender que a Libras precisa ser difundida entre todos, de maneira ampla e não especificamente para as pessoas surdas.

Números

Alunos com deficiência auditiva em Florianópolis

Perda total de audição (surdos) 11 - Ensino de Educação Fundamental
3- Ensino de Educação Infantil

Perda parcial de audição
16- Ensino de Educação Fundamental
4- Ensino de Educação Infantil

TOTAL: 34 alunos

Outras deficiências

Visual
Cego: 3
Baixa visão: 15

Intelectual: 163

Motora-física Paralisia Cerebral: 27
Outros: 42

Múltipla: 61

Transtorno do espectro autista: 133

Altas habilidades/ superdotação: 2

Fonte-HORA DE STA CATARINA

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