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Um ser humano simples com defeitos, virtudes e que a cada dia procura viver de uma forma mais coerente possível para ser feliz. Sou cadeirante desde 1977 devido a poliomielite (Paralisia infantil), blogueiro, ex Locutor do telemensagem Shalom,Palestrante, presidente da A.D.C.C.-ASSOCIAÇÃO DOS CADEIRANTES DE CARUARU, Ex bailarino,ex secretário e conselheiro do COMUD- Conselho municipal de defesa dos direitos das pessoas com deficiência, ESTUDANTE DE ECONOMIA NA UFPE CAA(Passei a emoção é inexplicável)! Primeiro cadeirante aprovado e sem cota em ampla concorrência. Membro do NACE-Núcleo de Acessibilidade da UFPE-CAA. Estudante em pesquisa de extensão em Direitos Humanos-UFPE CAA e Secretário do DA-Diretório Acadêmico do curso de Economia-UFPE,CAA

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Jovem com paralisia cerebral se torna bacharel em Direito em Pouso Alegre

Nem mesmo a falta de mobilidade causada por uma paralisia cerebral impediu que um jovem de 25 anos realizasse um sonho: se tornar bacharel em Direito. Marco Túlio Fernandes Pascoal nasceu em Senador José Bento (MG) e durante cinco anos viajou todas as noites para Pouso Alegre (MG), onde cursou a faculdade de Direito.

  Mesmo enfrentando muitas dificuldades contou com o apoio da família. A mãe conta que ele nasceu prematuro e, que por causa de uma doença, desenvolveu alguns problemas motores que o levaram para uma cadeira de rodas.


“Ele já tinha 7 meses quando eu percebi. Eu percebi que ele não estava sentando, estava mais molinho. O neuropediatra  foi pedindo os exames, pediu a ressonância e aquelas coisas todas, e ai que descobriu que tinha afetado na coordenação motora”, disse a mãe de Tulinho, Vera Lúcia Fernandes.

  Mesmo assim, a família de Tulinho, como é conhecido pelos colegas, não desistiu e aprendeu com ele a não abrir mão dos sonhos. Meta que o levou para a faculdade de Direito.

  “À primeira vista, o que nós nos perguntamos foi: “Será que ele terá condições de acompanhar o curso de Direito? [Sabemos] que não é um curso fácil, que tem muitas exigências, carga horária, trabalho”, disse o coordenador de graduação, Elias Kallas Filho.

 Lição de vida

  Justo ele que estava na universidade para aprender, acabou ensinando. “Eu aprendi a ter mais força de vontade, a superar a minha vida em muitas coisas”, contou a bacharel em Direito, Agnes Sampaio.

  Como retribuição pelo aprendizado, as amigas de curso surpreenderam para Marco Túlio com um direito fundamental: a acessibilidade. “Essa mobilidade que o Marco Túlio tinha limitada, a gente ofereceu uma cadeira para ele seria o ideal e seria uma forma de agradecimento também, porque passamos cinco anos na graduação e uma forma de agradecer por tudo o que a gente tinha vivido juntos”, explicou Kaelly Cavoli Moura da Silva, bacharel em Direito.

  “Eu tenho muito o que agradecer [meus colegas] por causa da história da cadeira, que fizeram aquela surpresa pra mim. Eu tenho muito que agradecer, porque graças à Deus eu sempre tive amizade com todo mundo”, disse Marco Túlio.



Ao longo da vida, o jovem venceu batalhas e ultrapassou barreiras, contrariou diagnósticos. Mas como o menino que nasceu com paralisia cerebral conseguiu tamanha façanha? “Eu aprendi que se a gente não lutar, a gente não consegue nada. Isso que eu aprendi”, contou Marco Túlio.


 Jovem com paralisia cerebral se torna bacharel em Direito em Pouso Alegre (Foto: Reprodução EPTV)


 Orgulho da família

  Hoje, bacharel em Direito, Marco Túlio segue com a mesma profissão do pai, da irmã e se tornou motivo de orgulho para muita gente. “A gente fica até emocionado e se sente realizado”, disse o pai de Tulinho.


  E para quem acha que a história termina por aqui está enganado. Sempre é tempo de sonhar. “Agora eu quero prestar concurso para ganharestabilidade, uma renda boa, para trabalhar”, finalizou Marco Túlio.


FONTE-G1

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