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Um ser humano simples com defeitos, virtudes e que a cada dia procura viver de uma forma mais coerente possível para ser feliz. Sou cadeirante desde 1977 devido a poliomielite (Paralisia infantil), blogueiro, ex Locutor do telemensagem Shalom,Palestrante, presidente da A.D.C.C.-ASSOCIAÇÃO DOS CADEIRANTES DE CARUARU, Ex bailarino,ex secretário e conselheiro do COMUD- Conselho municipal de defesa dos direitos das pessoas com deficiência, ESTUDANTE DE ECONOMIA NA UFPE CAA(Passei a emoção é inexplicável)! Primeiro cadeirante aprovado e sem cota em ampla concorrência. Membro do NACE-Núcleo de Acessibilidade da UFPE-CAA. Estudante em pesquisa de extensão em Direitos Humanos-UFPE CAA

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

"É difícil e humilhante", desabafa mãe de cadeirante impedida de embarcar em ônibus

Renata Aleixo não escondeu a tristeza em ter sido impedida de entrar em um ônibus adaptado com a filha cadeirante em Salvador. A mulher contou que chorou após a confusão e só conseguiu chegar em casa por volta das 20h30, após ter ido para a praia e não conseguir embarcar no coletivo.
— É difícil e, muitas vezes, humilhante.

Acostumada com as dificuldades em transportar a filha de 14 anos, que nasceu com microcefalia e paralisia cerebral, a mulher diz que falta cultura e educação na população.
— Eles fazem isso para excluir, para eu falar assim: "não vou mais para praia com minha filha porque fulano de tal me humilhou, que o elevador estava quebrado". Só que eu contrario tudo isso, eu vou e domingo vou estar lá de novo.

Uma equipe de reportagem da Record Bahia flagrou o momento em que Renata tentou pegar um ônibus, no domingo (23), na altura do Sesc, no bairro de Piatã. A mulher queria voltar para casa da praia com a filha, mas o coletivo estava cheio e até o espaço destinado à pessoas com deficiência estava ocupado por passageiros sem deficiência.
Depois de muita insistência da mãe, que esbravejava que a filha tinha direito, por lei, de ser transportada, o motorista desceu do ônibus para ligar o elevador, mas o equipamento não funcionou.
O motorista contou que os passageiros começaram a gritar e fazer algazarra dentro do coletivo e ele preferiu sair do local sem embarcar mãe e filha.

O secretário de mobilidade urbana, Fábio Mota, afirmou que todos os ônibus são equipados com elevador e a cadeirante não foi transportada porque o veículo estava muito cheio.
— A culpa é dividida. O rodoviário, por não ter chamado a polícia para o cumprimento de uma lei que dá acesso ao cadeirante ao transporte, e a população, que estava em cima do elevador e que não permitiu que o acesso fosse feito.
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