No dia 11 de outubro é comemorado o Dia do Deficiente
Físico. Mas será uma data que representa comemoração ou está mais para o lado
da reivindicação?
Mais do que uma data, este dia representa a possibilidade de
reflexão de todos os setores da sociedade sobre o tema.
O Censo Demográfico do IBGE (Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatísticas) revelou que em 2010 a população brasileira era
composta por mais de 45 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência.
Apesar desse número expressivo, as pessoas com deficiência
ainda enfrentam inúmeras dificuldades desde a locomoção, educação e preconceito
pela falta de informação. O preconceito infelizmente aparece em diferentes
maneiras: em um olhar, uma palavra mal expressada, a falta de tolerância. As
barreiras físicas também expressam preconceito no sentido de mostrar que as
ruas, os transportes, as lojas em muitos casos não estão preparados para
receber uma pessoa com deficiência. Isso pode resultar em uma certa segregação,
afastando ainda mais a pessoa do convívio social.
Necessita-se de um olhar diferenciado e não diferente para
estas questões que implicam num contexto sócio-histórico-cultural. Nesse
sentido vale lembrar que:
"Deficiente não é a pessoa que apresenta diferenças
físicas, mentais ou sensoriais, deficiente é qualquer pessoa que não está apta
para desempenhar função fora do seu conhecimento e de seu alcance.
Deficiência não é doença; pode ser uma sequela da doença.
A deficiência não modifica o ser em sua essência, apenas o
limita em alguns aspectos. Com apoio, determinação e vontade, todos temos
condições de transformar a limitação em potencial de adaptação ao meio. Não há
necessariamente identidade de interesses entra as pessoas com a mesma
deficiência; cada pessoa é única em seu modo de pensar, querer e sentir.
Portanto não se deve igualar as pessoas por suas
características, mas respeitar seu direito de ser diferente."
Fonte-Língua Grande cultural

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