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Um ser humano simples com defeitos, virtudes e que a cada dia procura viver de uma forma mais coerente possível para ser feliz. Sou cadeirante desde 1977 devido a poliomielite (Paralisia infantil), blogueiro, ex Locutor do telemensagem Shalom,Palestrante, presidente da A.D.C.C.-ASSOCIAÇÃO DOS CADEIRANTES DE CARUARU, Ex bailarino,ex secretário e conselheiro do COMUD- Conselho municipal de defesa dos direitos das pessoas com deficiência, ESTUDANTE DE ECONOMIA NA UFPE CAA(Passei a emoção é inexplicável)! Primeiro cadeirante aprovado e sem cota em ampla concorrência. Membro do NACE-Núcleo de Acessibilidade da UFPE-CAA. Estudante em pesquisa de extensão em Direitos Humanos-UFPE CAA

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Mãe assiste Paralimpíada com seus filhos e ao chegar no quarto deles, ela tem uma surpresa!

Por Alertúcia Viana

Sábado à tarde eu* e meus filhos (Antônio, com 9 anos, e Leonor com 7 anos) sentamos para assistir, com calma, a reprise da abertura das Paralimpíadas Rio 2016.
Logo na primeira imagem de um atleta sem os braços, minha pequena Nonô (Leonor) deu um salto do sofá e disse que não entendia como alguém pode nascer "assim". Com calma expliquei que tudo (e todos) na vida pode nascer com a sua "diferença", que aquela pessoa não tinha o braço mas tinha todo o corpo funcionando saudavelmente (tanto que era um atleta!), tinha família, filhos que o amavam, etc., que ele era "diferente" e perfeito!
Meu filhote de 9 anos, para minha grata surpresa, ajudou-me a explicar para a irmã que muitos de nós "não temos diferenças físicas mas temos maus comportamentos e isso é uma deficiência de verdade".

Durante a cerimônia, naquela parte do "coração que pulsava" (momento maravilhosoooo!), segurando pra não chorar, expliquei a eles que todos temos um coração e é isso o que nos faz humanos e iguais nos direitos e deveres.
Quando "a escada virou rampa", rolou entre nós uma discussão produtiva. Antônio e Leonor (nenhum dos dois piscava na frente da TV!) se tocaram que uma rampa igual aquela "todo mundo sobe mesmo né???"... e perguntaram:
-Ôh Mãe, por que não fazem rampas??? 
-Tá vendo, filho? Agora é sua vez de cobrar, na escola, nas excursões. Incluir é também um trabalho para crianças!!!
 E não bastou o fim da cerimônia.
Ontem, enquanto eu descansava, flagrei meus filhos no quarto de brinquedos desenhando momentos da abertura, e registrei a ideia da inclusão sob os desenhos deles. Desenharam o coração e também alguns dos atletas com deficiência. 
Foi uma surpresa para mim, pois como mãe, tenho a certeza de que essa arte despretensiosa dos meus filhos mostra o quanto estão esclarecidos e, conhecendo cada um deles, sei vão tratar com mais naturalidade e um pouco de curiosidade (e não aquele espanto inicial) qualquer pessoa "diferente" que eles conhecerem.
Plantar a inclusão na cabecinha de crianças sem PRÉconceito é fácil, pode ser simples e prepara nossos filhos para serem pessoas muito melhores!!!
Fonte-Cantinho dos cadeirantes

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