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Um ser humano simples com defeitos, virtudes e que a cada dia procura viver de uma forma mais coerente possível para ser feliz. Sou cadeirante desde 1977 devido a poliomielite (Paralisia infantil), blogueiro, ex Locutor do telemensagem Shalom,Palestrante, presidente da A.D.C.C.-ASSOCIAÇÃO DOS CADEIRANTES DE CARUARU, Ex bailarino,ex secretário e conselheiro do COMUD- Conselho municipal de defesa dos direitos das pessoas com deficiência, ESTUDANTE DE ECONOMIA NA UFPE CAA(Passei a emoção é inexplicável)! Primeiro cadeirante aprovado e sem cota em ampla concorrência. Membro do NACE-Núcleo de Acessibilidade da UFPE-CAA. Estudante em pesquisa de extensão em Direitos Humanos-UFPE CAA e Secretário do DA-Diretório Acadêmico do curso de Economia-UFPE,CAA

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

AS PARALIMPIADAS E SEUS GANHOS PSICOLÓGICOS E SOCIAIS

Já estamos acostumados a ver nos esportes pessoas se superando em busca de conquistas e resultados esportivos, o que se refletem também na vida pessoal desses atletas e de quem os assistem.
Se já tivemos vários exemplos dessas histórias de superações na Olimpiada do Rio, imagina só o que podemos esperar da Paralimpiada à partir do próximo dia 7 de setembro? Em mão dupla, ao longo de todas as suas edições. ela beneficiou não só os atletas paralimpicos, mas a construção de uma sociedade inclusiva com um todo!

Este é o maior evento esportivo mundial envolvendo atletas com deficiências físicas(de mobilidade, amputações, cegueira ou paralisia cerebral), além de pessoas com deficiência intelectual.
Realizados pela primeira vez em 1960 em Roma, Itália, teve sua origem em Stoke Mandeville, na Inglaterra, onde ocorreram as primeiras competições esportivas para pessoas com deficiência física, como forma de reabilitar militares feridos na Segunda Guerra Mundial. Desseseis anos depois, já eram quarenta países competindo, levando a mais pessoas com deficiência a possibilidade de praticar esportes em alto nível nas vinte e sete modalidades compõem o programa dos Jogos Paralímpicos.
O esporte devolve na pessoa com deficiência uma função e atividade na vida. Ela se descobre capaz de realizar coisas que nem imaginava e até de forma competitiva. A convivência coletiva com outros atletas, equipe e tantas outras pessoas fortalece ainda mais a sua autoestima. E nesse círculo, a inclusão social ocorre de maneira natural.

E neste ganho entre pessoas/atletas com deficiência e sociedade, a mídia mundial vem desempenhando um papel fundamental. Mostrando essas pessoas como atletas competitivos, sem, contudo, apelar para os estigmas culturais.  Por muito tempo nem se falava em Paralimpiadas na mídia.
Hoje toda a imprensa brasileira aborda o tema e até canais de televisão transmitem modalidades ao vivo. Isto graças aos resultados que as pessoas com deficiência foram conquistando no esporte e na vida. Mas todas as abordagens jornalísticas precisam ser isentas de tintas piegas, nem coitadinhos, nem super heróis. Os paralimpicos são atletas preparados para dar o melhor de si, pessoas como as demais com erros e acertos.

E com resultados surpreendentes!
Nas últimas edições os esportes paralímpicos deram mais resultados ao Brasil do que os esportes olímpicos. As pessoas sem deficiência veem que esses atletas paralimpicos como capazes e, consequentemente, a sociedade rever de forma positiva os seus conceitos sobre deficiência. Além que, outras pessoas com deficiência sem ser atletas podem se espelhar nelas, descobrir-se capaz de realizar seus sonhos e se superarem. E nesse jogo todos ganham!

Emílio Figueira, psicólogo educacional e autor do livro “Psicologia e Inclusão – Atuações psicológicas em pessoas com deficiência” (Wak Editora)

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