Quem sou eu

Minha foto
Um ser humano simples com defeitos, virtudes e que a cada dia procura viver de uma forma mais coerente possível para ser feliz. Sou cadeirante desde 1977 devido a poliomielite (Paralisia infantil), blogueiro, ex Locutor do telemensagem Shalom,Palestrante, presidente da A.D.C.C.-ASSOCIAÇÃO DOS CADEIRANTES DE CARUARU, Ex bailarino,ex secretário e conselheiro do COMUD- Conselho municipal de defesa dos direitos das pessoas com deficiência, ESTUDANTE DE ECONOMIA NA UFPE CAA(Passei a emoção é inexplicável)! Primeiro cadeirante aprovado e sem cota em ampla concorrência. Membro do NACE-Núcleo de Acessibilidade da UFPE-CAA. Estudante em pesquisa de extensão em Direitos Humanos-UFPE CAA e Secretário do DA-Diretório Acadêmico do curso de Economia-UFPE,CAA

segunda-feira, 31 de julho de 2017

COTAS PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA NAS UNIVERSIDADES.

O sonho de qualquer pessoa, com deficiência ou não, é ingressar na universidade. Se é uma tarefa difícil para a maioria delas, para aqueles que precisam de algum tipo de acessibilidade é muitas vezes comparável atitudes heróicas, tamanho o esforço despendido. Isso porque a competitividade é muito alta.


No entanto vivemos uma realidade em que as práticas de inclusão vêm tomando porte, com a adoção de ações afirmativas que visam garantir o acesso a todos os níveis de educação à toda população.

A Lei de cotas, criada em 2012, foi um divisor de àguas. Criada para garantir o acesso de negros, índios e pardos (cotas raciais) e pessoas oriundas de escolas públicas e pessoas com renda familiar igual ou abaixo a 1,5 salários mínimos per capita (cotas sociais), o sistema garante a reserva de 50% (cinquenta porcento) das matrículas por curso e turno nas universidades federais e institutos tecnólogos federais. Os demais 50% das vagas permanecem na ampla concorrência.

Até 2016, a pessoa com deficiência não era contemplada por essa forma de inclusão. A Lei 13.409/16 altera o sistema de cotas estabelecido, acrescentando as pessoas com deficiência. Dessa forma, os 50% de matricula da ampla concorrência permanecem. Os outros 50% das vagas serão dividas, 25 % preenchidas em de acordo com a proporção de autodeclarados índios negros, pardos e pessoas com deficiência, e os outros 25% para pessoas oriundas de escolas públicas e pessoas com renda familiar per capita abaixo de 1,5 salários mínimos.

As cotas serão preenchidas de acordo com a proporção dessas pessoas na unidade de federação (estado) que essa instituição federal se encontra. A proporcionalidade será medida pelo ultimo senso do IBGE.

Segundo a nova lei, o programa especial de acesso às instituições de educação superior para pretos, pardos, indígenas e pessoas com deficiência devera ser revisado num prazo de 10 anos.

É sempre bom lembrar: na ampla concorrência todos concorrem as vagas, até quem tem direito as cotas.

E seguimos avançando...

FONTE-Cynthia Prata Abi-Habib é formada em Direito, Pós Graduada em Direito Educacional. Mãe de autista de alto funcionamento é membro e uma das fundadoras da AsaTea - MG (Associação da Síndrome de Asperger no Transtorno do Espectro do Autismo de Minas Gerais) e luta pela inclusão do jovem autista de alto funcionamento no ensino superior/profissionalizante e no mercado de trabalho através de ações de conscientização e eventos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário