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Um ser humano simples com defeitos, virtudes e que a cada dia procura viver de uma forma mais coerente possível para ser feliz. Sou cadeirante desde 1977 devido a poliomielite (Paralisia infantil), blogueiro, ex Locutor do telemensagem Shalom,Palestrante, presidente da A.D.C.C.-ASSOCIAÇÃO DOS CADEIRANTES DE CARUARU, Ex bailarino,ex secretário e conselheiro do COMUD- Conselho municipal de defesa dos direitos das pessoas com deficiência, ESTUDANTE DE ECONOMIA NA UFPE CAA(Passei a emoção é inexplicável)! Primeiro cadeirante aprovado e sem cota em ampla concorrência. Membro do NACE-Núcleo de Acessibilidade da UFPE-CAA. Estudante em pesquisa de extensão em Direitos Humanos-UFPE CAA

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Vírus da zika afeta visão de bebês sem microcefalia, dizem médicos

Pesquisadores da Fundação Altino Ventura (FAV) relataram, nesta quinta-feira (9), a documentação do primeiro caso de um bebê sem microcefalia, mas com graves lesões oftalmológicas causadas pelo vírus da zika. Até então, acreditava-se que apenas crianças com a malformação originada pelo zika durante a gestação poderiam desenvolver algum problema de visão. O caso começou a ser investigado em dezembro de 2015, confirmado em março deste ano, mas só divulgado na manhã desta quinta pela oftalmologista da FAV, Camila Ventura.

 Esse primeiro caso documentado, publicado esta semana em artigo na revista científica The Lancet, é de um bebê de seis meses. Sem nenhuma característica da microcefalia, a criança só foi submetida aos cuidados da FAV por apresentar espasmos motores. A mãe da criança não sabia que havia contraído o vírus durante a gravidez, já que não teve nenhum sintoma. "No começo, nem ligamos esse caso ao zika porque ele apresenta perímetro cefálico dentro da normalidade e a mãe dizia que não havia tido o vírus. Foi então que resolvemos fazer o teste de sorologia e apareceu o zika", detalhou a médica.


Durante o exame oftalmológico completo, foi constatada uma cicatriz profunda na região da visão central do pequeno, responsável pelos detalhes e os contrastes visuais. Porém, como a lesão foi descoberta logo, a médica explica que nesses casos a criança aprende um modo de tentar driblar essa falta da principal área visual do ser humano, com maior números de neurônios.


"Ele vai encontrar um jeito de usar outra parte da visão com mais potência", completa ao dizer que o pico de desenvolvimento visual se dá até os seis meses de vida, mas que o crescimento ocorre até os nove anos de idade.
Por conta disso, Camila Ventura defende que o exame oftalmológico completo seja feito em todas as crianças que nasçam nesse período epidemiológico. "É preciso fazer a dilatação pupilar e o exame de retina para encontrar esses problemas que agora descobrirmos que também são causados pelo vírus da zika. O exame do olhinho, que é lei no estado, detecta doenças como catarata congênita e alguns tumores, mas não essas lesões tão características", pondera a especialista.
Até então, o estado de Pernambuco apresenta 68 casos de bebês que tiveram contato com o vírus da zika, mas que não apresentaram microcefalia, segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES).

Fonte-G1 PE



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