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Um ser humano simples com defeitos, virtudes e que a cada dia procura viver de uma forma mais coerente possível para ser feliz. Sou cadeirante desde 1977 devido a poliomielite (Paralisia infantil), blogueiro, ex Locutor do telemensagem Shalom,Palestrante, presidente da A.D.C.C.-ASSOCIAÇÃO DOS CADEIRANTES DE CARUARU, Ex bailarino,ex secretário e conselheiro do COMUD- Conselho municipal de defesa dos direitos das pessoas com deficiência, ESTUDANTE DE ECONOMIA NA UFPE CAA(Passei a emoção é inexplicável)! Primeiro cadeirante aprovado e sem cota em ampla concorrência. Membro do NACE-Núcleo de Acessibilidade da UFPE-CAA. Estudante em pesquisa de extensão em Direitos Humanos-UFPE CAA

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Auxiliares de enfermagem viram 'tradutoras' para grávida com surdez

As auxiliares de enfermagem Érica de Almeida Oliveira e Rosemeire Antônia Lopes dos Santos, funcionárias do Ambulatório Médico de Especialidades (AME) em Itapeva (SP), se tornaram “tradutoras” da Língua Brasileira de Sinais (Libras) ao acompanharem o pré-natal da jovem Gleiciele de Oliveira Leminschka, de 22 anos. Moradora de Apiaí (SP) e portadora de deficiência auditiva, a grávida de gêmeos buscou atendimento em Itapeva, a 120 quilômetros da cidade de onde mora, para conseguir acompanhamento de pré-natal com Libras. Para a família, foi importante encontrar profissionais que soubessem a linguagem dos sinais.


“Ajudou demais as profissionais saberem Libras desde a fase inicial da gestação da minha filha. Em todos os momentos, elas demonstraram interesse em aprimorar a linguagem. Isso nos ajudava a nos comunicar com o médico e elas nos davam muitas explicações durante essa fase”, afirma a mãe da Gleiciele, Vanda Gonçalves.
De acordo com a mãe da gestante, o comprometimento das profissionais tornava as idas ao hospital em uma “festa”. “O dia em que íamos ao hospital em Itapeva era uma festa. Elas sempre diziam: ‘quando vocês vierem avisem que nós vamos cuidar de tudo’. Era uma alegria para o pessoal”, revela.
As profissionais
Em entrevista ao G1, Érica contou que aprendeu Libras há anos, após aprender o alfabeto e fazer um curso. Já Rosemeire teve aulas sobre a linguagem o ano passado durante o curso de Pedagogia que atualmente estuda. Para elas, foi importante aprender a linguagem dos surdos e mudos para poderem ajudá-los quando forem atendidos no AME.


“É difícil atender quem é surdo, porque ninguém consegue se comunicar direito. Contudo, por meio dos gestos, eu consigo explicar para a paciente o que o médico está falando, conforme os resultados dos exames saem. Então, é muito importante para nós sabermos essa linguagem. Assim conseguimos ajudá-los", afirma Érica.
Apesar das dificuldades iniciais para aprender Libras, Rosemeire, que é auxiliar de enfermagem há 11 anos, ressalta que a língua não é difícil. “Tudo depende se há uma motivação para falar e se há um objetivo. Aprender por aprender talvez não fique na memória, mas, como eu tenho essa necessidade de conversar com os pacientes, ficou mais fácil. A Gleiciele não foi a única deficiente auditiva que já atendi. Sempre vem alguém com deficiência aqui no AME”, conta.
Segundo Rosemeire, foi gratificante quando ela e a colega de trabalha comunicaram o sexo dos bebês. “Estávamos na sala e conseguimos falar para ela qual era o sexo dos bebês. Em seguida, vimos ela sentir a vibração do coração dos filhos ao colocar a mão na barriga. Foi muito gratificante ver o que estava acontecendo”, destaca.


Nascimento
As crianças de Gleiciele nasceram no mesmo dia do aniversário da gestante, em 19 de abril. João Victor Lima Leminschka, de 3 quilos, e Ana Victória Lima Leminschka, de 2,5 quilos, vieram ao mundo com saúde. Segundo a avó, Vanda Gonçalves, a família passa bem e já está na casa.
Depois do esforço em ajudar, Vanda salienta que a relação da família com as auxiliares  se tornou um vínculo de amizade. “Elas ainda não viram as crianças pessoalmente, só por fotos. Mas, daqui algum tempo, vamos marcar esse encontro com toda a certeza. Elas também fazem parte dessa felicidade”, finaliza.

Fonte-g1

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