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Um ser humano simples com defeitos, virtudes e que a cada dia procura viver de uma forma mais coerente possível para ser feliz. Sou cadeirante desde 1977 devido a poliomielite (Paralisia infantil), blogueiro, ex Locutor do telemensagem Shalom,Palestrante, presidente da A.D.C.C.-ASSOCIAÇÃO DOS CADEIRANTES DE CARUARU, Ex bailarino,ex secretário e conselheiro do COMUD- Conselho municipal de defesa dos direitos das pessoas com deficiência, ESTUDANTE DE ECONOMIA NA UFPE CAA(Passei a emoção é inexplicável)! Primeiro cadeirante aprovado e sem cota em ampla concorrência. Membro do NACE-Núcleo de Acessibilidade da UFPE-CAA. Estudante em pesquisa de extensão em Direitos Humanos-UFPE CAA e Secretário do DA-Diretório Acadêmico do curso de Economia-UFPE,CAA

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Linha férrea poderá se tornar ciclovia em Caruaru


Imagine cortar a cidade de Caruaru, no Agreste do estado, de um canto a outro de bicicleta, passando por alguns dos principais pontos turísticos e conhecendo melhor o município. Essa é a finalidade do projeto Ocupe Ciclo Férrea, que pretende criar uma ciclovia ao lado de toda a linha férrea da cidade, desativada há muitos anos.

O trajeto vai de Taquara de Baixo até Gonçalves Ferreira, passando por mais de 20 bairros e totalizando 21km. O projeto foi idealizado pela ONG TerraVerde e apresentado ao secretário estadual de Turismo, Felipe Carreras, que mostrou entusiasmo em relação à criação da ciclovia. Ele já enviou uma equipe ao local para avaliar a viabilidade da obra.

Carreras recebeu o projeto das mãos do representante da ONG Terraverde, Marcelo Rodrigues. “Fiquei muito empolgado e estou trabalhando para tornar esta ação uma realidade, pois é uma grande oportunidade de promovermos bem-estar, saúde, ajudar a melhorar a mobilidade, colaborar com o meio ambiente e socialização do povo do Agreste do estado, além do turismo na região”, informou o secretário.

“A ideia é totalmente convergente com o que queremos implantar no estado que é estimular o uso da bicicleta. Observamos uma série de fatores prioritários, como mobilidade urbana, meio ambiente, turismo, cultura, história e revitalização do espaço. O projeto é grandioso, mas é instigador. Ele corta a cidade de Caruaru ao meio, interligando os bairros”, explicou Jason Torres, gestor de ciclomobilidade.
Ele ressaltou que a ideia é embrionária e será estudada. “O próximo passo é desenhar o projeto com o Prodetur e iniciar os estudos. É uma ideia que vai se tornar um anteprojeto. Mas é uma ideia fantástica. Você passa a dar uso a algo que está ocioso e mal utilizado”, opinou.

Genival Barros, superintendente de meio ambiente do Prodetur, apontou que o trecho tem grande potencial para abrigar a ciclovia, criando áreas de lazer e convivência com a natureza. “É algo que pode ser exemplar para o estado e para o país em matéria de requalificação. A ideia de tornar a área um parque linear tem um custo menor de execução”, citou.

Segundo o presidente da TerraVerde, Marcelo Rodrigues, o projeto prevê uma ciclovia de Salgueiro até o Recife, unindo o Agreste e o Sertão ao litoral pernambucano. “É o maior projeto cicloviário do Norte e Nordeste e um dos maiores do país, conservando a linha férrea e inserindo Pernambuco na rota do turismo mundial em relação ao ciclismo”, disse.

Ainda de acordo com Rodrigues, em praticamente todo trecho do município de Caruaru não haverá necessidade de desapropriações, o que reduz o custo da obra. “Quase 22 bairros serão cortados pela ciclovia, atingindo mais de 80% da população caruaruense e influenciando na qualidade de vida de modo geral. Onde foram criadas ciclovias, houve expansão do comércio e aumento da segurança”, enfatizou Marcelo.

Em Caruaru, a via férrea corta a cidade de Leste a Oeste, passando pelos principais e mais populosos bairros da Capital do Agreste, entre eles, Rendeiras, Salgado, Riachão, Maurício de Nassau, João Mota, Centro, Divinópolis, Cohabs I e II, Vila Kennedy, Alto do Moura, além de dois distritos: Taquara de Baixo e Gonçalves Ferreira.

Rafael da Silva, morador da Rua Berlim, no Riachão, aprovou a ideia da ciclovia. “A linha férrea, nesse trecho e em outros, é usada como ponto de venda e uso de drogas. Não há quem fiscalize e nós ficamos inseguros aqui. Então, acho o projeto muito bom e espero que comecem logo a obra”, comemorou.
Fonte-Diário de Pernambuco

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