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Um ser humano simples com defeitos, virtudes e que a cada dia procura viver de uma forma mais coerente possível para ser feliz. Sou cadeirante desde 1977 devido a poliomielite (Paralisia infantil), blogueiro, ex Locutor do telemensagem Shalom,Palestrante, presidente da A.D.C.C.-ASSOCIAÇÃO DOS CADEIRANTES DE CARUARU, Ex bailarino,ex secretário e conselheiro do COMUD- Conselho municipal de defesa dos direitos das pessoas com deficiência, ESTUDANTE DE ECONOMIA NA UFPE CAA(Passei a emoção é inexplicável)! Primeiro cadeirante aprovado e sem cota em ampla concorrência. Membro do NACE-Núcleo de Acessibilidade da UFPE-CAA. Estudante em pesquisa de extensão em Direitos Humanos-UFPE CAA e Secretário do DA-Diretório Acadêmico do curso de Economia-UFPE,CAA

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Escolas terão que implantar libras como disciplina curricular

As aulas são ministradas a partir da educação infantil.(Foto: Arquivo projeto )

O projeto Escola Acessível, Caminhos para o Bilinguismo propõe que até 2021 todas as escolas da rede municipal de Rio Branco incluam a Linguagem Brasileira dos Sinais (Libras) como disciplina curricular. A implantação teve início no ano passado, quando a Secretaria Municipal de Educação e o Ministério Público firmaram acordo através de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).
A partir de 2012, as escolas municipais e municipalizadas começaram a incluir, gradativamente, Libras no ensino. A coordenadora do projeto, Jucelma Mourão, explica que aos poucos o projeto vai abrangendo as escolas. "Para não prejudicar a rede de ensino municipal, a inclusão está sendo feita de forma gradativa, começando com quatro escolas e progressivamente quatro escolas por ano",diz.


Neste ano conta-se dez escolas que possuem o processo de ensino em Libras, além disso, o TAC também impôs a criação de um Centro Municipal de Apoio ao Surdo (CAS) que será responsável pelo suporte e oferecimento de cursos para a comunidade. "O CAS vai oferecer cursos para quem tiver interesse em participar. Assim, em pouco tempo, teremos pessoas habilitadas para fazer com que o projeto cresça ainda mais nas escolas", explica Jucelma.
Para realizar as aulas, o centro municipal contratou cinco professores temporários que se dividem para realizar as atividades. A coordenadora explica essa divisão. "Esses profissionais são habilitados para aulas de libras, dois deles trabalham diretamente comigo para a execução do projeto, os outros três estão na organização do CAS para oferecer esses cursos à comunidade. O centro vai funcionar fornecendo qualificação e formação dos profissionais que irão atuar no ensino".
Jucelma tem pós gradução em Libras e mestrado em Linguagem e Identidade, ela fez a primeira dissertação do estado que fala sobre o ensino especializado na linguagem dos sinais. Atualmente ela coordena o projeto de bilinguismo e planeja as aulas que são dadas nas escolas. "Uma vez por mês nos encontramos com os professores, passamos aulas, depois o professor passa a aula novamente para tirarmos dúvidas e mantermos a qualidade no uso e ensino dos sinais", diz.
As oficinas são ministradas em escolas ensino infantil que vão até o sexto ano, antiga 5º série. Cada aula tem uma duração de 30 minutos e todos os servidores da escola participam.A coordenadora do projeto explica que assim a interação e inclusão é maior. "Quando a escola é contemplada com o projeto, abrange a todos. Justamente para que o aluno se sinta acolhido para pedir um suco, porque a merendeira vai poder olhar pra ele, entender e interagir sem  necessidade de um intérprete".


O objetivo é atingir justamente as crianças pela facilidade de aprendizagem e a formação de possíveis profissionais. "Nós não vamos ter tanta falta de profissionais como os intérpretes, porque vai ser mais fácil encontrar pessoas que se identifiquem com a língua. Imagina se você tem contato com essa língua na sua pré-escola, o curso de intérprete será tão fácil como qualquer outro", explica.
Jucelma resume a importância do projeto na inclusão social. "Além de ser bom para o surdo, vai ser bom para o ouvinte, porque não vai ser mais um bicho de sete cabeças quando encontrar uma pessoa que não fala nossa língua oral. Essa parte social, no meu ponto de vista, é a parte mais interessante do projeto, fazer com que crianças sintam-se à vontade para se comunicar com os colegas surdos, sem ter aquela ideia pré-estabelecida de que o surdo não pode falar. Ele sabe falar sim, mas nós falamos com ele dessa forma".
Professora do Atendimento Educacional Especializado (AEE), Marcilane da Rocha, trabalha com o ensino infantil e garante que a receptividade dos alunos ao projeto é uma das melhores possíveis. " A aceitação deles é a melhor possível, é um conteúdo e uma língua diferente. Prova disso é que quando eles me encontram na rua repetem o que aprenderam na aula, cumprimentam na língua dos sinais", finaliza.

Fonte-G1

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